
Panini Comics/Marvel Comics
R$ 7,50 - Mensal
Formato Americano - 100 páginas
Dezembro de 2009
O Espetacular Homem-Aranha: The Amazing Spider-Man #577 ? Nota: 6,5
Argumento: Zeb Wells & Joe Kelly
Arte: Paolo Rivera & Barry Kitson
Arte-final: Paolo Rivera & Mark Farmer
Cores: Javier Rodriguez & Dean White
Antigos Colegas de Caça (Partes 01 e 02) ? Enquanto caça um criminoso, Frank Castle cruza o caminho do Homem-Aranha, reacendendo a velha rivalidade entre eles.
Antigos Colegas de Caça é uma história que transborda saudosismo por todos os lados. A viagem ao passado começa pelo visual estilo anos 80, graças à arte assumidamente datada ? e bastante competente ? de Paolo Rivera. O texto de Zeb Wells não fica atrás, promovendo um crossover à moda antiga entre Aranha e Justiceiro: primeiro o choque de princípios e o desentendimento, depois a aliança forçada e, por fim, a clássica fuga de Castle.
Como todos podem ver, a fórmula é mais surrada do que bife de pensão, mas como a dobradinha Homem-Aranha/Justiceiro não era vista há um bom tempo nas revistas Marvel, a ?parceria? acaba tendo um arzinho de novidade ? mesmo não sendo. Além disso, as (várias) tiradas engraçadas de Wells tornam a narrativa agradável e muito divertida. Está longe de ser algo memorável, mas, como simples entretenimento, a HQ tem seu valor.
A história traz ainda um interlúdio ? escrito por Joe Kelly e desenhado por Barry Kitson ? no qual J. Jonah Jameson prova que continua o mesmo sujeito casca-grossa de sempre. São apenas cinco páginas, mas que condensam com perfeição toda a essência do ex-dono do Clarim Diário: um homem ranzinza, prepotente, intransigente... e ? principalmente ? muito querido pelos leitores. Sem dúvida, Jameson é um coadjuvante imprescindível ao universo do Homem-Aranha.
Melhor Frase: ?Eu não morrerei antes do Homen-Aranha. Eu não morrerei antes do Homen-Aranha.?
J. J. Jameson, entoando o mantra que lhe deu forças para se recuperar de um ataque cardíaco.
O Espetacular Homem-Aranha: The Amazing Spider-Man #578 & #579 ? Nota: 9,0
Argumento: Mark Waid
Arte: Marcos Martin
Cores: Javier Rodriguez
Parada Não Programada (Partes 01 e 02) ? Um atentado no metrô deixa o Homem-Aranha e um grupo de passageiros presos nos subterrâneos de Nova York. A claustrofóbica situação se complica ainda mais quando o herói é atacado por um velho conhecido: Shocker.
Depois de assinar algumas histórias curtas, o aclamado roteirista Mark Waid (O Reino do Amanhã) finalmente tem a oportunidade de mostrar seu talento num arco completo do Homem-Aranha. E só quem tem a agradecer por isso são os leitores. De forma até simples, o autor nos brinda com uma ótima história, do tipo que faz qualquer fã se lembrar porque gosta tanto do herói aracnídeo.
Isso, porque todos os elementos básicos do personagem foram muito bem trabalhados. O modo fortuito como as coisas começam, o famoso azar do herói, a incompreensão das pessoas à volta, a superação das adversidades (a cena com os ratos é f#d@!) e um vilão clássico... Enfim, tudo o que se espera de uma HQ do Homem-Aranha. Tá, eu sei, o Shocker é um tremendo ?bucha?. Mas querem saber? Depois de caras novas como Monstro, Ponto Cego e companhia, eu fico de pé e bato palmas para um vilão como o Shocker, sem constrangimento algum. Também me sinto obrigado a destacar a seqüência com a modelo saidinha no metrô, que é engraçadíssima. Por um segundo, você até pensa: ?é agora que o Sr. Parker se dá bem!?. Mais engraçada ainda é a expressão do Peter, como se nem ele próprio acreditasse na oportunidade que, de repente, caía em seu colo.
Waid também insere um novo personagem no universo do Homem-Aranha, e aqui cabe uma ressalva. Particularmente, tenho certas restrições a ?parentes misteriosos que aparecem de repente?. Este tipo de recurso ? fatalmente ? mexe com o passado de personagens já estabelecidos, e precisa ser utilizado com muito critério, para não se tornar algo gratuito e/ou apelativo. Como ainda não dá para saber que bicho vai sair desse mato, qualquer juízo de valor neste momento seria precipitado. Assim, entendo que o caso merece, pelo menos, o beneficio da dúvida. Por ora, esse plot já rendeu uma bela deixa para o Aranha azarar certo coadjuvante, e isso é sempre legal de se ver.
E que baita desenhista Marcos Martin está se revelando, hein? Sua experiência com o Homem-Aranha ainda é pequena, mas o artista já se mostra perfeitamente adaptado, como se fosse alguém velho de casa. Em certa medida, seu caso me lembra muito John Romita Jr.: um traço estilizado e pessoal, porém fluido, cativante e com ótimo domínio narrativo. Não sei quanto a vocês, mas eu já virei fã do cara.
Pena que a Panini tenha preferido repetir a capa de Paolo Rivera no miolo da revista, ao invés de publicar ao menos uma das capas de Marcos Martin em tamanho natural. A que mostra o Aranha lutando com Shocker, por exemplo, é muito boa! Também não entendi o suspense que o editor Rogerio Saladino (na seção de cartas) quis fazer sobre a identidade do manda-chuva do Universo Marvel na fase Reinado Sombrio. Afinal, o último capítulo de Invasão Secreta já deixou claro que Norman Osborn será o comandante da agência de segurança que substituirá a SHIELD.
Melhor Frase: ?Biscoitinho idiota. Meu dia de sorte o caramba!?
Homem-Aranha, amaldiçoando a mensagem de um biscoito da sorte enganador.
O Espetacular Homem-Aranha: The Amazing Spider-Man Family #02 ? Nota: 2,0
Argumento: Keith Champagne
Arte: Shawn Moll
Arte-final: Keith Champagne
Cores: Rob Ro
O negócio é o seguinte, galera: eu vou me aproveitar descaradamente da premissa aberta por nosso estimado editor nas revisões de X-Men Extra #92 e #93, e admitir que não li esta história. Eu dei apenas uma folheada rápida na parada, vi muita Tia May, quase nenhum Homem-Aranha e alguns desenhos bacaninhas. Ou seja, nada muito animador.
Assim, a nota atribuída à história é embasada unicamente por essa análise superficial. Que alguém se manifeste aí nos comentários, caso eu tenha cometido alguma injustiça. Se bem que é Spider-Man Family mesmo... Então quem se importa?