
Panini Comics/DC Comics
R$ 7,50 - Mensal
Formato Americano - 100 páginas
Novembro de 2009
Superman & Batman: Superman/Batman #51 - Nota: 7,0
Argumento: Michael Green & Mike Johnson
Arte: Rafael Albuquerque
Cores: Cris Peter
Superman salva um avião em queda. Batman impede um assalto num beco. Nada de extraorinário não fosse pelo fato desses heróis terem menos de um metro de altura.
Uma versão mirim da Liga da Justiça, trazida de outra dimensão por Mxyzptlk causa muita confusão e dores de cabeça para “os Melhores do Mundo”. Com uma história simples e divertida, a DC nos apresenta a sua versão de “Marvel Super Hero Squad”, popular linha da Marvel inspirada numa série de bonecos que traz versões mirins dos personagens da editora.
Como já era de se esperar nada é levado muito a sério e as confusões advindas das diferenças entre Superman e Batman e suas contrapartes infantis ditam o ritmo da trama. Para justificar a vinda desses seres para a Terra, os autores usaram a saída mais fácil: tudo não passa de uma peça pregada por Mxyzptlk, um duende mágico da quinta dimensão, com o intuito de “divertir” o Superman. E é nesse clima de brincadeira que a história rende seus melhores momentos, tais como a visita dos mini-heróis à BatCaverna e as versões mirins para as origens de Superman e Batman.
Os personagens da Liga Mirim são bem divertidos e agem como versões exageradas (e mimadas) dos membros da LJA tradicional. O destaque, com certeza, vai para o mini Batman, ainda mais autoritário e arrogante do que sua versão original.
A arte do brasileiro Rafael Albuquerque é bonita e ágil, e combina perfeitamente com a proposta da história: ser uma aventura leve e despretensiosa que irá agradar em cheio àqueles que apreciam algo mais descontraído.
O Bravo e o Audaz: The Brave and the Bold #17 - Nota: 0,0
Argumento: Marv Wolfman
Arte: Phil Winslade
Cores: Chris Chuckrv
Determinada a curar a sua já lendária confusão mental, Supergirl busca o auxílio de Ravena. Acostumada a lidar com questões místicas, a titã leva a garota de aço para um lugar sagrado aonde ela possa meditar. Enquanto isso, um garoto problemático com super-poderes espalha terror e morte por onde passa.
Marv Wolfman foi co-autor, ao lado de George Pérez, da fase mais elogiada dos Novos Titãs e de Crise Nas Infinitas Terras, um verdadeiro marco das histórias em quadrinhos em todos os tempos. Dito isso, só consigo imaginar que, no mínimo, o velho Wolfman não estava num momento muito criativo quando escreveu esta história. Claro que a tarefa não era das mais gratas: elaborar uma trama que justificasse uma parceria entre Supergirl e Ravena, duas das mais problemáticas heroínas da DC, mas, ainda assim, o resultado final ficou muito abaixo do esperado.
A trama, um dramalhão da pior qualidade, peca pela falta de originalidade e de elementos que despertem o interesse do leitor. Nem mesmo a arte se salva. Os desenhos de Phil Winslade parecem antiquados, sem vida, contribuindo para tornar a leitura ainda menos atraente.
Enfim, trata-se da pior aventura do atual título O Bravo e o Audaz, algo indigno de figurar entre os trabalhos de Marv Wolfman. E o pior: ainda continua na próxima edição...
Batgirl & Robin: Solo #03 - Nota: 5,5
Argumento: Paul Pope
Arte: Paul Pope
Cores: James Jean
Robin é capturado por dois capangas do Coringa e levado ao esconderijo do “Palhaço do Crime” para ser eliminado. Felizmente, Batman chega a tempo de impedir os planos do vilão e salvar a vida de seu parceiro.
Paul Pope é um artista diferenciado: seja nos roteiros ou na arte, seu trabalho apresenta um estilo realista e contestador, bastante comum nos quadrinhos europeus, mas não muito popular nas histórias de super-heróis. Em Parceiro Juvenil o autor concentra-se em criar uma trama simples, que ocupe poucas páginas, mas que seja completa e divertida. E dá pra dizer que, neste sentido, o resultado é satisfatório.
A narrativa é interessante e a ação é bem desenvolvida, distribuída com eficiência pelos painéis criados pelo próprio autor. Mas, o trabalho de colorização de James Jean, desfavorecido pelo tipo de papel da revista, e o uso excessivo de onomatopéias em alguns trechos, deixaram a arte um pouco carregada e suja, o que prejudicou o resultado final.
Enfim, o que temos aqui é outra daquelas histórias do título Solo, que proporciona um divertimento mediano, mas, completamente descartável.
Crise Final - A Legião dos 3 Mundos: Fical Crisis - Legion of Three Worlds #02 - Nota: 10,0
Argumento: Geoff Johns
Arte: George Pérez
Arte-final: Scott Koblish
Cores: Hi-Fi
Um grupo de Legionários é enviado para libertar a Feiticeira Branca das mãos do mago Mordru. Porém, ao chegar ao planeta dos feiticeiros, os heróis são surpreendidos com a presença do Superboy Primordial e sua Legião de Super-Vilões, que se aliam ao tradicional inimigo da Legião. Uma desesperadora batalha acontece e os heróis, em grande desvantagem, são obrigados a fugir. O resgate da Feiticeira Branca é bem sucedido, mas, ao custo da vida de Rond Vidar, o último dos Lanternas Verdes, que padece nas mãos do Superboy.
Após eliminar o Lanterna, Superboy e seus poderosos aliados rumam para Metrópolis para confrontar a Legião, que agora conta com o apoio de Superman. Porém, apenas o Homem de Aço não será suficiente para deter essa nova ameaça. A esperança do Universo reside agora em duas frentes: nos esforços de Brainiac V em reunir as Legiões dos 3 Mundos e uni-las num objetivo em comum; e na árdua tarefa de Mon-El e Penumbra em convencer o arrogante Sodam Yat, o Íon, a ajudá-los.
Com a publicação deste segundo episódio de A Legião dos Três Mundos dá pra afirmar algo com absoluta certeza: os fãs da Legião têm todos os motivos para comemorar, pois seu grupo de heróis favorito está de volta, exatamente como sempre foi e deveria ter sido: com discussões acaloradas entre seus carismáticos membros, romances complicados e, claro, o egocentrismo ilimitado de Brainiac V. E, de quebra, ainda temos a presença sempre inspiradora do Superman, que tenta trazer um pouco de esperança para os legionários. Por outro lado, o Superboy Primordial, mais cruel e perigoso do que nunca, continua se destacando com seu humor sádico, que diverte e assusta ao mesmo tempo.
Mas, esta saga não sobrevive apenas da riqueza presente no desenvolvimento dos seus personagens, mas também do seu roteiro, meticulosamente articulado. E que roteiro! Ação, drama, terror, suspense, romance, comédia, aventura... Não falta nada para que a trama deste segundo capítulo, escrito por Geoff Johns, seja considerado excepcional, e ainda melhor do que o capítulo anterior.
Isto, aliado ao traço incomparável de George Pérez que faz de cada quadro seu uma obra detalhada e digna de ser apreciada com atenção, eleva, desde já, esta minissérie ao status de grande clássico e, portanto, merecedora de uma nota 10, com louvor!
Marcelo Delmanto, autor deste review, escreve também em seu blog pessoal, confira!