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© Elcio Holsback de Abreu
The New Avengers #47 Panini Comics/Marvel Comics
R$ 7,50 - Mensal
Formato Americano - 100 páginas
Novembro de 2009

Os Novos Vingadores: The New Avengers #47 - Nota: 9,0
Argumento: Brian Michael Bendis
Arte: Billy Tan & Michael Gaydos
Arte-final: Matt Banning & Michael Gaydos
Cores: Justin Ponsor

A Invasão Secreta chegou ao fim, mas a derrota dos alienígenas traz conseqüências trágicas para Luke Cage e sua esposa Jessica Jones.

Uma vez mais Brian Michael Bendis escreve uma história de ALIAS e não dos Vingadores! É incrível como o texto do escritor flui de forma natural e com uma qualidade inquestionável, afinal o autor está em casa, escrevendo uma história da personagem que criou e consagrou como uma das mais amadas da editora. Estaria ele ensaiando a volta da personagem que deixou relegada por tanto tempo? Parece que sim e nós, fãs da personagem, torcemos para que a declaração feita por ele recentemente de que em 2010 a personagem volta com força total aos quadrinhos seja mesmo verdadeira!

Alternado momentos do passado e presente do casal, temos a oportunidade de acompanhar Jessica na época em que era detetive, sendo contratada para fazer uma investigação muito especial para o homem que futuramente viria a ser seu marido. É uma história impactante, comovente, e claro, triste! Mostrando que o preconceito existe em todas as castas da sociedade, até mesmo dentro da própria família, e que o perdão é algo impossível para algumas pessoas. É interessante o momento em que esse passado recente se casa com a cronologia! É Bendis uma vez mais valorizando sua passagem emblemática pelo título do Homem Sem Medo!

Pela primeira vez em suas histórias, Bendis menciona o nome da outra detetive da editora: Dakota North que indiretamente é uma rival de profissão de Jessica Jones. Vale lembrar que Ed Brubaker trouxe de volta a personagem do limbo a partir do momento em que assumiu o título do Demolidor; antes sequer ela era mencionada.

O trágico final, deixa aquela indagação no ar novamente desde que foi descoberto que Elektra era um Skrull disfarçado e o bebê do casal abriu os olhos de forma estranha: existe algo maior por trás disso? Bom só o tempo (e Bendis) poderá dizer!

Na próxima edição o grupo passa novamente por uma reformulação, saem antigos integrantes e entram novos. Já dá para perceber que o grupo muda dependendo do momento que as coisas estão na editora, ou seja, dependendo da situação cronológica!

A arte de Billy Tan à la anos 80, continua boa como sempre, e com qualidade inquestionável. Mas, quem rouba o show desta vez é Michael Gaydos que uma vez mais retorna para fazer parceria com Brian Michal Bendis numa história de Jessica Jones (ops, ALIAS!). Sua arte noir inconfundível continua magnífica. O artista além de ter uma excelente arte sabe trabalhar muito bem os momentos dramáticos, retratando-os com veracidade e emoção. Prova disso são as páginas  18 e 19. Sem dúvida alguma, um dos melhores artistas de HQs da atualidade!

Captain America (v.5) #44

Capitão América: Captain America #44 - Nota: 8,0
Argumento: Ed Brubaker
Arte: Luke Ross
Arte-final: Fabio Laguna
Cores: Frank D'Armata

A Flecha do Tempo (Parte 02) ? O novo Capitão América busca a sua revanche contra Batroc ao mesmo tempo em que tenta impedi-lo de concretizar seus maléficos planos, mas o inesperado surgimento de um antigo inimigo do Soldado Invernal altera totalmente a situação.

Ed Brubaker continua a trabalhar com magneficência o personagem que ?ressuscitou? há pouco tempo e que já faz parte do hall dos melhores heróis da Casa das Idéias. A trama alterna momentos do presente (onde o herói já começa a ter problemas com a saída de Tony Stark da diretoria da SHIELD) e do passado, mais precisamente pouco mais de quatro décadas atrás, na época em que ele era o letal assassino Soldado Invernal.

Brubaker não escolheu ao acaso a época da missão do herói que na época trabalhava como assassino mercenário para a URSS; o ano de 1968 é o ano da Revolução Cultural Chinesa, uma época de extrema importância para a História daquele país. A missão (um assassinato) o escritor revela neste segundo capítulo do arco, mas o motivo ainda é uma incógnita, até porque no passado o Capitão América original e Bucky salvaram a vítima.

No presente, o herói vai à forra contra o vilão Batroc e protagoniza cenas de ação ousadas, magnificamente ilustradas como uma película cinematográfica. Como Ed Brubaker é chegado numa conspiração, percebe-se que há muito mais coisa por trás da missão de Batroc, a começar pelo seu misterioso contratante que busca vingança contra o novo Capitão América.

Confesso que é interessante ver o personagem evoluir, saindo um pouco da sombra de Steve Rogers, e enfrentar ?seus próprios inimigos?, deixando para trás um pouco o Caveira Vermelha e seu bando que basicamente foram os vilões principais desde que Brubaker assumiu o título.

O brasileiro Luke Ross continua fazendo um excelente trabalho como artista principal do título do Sentinela da Liberdade. Sua arte extremamente bela transforma o texto de Ed Brubaker literalmente em um filme. Destaque para as cenas na China e durante a perseguição frenética em uma ponte, que são de cair o queixo!

Por mais que seja uma época de Invasão Secreta, a Panini podia ter optado pela capa de Steve Epting feita para esta revista do Capitão América; que é muito mais intererssante que a usada como capa principal desta edição. O título do Sentinela da Liberdade já se consolidou como um dos melhores da atualidade e ter sua capa estampada como a principal da edição não prejudicaria em nada as vendas da revista!

Ms. Marvel (v.2) #33

Miss Marvel: Ms. Marvel #33 - Nota: 7,0
Argumento: Brian Reed
Arte: Adriana Melo
Arte-final: Maria Behnes
Cores: Chris Sotomayor

Agente Secreta Danvers (Parte 02) ? De volta para os EUA, Carol Danvers ganha um novo cargo.

Continuando a contar a origem da personagem, Brian Reed entrega uma história mais verborrágica que de costume, no estilo filme de espionagem com muita investigação e reviravoltas. Em seu retorno aos EUA, após os incidentes ocorridos no Afeganistão, Carol Danvers ganha um novo cargo e conhece uma pessoa muito significante em sua vida, que irá ajudá-la a descobrir tudo que está por trás do plano terrorista do inimigo e o que é a tal ?vitamina? mencionada pelo vilão Ghazi Rashid. Tiroteios e explosões e reviravoltas permeiam a história, que termina com um gancho instigante para o próximo capítulo.

Esta é uma das melhores histórias de Miss Marvel nas mãos de seu escritor regular. É uma pena realmente que ela não empolgue como deveria, já que Brian Reed jamais conseguiu alçá-la para o alto escalão de heróis da editora como pretendia, mesmo com todo o lobby em cima da personagem. Agora é um pouco tarde para isso e a prova é o que irá acontecer com o título muito em breve. O pior de tudo, é que no meio de três magníficas histórias o título da heroína passa ainda mais despercebido!

A brasileira Adriana Melo está de volta ao título. Sua arte está melhor que antes, bem mais trabalhada e finalizada, agradando ainda mais os olhos do leitor, e se consagrando ainda mais como uma das melhores artistas de HQs do Brasil, que trabalha para as maiores editoras de quadrinhos do mundo.

Secret Invasion: Thor #03

Thor: Thor #10 - Nota: 10,0
Argumento: J. M. Straczinsky
Arte: Oliver Coipel
Arte-final: Allen Martinez, Victor Olazaba & Mark Morales
Cores: Laura Martin

Balder interroga Thor para saber se, de fato, é mesmo filho de Odin.

Matt Fraction fez um bom trabalho com o Deus do Trovão durante a Invasão Secreta, mas o título do Deus do Trovão de J. M. Straczinsky é insuperável e, acredito que por muito tempo, ninguém irá conseguir se igualar ao polêmico escritor, dada a qualidade de suas tramas. É absolutamente surpreendente como o escritor consegue trabalhar com tantos elementos inseridos em suas tramas de forma tão criativa e envolvente, indo desde a curiosidade humana pela vida alheia, passando pela história de amor quase impossível até chegar à uma lenda mitológica nórdica.

Sim, lenda! Embora, Straczinsky seja um ótimo escritor, a parte que corresponde sobre a origem de Balder na verdade é uma adaptação de uma lenda nórdica. Ou seja, a história sempre esteve lá, mas jamais um escritor teve a idéia de adaptá-la para a cronologia do Deus do Trovão dos quadrinhos. É claro que houve ?licença poética? por parte do escritor, a história não é a mesma da mitologia, houve algumas modificações, mas a essência permanece. Como não quero entregar spoilers para aqueles que ainda não leram, fica aqui a deixa para caso alguém queira pesquisar sobre a lenda e depois ler a trama, e vice-versa!

Loki envenenou a cabeça de Balder dizendo que ele também é filho de Odin assim como Thor e que o Deus do Trovão sabe disto e se mantém em silêncio sobre o assunto. Sendo assim, na ânsia de saber a verdade, Balder vai ao encontro do Deus do Trovão para interrogá-lo sobre o assunto. A verdade sobre o assunto envolve festas, banquetes, mulheres, luxúria e aventuras inimagináveis, onde surge até mesmo uma nova versão para a origem dos vampiros.

Em outra parte da história acompanhamos a curiosidade humana pela vida alheia, algo que se tornou ainda mais corriqueiro graças aos realities shows que estão atualmente na moda. Sendo assim, não iria tardar alguém encontrar a oportunidade de fazer dinheiro fácil se aproveitando da situação da cidade de Asgard estar pairando sobre o deserto americano. Numa distância de 8 Km do local um espertinho instalou telescópios que as pessoas podem usar para espiar a cidade mediante o pagamento de uma taxa simbólica. Mas um habitante da cidade dos deuses já percebeu a invasão de privacidade e deu uma lição num dos curiosos capaz de fazer gelar o sangue.

Longe dali, encontramos um rapaz apaixonado e acima de tudo ?encantado pela sua amada? numa história de amor quase impossível que pode ainda gerar muitos momentos engraçados e surpreendentes, afinal, é a primeira vez que uma deusa de Asgard se apaixona por um mortal comum.

Loki, de longe, continua a ser a melhor coisa nas tramas de J. M. Straczinsky, uma vez que o escritor  trabalha de forma surpreendente a personagem, pois desde que o ressuscitou na forma de mulher, Loki não faz outra coisa senão aprontar e conspirar, para que todos o vejam de uma forma diferente de antes. Porém, a mudança foi só por fora, pois por dentro, a (o) vilã (ao) continua a mesma (o), e agora talvez ainda mais perigosa (o).

Esta história é um divisor de águas na cronologia do Deus do Trovão dos quadrinhos, pois ela modifica muito o status quo do personagem e todo o seu universo. Uma fantástica trama feita por um escritor competente que em apenas vinte páginas deu uma lição em muitos escritores de como deve se fazer  uma HQ com qualidade.

A arte de Oliver Coipel está excelente, deixando a nítida impressão que ele aperfeiçoou o seu traço, uma vez que sua arte está mais trabalhada e bem acabada que antes.


por Jackson em 22/01/2010
Bendis escrevendo Alias não tem como ficar ruim, mesmo que (sejamos francos) não aconteça lá muita coisa nessa história... Brubaker faz um trabalho sememelhante, escreve absurdamente uma história meio whatever do Capitão Bucky, pelo menos pra mim. Mas ele trabalha de fato muito bem um personagem que é inteiramente "dele". Miss Marvel, fala sério que ainda continua sendo publicado. E Thor, o JMS desenvolve tudo num ritmo muuuuuuito lento, mas com absoluta maestria. Meu medo é que, por ele já ter saído do título, não conseguiu concluir direito tudo que estava apresentando, todos os elementos. Poder Supremo feelings total...
por Orpheu em 22/01/2010
A capa do Olivier Coipel também merecia ser a principal. Cara, a mexida que o JMS deu no Loki foi uma jogada de mestre, coisa de quem manja muito mesmo. Loki ficou ainda mais maquiavélico e FDP do que antes.
por Kyle em 22/01/2010
Bendis chuta bundas! Caramba, que roteiro bem escrito! Tan muito bem na arte e Gaydos chuta bundas também. rsrs

Capitão: Estou gostando muito do arco e Luke Ross acompanha a qualidade do roteiro.

Miss Marvel: Mediano o texto. Adriana Melo manda muito bem com a personagem.

Thor: FANTÁSTICO! Olha, o JMS está fazendo algo maravilhoso com este personagem e seu universo. Com certeza, daqui alguns anos, vamos falar desta fase com aquele ar nostálgico. hehehe
Vou aguardar o momento oportuno, mas na próxima edição, JMS e Coipel chegam ao nirvana com a série. Eu amo a Hela. hahaha...
por Cajun em 22/01/2010
E o que eu acho mais espetacular nisso é que Loka (eu amo escrever assim, hahaha) realmente só fala a verdade. Mas vcs ainda verão o que é um SHOW DE TALENTO quando JMS escrever uma edição inteira dedicada ao Loki... ela sim é algo para guardar e idolatrar.
por Emissario em 23/01/2010
Sem comentarios, essa edição está excelente.
Quem ousar baixa-lá por meio de Scans, merece uma visitinha sortuna da HELA!!!!
por Kyle em 23/01/2010
Pô, verdade Cajun!
A Loka faz toda essa zorra usando a verdade a seu favor. hahaha... FODÁSTICO!!!!

por Emissario em 24/01/2010
para quem sempre mentiu, a propria verdade se torna em si uma mentira.
Loka/loki rulers.
por Jackson em 24/01/2010
Já viajando um pouco, imagino essa versão da Loka no cinema, na pela da Angelina Jolie...
por Emissario em 25/01/2010
Eu voto em Sienna Miller, a gata Baronesa do filme dos G.I.Joe.
Simplesmente sensacinal ela, e ficaria perfeita como loka.
PS: mudando um pouco de assunto, vocês viram o "melhor de 2009" do site Omelete?
Na categoria "o pior", eles listaram Dragonball, Chun-li o filme, e Wolverine. Vá lá que eles não gostaram muito do filme do canadense, mas coloca-lo no mesmo nivel de excrementos Como Chun-li e DragonBall foi o fim, foi muita falta de noção.
por Sammael em 25/01/2010
Tremei: http://1.bp.blogspot.com/_Gd8NBIma-zo/SJOxGj1pgGI/AAAAAAAAEmM/69n9SAtB1Ck/s1600-h/Thor10+-+freakyLoki.jpg
por Time_is_Money em 27/01/2010
Realmente, tirando Miss Marvel (que novidade!) todas as histórias vão de ótimas a Excelentes! E como disseram, se essa edição de Thor valeu 10, vão faltar números para classificar a edição 12. É um clássico esse Thor.

A história dos Vingadores só peca nos desenhos onde o Bily Tan faz uma Jessica mais jovem do que da época quando era detetive...

E Miss Marvel tá xarópe demais. Essa é aquela história que ela entra pro serviço secreto já sabendo as manhas todas, né? E a Adriana Melo desenha todo mundo com cara de modelo...
por Time_is_Money em 27/01/2010
Emissário, desses filmes que você citou, só vi Wolverine, e se eles ainda são piores do que o Wolverine, então quem os vê deve ficar cego! Wolverine foi lixo atômico! Um retrocesso em tempos de Homem de Ferro e Dark Knight.
por Emissario em 27/01/2010
Time, Wolverine não foi nenhum classico, mas ao menos foi divertido e fez sucesso. Agora DragonBall e Chun-li é tão ruim que faz até filme da xuxa merecer Oscar.E eu não tô brincando.
por Jackson em 28/01/2010
Wolverine tem muitos problemas, o principal é que a Fox quis fazer um PG-13 basicão e jogar uma aventura com trocentos mutantes fazendo show-off, em vez de um filmaço foda que o Logan poderia render. Mas não achei tão ruim, até dá pra se divertir um pouco. DragonBall é inacreditavelmente ruim, Chun-Li me recusei a ver. Street Fighter sem Ryu e Ken é piada sem graça.

Sobre essa votação dos piores do Omelete, fiquei triste porque a opção do Grant Morrison ser pouco votada... pelo jeito sou minoria.
por Emissario em 29/01/2010
Quando ví a opção "os piores", já fui logo procurando o nome da xuxa. guhauhauhauhau.
por Jackson em 29/01/2010
Emissario, vc não tem o direito da falar da Xuxa e do anjo dela! Hahahahhahaa... cara, ela não afeta em nada, então pode ser pior o quanto quiser. Mas votar no Morrison foi uma questão de princípios.
por Quinho em 29/01/2010
Wolverine é fraco, porém realmente divertido em alguns aspectos, e tem pontos bem sacados, como estabelecer de forma clara as relações de irmandade entre Logan e Dentes de Sabre e a forma como passaram várias décadas juntos. Já o final é bisonho...
Chun-Li eu acabei assistindo por acaso, não é tão ruim quanto um filme da Xuxa (rs), mas é um desperdício de elenco, se considerarmos que até a Lana Lang de Smallville está lá...
Dragonball ainda estou juntando coragem para assistir e falar mal com conhecimento de causa! ;-)
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