Panini Comics/Marvel Comics
R$ 7,80 – Mensal
Formato Americano – 100 páginas
Dezembro de 2011
O Espetacular Homem-Aranha: The Amazing Spider-Man #636 & #637 – Nota: 3,0
Argumento: Joe Kelly (com Zeb Wells)
Arte: Michael Lark & Marco Checchetto
Arte-final: Stefano Gaudiano
Cores: Matt Hollingsworth
Caçada Sinistra (Partes 03 e 04) – Kraven está de volta!
Aviso de spoilers! Siga por sua conta e risco!
Honestamente este é um dos reviews mais brochantes que já fiz no Fanboy! Um final horrível para esta saga que é tida por muitos como uma das melhores histórias da fase Um Novo Dia. A trama começa voltando a conceitos já explanados em edições anteriores, como a loucura dos animais de Nova York, engatilhando a mesma ladainha que Sasha Kravinova entoa ad nauseam. Enquanto isso, Kraven ouve tudo de forma soturna. A trama anda a passos de tartaruga, e na parte três o leitor patina em diálogos sofríveis, vendo ainda o Caçador surtar com sua ressurreição. O cliffhanger é mais uma Pegadinha do Mallandro promovida por Joe Kelly.
A última parte começa com todos cientes que Kaine tomou o lugar de Peter na cerimônia de ressurreição, e está morto. E aqui cabe o adendo: suas células não se degeneram? Como ficou com a carinha de bebê? Enfim… JJJ convoca mais uma coletiva (#sono), para colocar todos os cidadãos cientes do rendez-vous. Após estas sequências, o roteirista mostra o Amigão da Vizinhança vestindo seu uniforme negro ao lado do corpo de Kaine partindo então, muito fulo da vida, para pegar a família Kravinoff. Nem isto foi impactante, pois já vimos este mote sendo explorado no arco Back in Black, por JMS. O restante da trama é pífio, alternando diálogos – e ações – feitos com a ousadia de se transformarem em épicos. Mais mortes, mais Kraven maluco, mais Ana Kravinova chata, mais Homem-Aranha malvado.
Joe Kelly arrumou uma verdadeira miscelânea, alterando o status quo de diversos personagens do Universo Aracnídeo, mas não conseguiu transmitir verdade, concisão! Ficou um verdadeiro arremedo de história que sequer lembrou a estrutura elegante que J. M. DeMatteis empreendeu em Kraven’s Last Hunt. Muito bombástico, e sem conteúdo! Perdoem-me, mas não há nada mais a dizer sobre isso, e a melhor definição de tudo isso, segue abaixo!
A arte foi a única coisa que salvou esta edição, com lindos desenhos de Michael Lark e Marco Checchetto! Toda a aura soturna que a história deveria ter foi capturada pelos dois artistas com lindas sequências.
Melhor Frase: “Seria perfeito. Uma obra de arte. E você tirou essa obra de mim.”
Dizeres de Kraven (e também de todos os true believers)!
“Como me sinto calmo; tranquilo. É como se alguma coisa dentro de mim… algum novelo de medo, ódio e muito mais… tivesse sido desfeito. Todos esses anos fugindo da Rússia, sufocando-me na América, encontrando libertação… descobrindo a honra… na selva. Todos esses anos… E eu jamais conheci paz, calma ou a fugidia criatura chamada felicidade. Mas eu sinto como se pudesse conhecê-la agora. Sinto que ela está perto. Talvez ali, do lado de fora… escondida na força da chuva, no ribombar do trovão. Paz, calma, felicidade. Um fim. Agora.”
Pensamentos finais de Kraven em Last Hunt. ‘Nuff Said!!!
O Espetacular Homem-Aranha: The Amazing Spider-Man #636 & #637 (backup) – Nota: 8,0
Argumento: J. M. DeMatteis
Arte: Max Fiumara
Cores: Fabio D’Auria
Caçando o Caçador (Partes 03 e 04) – Kraven derrota facilmente Kaine, mas este será mesmo o fim da jornada?
Ok! Aqui temos um verdadeiro grande escritor! J. M. DeMatteis dá sequência ao ótimo cliffhanger da edição anterior e o leitor pode ver Kraven acabar com Kaine. Obviamente sabemos que ele não morreu, mesmo porque a cronologia deve ser respeitada. Mas o roteirista fez mágica ao abordar tudo isto de forma concisa e forte.
Os balões de pensamento salpicam com maestria, e entramos na mente destes dois personagens. Sentimos os questionamentos do Caçador emergindo de sua alma, mas o pulo do gato de DeMatteis é arquitetar este arco como um verdadeiro prólogo de Kraven’s Last Hunt. Foi sensacional o que ele fez! De uma vez só, não desconsiderou uma vírgula do que tinha escrito e encaixou tudo em Caçada Sinistra. A partir daí, todos sabem o que aconteceu. Excelsior!
Max Fiumara não foi a melhor escolha para a arte, mas até que passa.
Melhor Frase: “Vi que esse Kaine não é a Aranha, mas seu arauto: gritando na selva e anunciando sua chegada. Também vi a verdadeira face do hospedeiro da Aranha. E a reconheci. Já nos encontramos antes, e nos veremos em breve. Pela última vez.”
Palavras de Kraven, o Caçador! Chupa Joe Kelly!
Teia do Homem-Aranha: Web of Spider-Man vol. 2 #12 – Nota: 5,0
Argumento: Roger Stern
Arte: Philippe Briones
Cores: Chris Sotomayor
Tentáculos Contra um Mar de Encrenca – O Dr. Octopus era um menino legal!
Meus caros fanboys, esta história é apenas para encher linguiça e eu nem a leria, se o autor não fosse o mestre Roger Stern. Não há nada de extraordinário, apenas um retcon básico mostrando um pouco da vida particular de Otto Octavius – desde garotinho. O que não se pode negar é que Stern sabe escrever como poucos, e com um mote tão batido, ainda traz leveza para o roteiro. Valeu mestre!
Os desenhos de Philippe Briones até que combinam com a trama.
Aviso aos aracnofãs: Caros fanboys! A partir de janeiro de 2012, a Panini começará a publicar o arco Um Momento no Tempo. Trata-se de quatro partes compostas com mais páginas que as habituais, logo deverá se estender em pelo menos duas edições. O Fanboy fará uma matéria especial sobre este momento na vida do maior personagem de quadrinhos do mundo, de maneira completa. Sendo assim, tão logo termine a publicação no Brasil, estará no ar nosso material.






Eu achei essa saga uma das piores, por motivos vários.
1º por terem ressuscitado um sujeito que se matou com um tiro de 12 na cabeça. Fala sério, havia mesmo necessidade de ressuscitar Kraven?
2º com a "morte" do Aranha, gerou-se o caos e todos os animais ficaram fora de sí (menos os humanos que, na concepção do roterista, devem ser alienígenas, por isso não foram afetados). Acontece que o Aranha não havia morrido, quem morreu foi o clone. Então como se justifica os animais fora de sí??? Belo buraco de roteiro hein???
3º Mexe com a porcaria de totens criada pelo J. M (faço tudo pela metade) Stragazinski. Essa historia de que o Aranha é um Totem, foi disparado a ideia mais estupida que já foi feito com o aracnídeo em todos os seus 50 anos de existência. Ai, Zeb Wells e joe kelly, que conseguem ser mais Incompetente que o J.M Straza, traz essa merda de totem de volta, fala sério.
4º um dos filhos de kraven, ressuscitou como leão(!). Maluco tá tirando???Que diabos é isso??
5º a filha do kraven tem 12 anos anos mas, consegue bater no kaine. PQP!!!!
Há mais motivos, mas creio que esses 5 já sejam suficientes para explicar o porque de eu ter achado essa saga uma Bost@ completa. Só faltou o liefield pra desenhar e completar o atentado violento a natureza.
Ainda acho que o arco foi bom, não vai virar um clássico, mas diverte. Faz meses que não era publicado alguma coisa que prestasse na revista. E se comparar com a última teia do aranha é uma obra-prima aracnídea.
Como eu já comentei antes: uma salada! Misturou clima/estrutura narrativa da Ultima Caçada, com a besteirada totemica do JMS. Nada fez sentido nenhum ali, nem adianta começar a tentar explicar. Só sei que tive vontade de jogar a revista longe e/ou tacar fogo a cada uma das milhões de citações que "a teia se rompeu e blablablaaaAARGHH!"
Eu tinha gostado da edição passada, mas nessa o negócio desandou. O Aranha estava quase morto, mal aguentando ficar em pé, antes de ser salvo pelo Kaine. Aì, de repente, ele vira o f#d@o e dá um cacete em todo mundo, sem a menor dificuldade. Também achei totalmente desnecessário inventar uma nova Madame Teia, uma nova Aracne… Títpica mudança feita só pra tentar tornar a história mais importante do que é.
Valeu mesmo pelos desenhos do Michael Lark e por ver o Aranha usando o uniforme negro, que é simplesmente f#d@!
Pior ainda, a merd@ da Panini inventou de vender todas as revistas dessa época com a merd@ de um chaveiro do Aranha. Resultado, todas lacradas em um saco plástico e perdi essas leituras obrigatórias. Aqui vai minha reclamação e repúdio a este tipo de marketing que inibe leitores como eu, que não gostam de gastar, mas não baixam para não ir tão baixo KKKKKKK……
hahahaha…
Minha turma true believer!
Galera, concordo com tudo que foi dito. Só dei nota 3,00 porque o Lark chutou bundas. E esse Chedchetto também é muito bom!
achei a historia boazinha com uma arte otima, ja a historia do KAINE e bem melhor mas com um pessima arte, em relação a idéia do TOTEM, respeito a opinão de quem não gosta, mas particularmente achei uma das coisas mais interessantes ja feitas com o ARANHA, pra mim enriqueceu a sua mitologia, bem diferente de pacto com MEFISTO – valeu QUESADA – isso sim a maior cagada que ja fizeram com ele, pra encerrar foi bom ver o J.M DEMATEIS escrevendo o CABEÇA DE TEIA, ele e o JMS são os meus roteiristas do personagem.
Teria enriquecido se tivéssemos aplicações mais práticas disso, Wesley. Como foi na primeira história, com o Morlun surgindo como um predador e dando um cacete federal no Aranha. Mas fora isso, teve o que, de interessante? Nessa Grim Hunt, ficou só um discurso pseudo-mistíco-filosófico, com animais enlouquecendo porque, repito, "A TEIA SE ROMPEU".
Opinião minha, mas esse tipo de viagem nao combina nem um pouco com o Aranha, desde sempre um personagem marcadamente urbano.
Pra mim, o primeiro arco do JMS com o Morlun foi muito, mas muito, bem escrito.
Depois, ele se perdeu no conceito do plot místico e virou uma zona, terminando naquele arco "O Outro" – ruim pacas! hehehe…
Morlum foi outro vilão inutil. Graças aos céus sumiu do mapa e nunca mais voltou.
Eu achei a ideia do totem uma ótima sacada do JMS, que lançou um olhar diferente sobre a origem do Aranha. Uma coisa legal é que ele sempre deixou a coisa do totem meio em dúvida, pois o próprio Peter nunca aceitou a história. O arco do Morlum, pra mim, é top 10 do Aranha, e Ezekiel era um ótimo coadjuvante.
Esse plot foi bem explorado, até o arco em que o Ezekiel leva o Peter para ser sacrificado num templo na África. Se tivesse parado ali, seria perfeito: um ciclo completo, com início, meio e fim. Retomar esse plot em "O Outro" foi um erro, pois não passou de ideia requentada. Pior, uma ideia requentada que já estava encerrada.
Eu já disse isso outras vezes, e repito: tudo que JMS escreveu antes de "Pecados Pretéritos" foi no mínimo bom. A partir dali, ele realmente se perdeu, e oscilou muito. Mesmo assim, o arco "A Volta do Uniforme Negro" foi ótimo. Eu guardo com muito carinho as edições do JMS antes de "Pecados Pretéritos" (com Romitinha inspirado, arte-finalizado por Scott Hanna), porque é o que eu li de melhor do Homem-Aranha em muito tempo.
realmente a qualidade das historias cairam um pouco depois do arco do EZEQUIEL, mas mesmo assim tivemos otimos materiais como as historias relacionadas a GUERRA CIVIL – pra min chega a ser melhor que a propria mini – e a VOLTA DO UNIOFORME NEGRO, a fase do JMS não e perfeita, mas quando analiso os fatores positivos de sua passagem, eu vejo uma das melhores fases do ARANHA ja feitas, na minha opinião e claro