
Panini Comics/Marvel Comics
R$ 7,50 - Mensal
Formato Americano - 100 páginas
Dezembro de 2009
Os Novos Vingadores: The New Avengers #48 - Nota: 8,5
Argumento: Brian Michael Bendis
Arte: Billy Tan
Arte-final: Matt Banning
Cores: Justin Ponsor
Surge uma nova formação da equipe para enfrentar o período mais sombrio de todos.
Brian Michael Bendis reformula uma vez mais a equipe, trazendo agora para três novos membros. Não é spoiler nenhum revelar quem são, até porque na capa da revista já é mostrado o principal membro desta nova formação: o novo Capitão América.
O Sentinela da Liberdade é o símbolo do grupo. É difícil aceitar e acreditar numa formação que não tenha alguém empunhando o escudo com as cores da bandeira americana, não importando se é o verdadeiro herói ou algum substituto seu. James Barnes fez jus ao manto do herói e merece um lugar no grupo representando seu amigo e mentor.
Quanto aos demais, o escritor conserva três dos seus heróis favoritos como a espinha dorsal do grupo, após a reformulação por ele criada, mantém Wolverine, Homem-Aranha e Luke Cage como os principais e insere além do Capitão, Miss Marvel (sim, ela agora faz parte oficialmente do grupo e não adianta mais reclamar que ela não deveria ser publicada nesta revista!), Harpia, e conserva Clint Barton agora sob a nova identidade de Ronin. Desta forma, está criada a nova formação do grupo de heróis para enfrentar o momento mais sombrio de suas vidas.
Os heróis aqui ainda estão lidando com as conseqüências da invasão skrull onde Luke Cage e Jessica Jones lutam a todo custo para tentar trazer de volta a sua filha, seqüestrada pelos alienígenas. Buscando ajuda de vários heróis eles conseguem localizar alguém que pode ajudá-los, mas a estupidez humana os impede de conseguir sucesso em sua missão. Sendo assim, num momento de desespero tão grande, Luke Cage literalmente vende a alma para o demônio para tentar reaver sua filha.
Bendis é um bom escritor, mas de vez em quando ele comete uns deslizes difíceis de acreditar. Um deles é o destino do portador da informação que poderia ajudar a localizar a filha de Cage e Jessica; será que precisava um desfecho tão clichê como aquele? Não poderia o escritor, com seu já comprovado talento, ter criado uma reviravolta mais interessante? E seria mesmo necessário a atitude de Luke Cage de vender sua alma tão rapidamente antes de procurar a ajuda de outros heróis, com tantos magos, cientistas e mutantes espalhados pelo Universo Marvel? Bendis devia fazer o herói tomar esta atitude depois de esgotar todas as possibilidades possíveis.
Este agora é o único título dos Vingadores que Brian Michael Bendis escreve, Os Poderosos Vingadores agora está sob o roteiro de Dan Slott.
A arte de Billy Tan, continua boa apesar de alguns deslizes do artista em alguns momentos, mas não compromete em nada a trama.
Capitão América: Captain America #45 - Nota: 9,0
Argumento: Ed Brubaker
Arte: Luke Ross
Arte-final: Fabio Laguna
Cores: Frank D'Armata
A Flecha do Tempo (Parte 03) ? O novo Capitão América enfrenta o Homem Sem Face e tenta a todo custo frustrar a missão de Batroc.
Uma história literalmente explosiva, com muita ação, espionagem e reviravoltas! O antigo inimigo do, hoje herói, James Barnes (a.k.a Capitão América) o ataca impiedosamente, forçando-o a tomar atitudes extremas para contê-lo. Este vilão, o Homem Sem Face, lembra muito o antigo inimigo do Demolidor conhecido como o Arauto da Morte e, como o tal, se mostra um personagem medíocre sendo mais um destes vilões de 5° categoria. Brubaker podia ter caprichado mais na criação do vilão, afinal, se nos 70 o vilão Arauto da Morte já era sem graça, imagine uma cópia descarada sua no Século XXI? Estes tipos de vilões não servem para heróis mais urbanos ou sem superpoderes, com tramas mais realistas.
A real missão de Batroc é revelada e, de certa forma, é surpreendente. Ed Brubaker continua mexendo e remexendo a fundo no universo do Sentinela da Liberdade fazendo agora vir à tona um personagem há muito esquecido e que é muito amado pelos leitores. Na verdade o escritor está abrindo terreno para trabalhos futuros que em breve serão publicados no Brasil.
As cenas de ação são vertiginosas, com direito a muita pancadaria e explosões; ademais, sempre é bom ver a Viúva Negra em ação, mesmo que seja por um período bem pequeno. Os desdobramentos deste arco, que aqui chega ao seu fim, continuam literalmente na próxima edição com a participação de um antigo aliado do herói.
O brasileiro Luke Ross continua fazendo um excelente trabalho na arte da revista, contando aqui com a ajuda de Butch Guice. A dupla faz um trabalho magistral principalmente na parte de ação e valorizando ainda mais o texto de Brubaker, afinal, de que vale um bom escritor se não tem um artista à altura de retratar o seu texto?
Thor: Thor #11 - Nota: 9,0
Argumento: J. M. Straczinsky
Arte: Oliver Coipel
Arte-final: Andy Lanning, Danny Miki & Mark Morales
Cores: Laura Martin & Paul Monts
O Deus do Trovão presta uma homenagem póstuma ao Capitão América.
Dentre seus aliados mortais, Thor sempre teve admiração e respeito pelo Capitão América, e quando este faleceu, o Deus do Trovão não estava presente porque estava ?morto?. Sendo assim, ainda que tardiamente, o herói lhe presta uma homenagem.
Bom, a história é muito boa, os diálogos entre o herói e o que seria o espírito de seu falecido amigo são notórios, pois isso é algo que Straczinsky sabe explorar com maestria em suas histórias, mas apesar de tudo isto esta parte da trama apresenta um problema: a incongruência! Procurarei explicar melhor: num futuro bem próximo esta magnífica passagem da história será desconsiderada porque ela cairá em contradição com as histórias do escritor oficial do título do Capitão América, que tem uma ?visão bem particular? sobre a morte do herói, mostrando que esta comunicação espiritual seria praticamente impossível.
De fato isto é uma pena, dois bons escritores trabalhando dentro de uma mesma editora e universo de personagens e se contrariando em idéias. Acredito que deveria ter uma espécie de entrosamento entre os roteiristas e um não deveria desrespeitar o trabalho do outro a não ser que fosse algo muito absurdo (mas isso é coisa que não acontece aqui nesta história) porque gera uma bagunça danada, tanto editorial como na cabeça do leitor!
Embora a comunicação espiritual entre o Deus do Trovão e o Sentinela da Liberdade seja o foco principal da trama, existe outros acontecimentos paralelos não menos importantes acontecendo, como Loki manipulando uma vez mais Balder e tentando ganhar a sua confiança; uma brincadeira que se transforma em morte entre os deuses de Asgard; e Donald Blake (a versão mortal de Thor) tentando reconquistar o amor de Jane Foster. Até agora, Loki tem manipulado as situações de forma sutil, mas é algo que irá mudar conforme mostrado na próxima história!
Oliver Coipel continua fazendo um trabalho primoroso com sua arte, que indiscutivelmente é uma das melhores da atualidade!
Thor: Thor #12 - Nota: 9,5
Argumento: J. M. Straczinsky
Arte: Oliver Coipel
Arte-final: Mark Morales
Cores: Laura Martin
Loki procura Hela para ajudá-lo a realizar um feito impensável.
À medida que a revista do Thor avança, aos poucos (já que sofre grandes atrasos de publicação nos EUA), J.M. Straczinsky vai se redimindo de seus Pecados Pretéritos, pois é difícil imaginar escritor melhor para o Deus do Trovão. Ele, uma vez mais, surpreende trazendo desta vez uma trama toda focada no Deus da Trapaça, Loki, que sai de Oklahoma e vai ao encontro de Hela, a Deusa da Morte.
Aqui o leitor tem a primeira surpresa da história, quando ele descobre não só o paradeiro da outrora imponente deusa, bem como onde ela está morando agora. Esqueça os luxuosos domínios da deusa, ela agora mora em um lugar soturno e miserável. A verdade por trás da forma feminina de Loki é revelada, bem como o seu real intento com isso. O Deus da Trapaça ressuscitou de certa forma já prejudicando o seu meio irmão Thor.
Fazendo um pacto com Hela, o vilão retorna ao seu passado com o intento de modificá-lo à sua maneira e desta forma poder controlar o seu próprio destino. À primeira vista pode até parecer que ele queria apenas exorcizar seus próprios demônios, mas isto não é bem verdade. Manipulações fazem parte da natureza do vilão e são o que realmente o tornam perigoso, muito mais até do que seus poderes. Algo muito maior está por trás disso tudo!
Oliver Coipel continua a realizar um excelente trabalho, com sua bela arte, dispensando maiores comentários!