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Wolverine #60
© David Dornelles
Wolverine: Origins #30 Panini Comics/Marvel Comics
R$ 7,50 ? Mensal
Formato Americano - 100 páginas
Novembro de 2009

Wolverine - Origens: Wolverine - Origins #30 ? Nota: 8,0
Argumento: Daniel Way
Arte: Mike Deodato
Cores: Rain Beredo

Pecado Original (Parte 05) – Logan e Daken frente a frente para o acerto de contas definitivo.

Talvez eu levante falso testemunho, mas eu tenho sérias dúvidas de que o texto deste capítulo final seja integral de Daniel Way. Há muito requinte na condução do texto quando seu usual é algo mais bruto e crú. Acho que Carey tenha discutido algumas coisas durante o cross e o ajudou em algumas conduções, mas é só palpite.

A conclusão foi esperada, mas isto não tira o mérito dela, já que Logan e Daken não poderiam permanecer nessa relação de amor e ódio ad eternum. O que mais valeu a pena e ficou de positivo neste crossover foi a profundidade emocional de seus personagens, principalmente Daken, que agora tem uma personalidade mais humana.

Pratos limpos, roupas sujas lavadas, novo direcionamento à frente e boa sorte a Logan e Daken em sua trilha de vingança. Vamos ver como Way se sai com estes novos horizontes.

Deodato brilha e narra um conto visceral cheio de expressividade, seja física ou emocional. Não deixem de acompanhar seu trabalho no novo título Vingadores Sombrios que a Panini poublicará em breve.

Wolverine (v.3) #69

Wolverine: Wolverine #69 ? Nota: 7,0
Argumento: Mark Millar
Arte: Steven McNiven
Arte-final: Dexter Vines
Cores: Morry Hollowell, Justin Ponsor & Jason Kieth

O Velho Logan (Parte 04) – Logan resgata Clint da morte certa nas mãos de Ashley, sua própria filha, e seguem viagem enfrentando novos desafios e obstáculos.

Pouca coisa de importante acontece na trama, apenas Millar pirando e escrevendo situações com o único objetivo de exercer seu tesão por cenas de ação grandiosas e absurdas. Não teve peso algum a participação da filha de Clint, mas serviu para montar a cena de fuga com o Aranha-Móvel, assim como não teve peso o ataque dos toupeiróides (que no meu tempo se chamavam molóides), mas permitiu realizar a cena da carnificina canibal subterrânea.

Tudo muito alegórico para encobrir um capítulo de enrolação e garantir mais uma edição em bancas, mas ao menos parece que na próxima edição veremos o que de fato aconteceu na noite que traumatizou Wolverine.

Sobre a interligação sobre os três projetos de Millar (Quarteto, Wolverine e 1985), aqui temos uma pista muito importante, quando Clint diz que Sue e Reed foram jogados no fluxo cronológico após serem derrotados por Kang. A Sue citada aqui pode muito bem ser a versão mais velha que aparece no arco A Morte da Mulher-Invisível, no Quarteto Fantástico, o que explicaria sua idade pouco avançada mesmo tendo passado cerca de 500 anos. O que leva a crer, também, que o Wolverine de lá é o Wolverine de cá.

Acho a iniciativa de Millar muito criativa, mas tenho problemas quando isso não é colocado de forma totalmente clara ou como projetos independentes. Poderia ser uma trilogia em minissérie ou algo do tipo, mas dispersar um conceito dessa forma só prejudica os leitores, além de diluir o entendimento das tramas quando acompanhadas em separado.

McNiven, dispensando maiores, melhores e inabaláveis elogios, segue com sua arte impecável.

Wolverine: Chop Shop One-Shot

Wolverine: Wolverine ? Chop Shop One-Shot - Nota: 7,0
Argumento: Mike Benson
Arte: Roland Boschi
Cores: Dan Brown

Logan se envolve numa rede de tráfico de órgãos e faz com que os responsáveis se arrependam de todo o mal que fizeram.

Meu resumo não foi muito criativo e pode dar a falsa impressão de que a história é ruim, mas desconsiderando a parte em que os orgãos de Logan são retirados e ressurgem (regenerar, pra mim, é outra coisa), a história é muito boa.

Mike Benson constrói diálogos maduros e naturais, dando muito realidade à sua trama, algo necessário para tratar do assunto que escolheu e, principalmente, como escolheu. Uma história sombria, sangrenta e adulta, cujo único pecado é o exagero sempre condenável do fator de cura de Wolverine.

Roland Boschi dá o clima perfeito para a história, sem medo de mostrar tudo explícito. Excelente domínio anatômico e enquadramentos. Sua arte aqui foi até melhor da que apresentou no Motoqueiro Fantasma.

X-Factor (v.3) #37

X-Factor: X-Factor #37 - Nota: 7,0
Argumento: Peter David
Arte: Valentine De Landro
Arte-final: Craig Yeung
Cores: Jeromy Cox

O X-Factor chega no galpão onde Darwin está preso, mas o local explode. Eles escapam mas precisam agora enfrentar um exército criado pelo Sr. Maru. No QG da equipe, Theresa e Rictor têm que lidar com a presença de Valerie Cooper e suas considerações sobre a questão mutante.

Aparentemente, a saída de Larry Stroman deu uma guinada na qualidade da história. Resta saber se o desenhista anterior não estava se entendendo com o texto de Peter David ou se Peter David estava mesmo um pouco perdido.

Comecei a achar que essa trama toda do sequestro de Darwin foi feita apenas para distrair o leitor do que o auto realmente queria mostrar, no caso, os rumos em relação à gravidez de Terry. Não há como negar que é um momento importante, ainda mais depois do nascimento da bebê messias que mudou drasticamente os rumos de todos os títulos mutantes. Logo, ou o nascimento de outro bebê mutante reduziria a importância do evento Complexo de Messias ou o nascimento não teria impacto algum sobre a espécie mutante. E levando-se em conta que Peter David já afirmou algumas vezes que Jamie não é mutante, mas algo completamente diferente, eu aposto na segunda hipótese.

Na trama principal acompanhamos as ótimas interações entre seus personagens, com Longshot, a nova adição, ganhando cada vez mais espaço e promovendo reações entre seus companheiros, masculinos e femininos. E PAD continua a mexer com as mil facetas de Madrox, desta vez com resultados trágicos e mortais.

Valentine De Landro, que já tinha intimidade com este universo quando alternou com Pablo Raimondi retorna e devolve ao título e a seus integrantes suas personalidades. Foi um alívio poder reconhecer personagens sem muito esforço e ser conduzido através da trama com leveza pelo artista. Larry Stroman, tente ficar apenas em títulos mais experimentais da próxima vez, ok? Digo isso como simpatizante do seu trabalho.


por Thales em 18/01/2010
Finalmente um desenheista decente volta para X-Factor.
por Emissario em 19/01/2010
Tõ simplesmente pirando nas historia do velho logan, millar tá mandando muito bem.
Quanto a "Wolverine - Chop Shop One-Shot", acho que o roterista se esqueceu de mencionar que essa historia se passa antes do Wolvie ganhar os ossos de Adamantium, pois é dificil crer que dois caras carregariam, e outro abriria logan no estomago, sem repararem no peso e nos ossos do mesmo.
por Cajun em 19/01/2010
Na verdade o Logan comenta com a mulher q ele é/está "duro" por causa do adamantium. hehehehehe
por Emissario em 19/01/2010
xii, pensei que fosse duro por causa de outra coisa. guhuahuahuahua
Então foi brecha das grandes do roterista.
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