
Panini Comics/Marvel Comics
R$ 7,50 - Mensal
Formato Americano - 100 páginas
Novembro de 2009
Cable: Cable #07 - Nota: 7,0
Argumento: Duane Swierczynski
Arte: Ariel Olivetti
Bishop retorna ao presente e é emboscado pela X-Force. No futuro, Cable acreditava ter encontrado um local seguro para ele e a bebê, mas enganou-se.
Um novo arco, uma nova oportunidade de contextualizar o leitor sobre o cenário geral em que a história se passa. O autor faz isto com muita habilidade, regurgitando informações dentro de diálogos coerentes em seus personagens.
Narrado em duas frentes, no presente acompanhamos Bishop sendo capturado pela X-Force e levado à interrogatório, onde tomamos ciência da gravidade do plano que o, agora, antagonista, planeja colocar em execução para deter e matar Cable e sua protegida. É uma linha de raciocínio muito criativa e ousada, mas novamente me incomodam as implicações disso para a linha temporal (ou linhas temporais) dos dois personagens viajantes.
Já no futuro tomamos ciência de um salto temporal, algo que coloca Nathan e a bebê em novos cenários e situações, renovando as possibilidades de um título, aparentemente, tão limitado. A narração em primeira pessoa, mais uma vez, insere o leitor na cabeça e alma de Cable e humaniza todos os acontecimentos, principalmente com a relação mais próxima entre os três, agora, familiares.
Duane se sai bem, com soluções criativas e um desenvolvimento correto, neste novo arco, levando o título para rumos inesperados e misteriosos. No mínimo desperta a curiosidade sobre o que vem a seguir.
Sem muito o que dizer em relação à arte de Ariel uma vez que ele apresenta sempre estabilidade em seu traço, contudo, a saída da trama de cenários desolados e apocalípticos deu maior integração entre personagens e fundo. Um bom ganho.
Novos Exilados: New Exiles #08 & #09 - Nota: 0,0
Argumento: Chris Claremont
Arte: Tom Grummett
Cores: Wilfredo Quintana
Dia de Guerra (Partes 02 e 03) – Os Novos Exilados continuam sua missão de tentar impedir uma guerra, onde a França se rebela contra o controle atlante.
Contrariando todas as expectativas, eu li as duas histórias deste título. Não que eu ainda lembre enquanto escrevo a revisão, mesmo passados poucos segundos, mas o que eu tenho a comentar é como deve ser ingrato o trabalho do desenhista Tom Grummett quando recebe o roteiro para ilustrar.
Percebi que se começasse a ignorar os desenhos, apenas lendo o que estava descrito nas falas, nos pensamentos, nos recordatários e quadros narrativos, seria possível passar toda a trama sem nenhum desenho, tamanho o excesso de detalhes contidos em palavras.
Se uma personagem se vira, ela diz algo do tipo “estou me virando para descobrir quem está atrás de mim!”, se um personagem manifesta um poder um texto diz que tal personagem está usando seus poderes com toda a graciosidade, se alguém espirra o texto não só ressalta isso como também deseja saúde. Tá, essa última foi mentira, mas não me espantaria se acontecesse.
Enfim, seremos... eu sei que serei... atormentados por esse título até que algum louco envie uma carta com anthrax para a Panini Itália exigindo a retirada do material e a demissão dos imbecis que tomam conta da linha editorial mutante aqui no Brasil.
X-Force: X-Force #08 - Nota: 8,5
Argumento: Craig Kyle & Christopher Yost
Arte: Mike Choi
Cores: Sonia Oback
Fantasmas do Passado (Parte 02) – Após descobrirem que Vanisher roubou uma amostra do vírus legado, a X-Force tenta capturá-lo, mas cruza o caminho de Dominó. Em paralelo, Rahne ainda se recupera do trauma sofrido nas mãos dos Purificadores e de Bastion, e Apache se depara com um antigo adversário ao visitar o túmulo de seu irmão.
Já temos personagens definidos, ameaças estabelecidas e um leque de tramas a serem desenvolvidas, então só resta a Craig e Chris brincarem com essa mistura mutante que conduzem. E ninguém melhor do que a mutante mercenária capaz de alterar probabilidades a seu favor para criar situações críticas para a equipe. Ok! Eu concordo com quem torce o nariz para a Dominó, afinal, ela nada mais é do que uma cópia preto e branco de Longshot, com um nome mais pomposo para o funcionamento de seus poderes. Mas ela está aí há um bom tempo, já tem laços enraizados com inúmeros personagens e com o próprio universo, e, principalmente, ela é uma excelente adição ao grupo, assim como Vanisher, mesmo por obrigação.
E por falar em Vanisher, o plano usado para forçar sua colaborção foi impagável, mesmo precisando de um pouco de boa vontade do leitor em relação ao passo-a-passo de sua mutilação. Não obstante (sempre quis falar isso) à trama principal, ainda vemos nascer uma subtrama com o Apache que – vou sempre reforçar isso para aqueles que pensam ser uma decisão apenas mercadológica - é mais uma semente que germinará e culminará em Necrosha, assim como o surgimento de Eli Bard.
O ritmo continua frenético, as interações explosivas, a ação grandiosa e a expectativa sempre crescendo. Sem dúvida os autores têm completo domínio sobre os caminhos deste título.
Mike Choi, na arte, mantém o mesmo ritmo e qualidade, da mesma forma que defeitos. Acho que falta um pouco de aspereza em seu traço, pois tudo parece muito liso, muito plástico, até mesmo o chão de terra do terreno indígena.
Surpreendentes X-Men: Astonishing X-Men ? Ghost Boxes #02 - Nota: 4,0
Argumento: Warren Ellis
Arte: Kaare Andrews
Após cinco anos desde a invasão dimensional ocorrida com a Caixa Fantasmas, Hisako, Logan e Hank tentam chegar ao local de resistência, mas um destino trágico aguarda estes personagens.
Não tenho muito mais o que falar em relação à minissérie Caixa Fantasma lançada por Ellis e diferentes artista, publicada aos poucos em X-Men Extra. Um desperdício de tempo e dinheiro dos envolvidos e dos que acompanharam este material, apesar do bom texto.
Ao menos esta empreitada contou com excelentes artistas para aliviar o qualquer problema maior e é o caso de Kaare Andrews.