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Capitão Bretanha #3
© Leandro Magnus

Capitão Bretanha #3 - Nota 6,0
Pandora Books / Marvel Comics
R$ 8,90
Periodicidade incerta - 68 páginas

Por Magnus

Originalmente em The Daredevils #7 a #11
Argumento: Alan Moore
Arte: Alan Davis
Cores: Helen Nally & Andy Seddon

Rufem os tambores! Os boatos são verdadeiros, 11 meses após o lançamento de Capitão Bretanha #2, ou se preferir, 14 meses após o lançamento de Capitão Bretanha #1, chega às bancas a legendária Capitão Bretanha #3. Às bancas? Não, na verdade apenas aos pontos de revenda do HQ Club a extorsivos R$ 8,90.

Mas, fazendo um grande esforço, vamos nos concentrar primeiramente na história em si. Essa terceira edição de Capitão Bretanha é absurdamente melhor que as duas anteriores. A trama está muito mais inteligente e finalmente começa a fazer sentido.

O Capitão Bretanha foge para a Terra junto com Saturnyne e a equipe de Cão de Guerra. Mas ele encontra muitos problemas. Além de impedir que os fatos que levaram o mundo paralelo ao colapso se repitam, o Capitão também tem que se preocupar com Fúria, que o seguiu até essa realidade. A grande atração da história são as cenas que contam com a presença de Fúria, principalmente a luta final, a melhor parte da história.

A proteção do reformulado Merlin, a morte de Legião, o medo do Capitão Bretanha ao ver seu algoz... são apenas alguns exemplos do belo trabalho de Moore. Foi surpreendente o papel que Zeitgeist desempenhou na luta. Realmente não esperava por isso, mais uma grande idéia de Moore.

Na arte, Alan Davis cumpre bem sua função. Seus desenhos estão bem melhores e os fãs do artistas não vão se decepcionar com seu trabalho nesta edição. Pena que o papel da edição não colabora muito com o visual da revista.

Falando um pouco da Pandora Books, sou capaz de compreender todas as dificuldades que eles vem tendo para publicar essa série, mesmo assim, certas atitudes são inadmissíveis. O preço da edição é abusivo. Alguém pode responder que quem não concordar com o preço não é obrigado a comprar a revista. Mas não é bem assim, afinal de contas, trata-se de uma minissérie que começou com o preço de R$ 5,90. Muitos leitores, como eu, se sentiram enganados e perderam a confiança na editora. Pior que, além de pagar esse preço extorsivo, ainda tive que utilizar uma tesoura para abrir uma das páginas da revista. Ridículo! Os editores da Pandora não tiveram nem a consideração de colocar uma carta explicativa dentro da revista, justificando os atrasos e aumento de preço. Nota zero para a Pandora Books, que acabou puxando para baixo a nota final da revista.

Mas quer saber o pior de tudo? Ainda existe um Capitão Bretanha #4. Confesso que quando comprei a revista julguei se tratar do último número. Do jeito que as coisas vão, a edição deve sair em 2004. Não quero nem pensar no preço.

Melhor Frase: "Algo o ataca. Mas como pode ser? Como pode ser, se não há nada ali? O ser tenta detecção infra-vermelha. Nada. O ser tenta captar ondas cerebrais. Nada. O ser procura pela atividade molecular mais básica. Nada. Absolutamente nada." - Narrador
Eu sei, eu sei... posso mudar o nome para Melhor Parágrafo. Mas esse trecho merecia ser citado na íntegra. Zeitgeist venceu onde todos falharam.

 


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