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Dimensão DC #15
© Emanuel Cantanhêde
Green Lantern (v.4) #35 Panini Comics/DC Comics
R$ 7,50 - Mensal
Formato Americano - 100 Páginas
Novembro de 2009

Lanterna Verde: Green Lantern #35 - Nota: 10,0
Argumento: Geoff Johns
Arte: Ivan Reis
Arte-final: Oclair Albert
Cores: Randy Mayor

Origem Secreta (Parte 07) - É proibido aos Lanternas Verdes manter contato ou interagir com outros membros da tropa, de acordo com as antigas leis de Oa. Considerando isso, Sinestro e Hal Jordan, ao unirem-se contra a ameaça de Atrocitus na Terra, quebraram uma das regras dos Guardiões do Universo. Mas seriam essas regras erigidas sobre o medo como terreno? Eis a dúvida que Jordan levanta sobre as verdadeiras intenções e concepções dos Guardiões, apresentando um dos grandes momentos dos quadrinhos, este ano!

Essa edição ficou, realmente, extremamente excelente! Sem palavras, ó! Desde o momento que os dois Lanternas confrontaram os seus ?superiores?, questionando até mesmo a arquitetura de Oa, e sua ligação com o incidente do setor 666 ? o primeiro quadro da página 9 me intimidou pacas... ?, passando por personagens e momentos que explicam situações do passado, do presente e do futuro da mitologia dos Lanternas Verdes e, por fim, a inclusão da rixa entre Sinestro e Atrocitus, abrindo espaço para a próxima saga do título.

Como encerramento de um arco, portanto, não poderia ser melhor. Sou leitor de quadrinhos há, pelo menos, 15 anos e, assim, posso dizer que Geoff Johns e Ivan Reis serão lembrados por muito, muito tempo por essa obra. Claro, provavelmente, direi isso novamente, em alguns meses, com outras sagas e momentos, mas a Origem Secreta é o tipo de coisa que marca muito um fã e um leitor, por mexer com tantos aspectos que afetam e definem uma narrativa, uma literatura épica, como temos aqui.

Espero que, como mostras as notícias lá fora, Johns e Reis, como equipe ou separados, continuem colaborando para o desenvolvimento positivo da indústria.

Green Lantern Corps (v.2) #29

A Tropa dos Lanternas Verdes: Green Lantern Corps #29 - Nota: 7,0
Argumento: Peter J. Tomasi
Arte: Luke Ross
Arte-final: Fabio Laguna
Cores: Nei Ruffino

Os Pecados da Safira Estrela (Parte 01) ? Como sabemos, dentro do espectro luminoso, o vermelho e o violeta estão, cada um, nas extremidades do conjunto. É fácil de perceber, por exemplo, no arco-íris. E o próprio universo, segundo a Física e a Astronomia, expande-se do vermelho em direção ao violeta ? onde seria o fim, e extinção, do mesmo. E, da mesma forma, isso preocupa os Guardiões do Universo: assim como Ódio desmedido e incontrolável é uma ameaça, o Amor pode ser, segundo eles, nocivo: afinal, ambos, por suas localizações no espectro, afetam seus usuários de forma prejudicial. Eis, por fim, a premissa da nova saga da Tropa dos Lanternas Verdes.

Então, como é comum nos ?contos introdutórios? do Peter J. Tomasi, que só vem desenvolvendo positivamente sua maestria como escritor, rola mais uma apresentação do que acontecimentos relevantes de fato. Mas elementos cruciais são descritos: Mongul está vivo e furioso, o relaciomento de Guy Gardner e Gelo, a caçada à Berzzo e como alguém se torna uma Safira Estrela. Tudo muito importante para acontecimentos futuros, com certeza, assim como intimamente ligados ao propósito desse arco. Fora isso, é esperar pelas próximas edições.

Como já afirmei, Tomasi só tem melhorado sua narrativa. Entretanto, ainda acho que sua construção literária poderia ser mais rica e impactante, mas entendo que cada autor possui seu estilo... O problema nisso, é que, por ora, nesse hábito de ?introduzir os temas? de cada arco no primeiro capítulo do mesmo, as coisas ficam meio previsíveis...

Por outro lado, no quesito artístico, o trabalho de Gleason só tem melhorado, mesmo! Pelo jeito, o desenhista se acertou com o arte-finalista atual, embora alguns exageros nas feições e nas musculaturas dos personagens ainda apareçam, nada que comprometa.

The Brave and the Bold (v.2) #22

O Bravo e o Audaz: The Brave and the Bold #22 - Nota: 7,5
Argumento: David Hine
Arte: Doug Braithwaite
Arte-final: Bill Reinhold
Cores: Art Lyon

Sem Pecado (Parte 04) ? Com muito esforço, Hal Jordan, o Vingador Fantasma e o Arqueiro Verde conseguem derrotar todas as batalhas que lhes foram impostas. E, principalmente, impedem as intenções de Expurgo.

Enfim, eis uma trama bem contada. O final, admito, ficou meio que óbvio e previsível, mas valeu acompanhar os acontecimentos, ainda mais se tratando da união de personagens e conceitos tão diferenciados. Esta última edição, inclusive, tomou uma dimensão mais cósmica, com o embate dentro da pequena e fragilizada Cora, a criança em um estado mental semi-catatônico do Hospital Psiquiátrico Infantil Arcádia. Ocorreu, até, aquela coisa de ambivalência moral típica nessas tramas: estará o ?vilão? errado? A despeito disso, ficou bem evidente que a intenção de David Hine, roteirista competente, foi de escrever sobre julgamento, punição ? para deixar claro, nenhum dos dois no sentido ?jurídico? ? e redenção, como o Vingador Fantasma evidenciou. Hine, ao que tudo indica, é daqueles autores que busca, ora sutil, ora abertamente, apresentar e discutir temas polêmicos, mesmo que apelando para civilizações alienígenas e crianças com poderes sobrehumanos.

Artisticamente, esta edição me surpreendeu mais ainda! Como já elogiei muito o traço de Braithwaite, muito bem cuidado e preciso, nesse título, e com um arte-finalista visivelmente dedicado e esmerado, como Bill Reinhold, só faltou dar as congratulações ao colorista Art Lyon, que conseguiu mesclar todas as características dos personagens, da trama e dos conceitos elaborados em sua ?paleta de cores?, sendo extremamente sensível.

Booster Gold (v.2) #12

Gladiador Dourado: Booster Gold #12 - Nota: 4,5
Argumento: Chuck Dixon
Arte: Dan Jurgens
Arte-final: Norman Rapmund
Cores: Hi-Fi

Círculo Vicioso (Parte 02) ? É, o Alfred salvou a coisa! Pelo menos, isso o Chuck Dixon sabe escrever...  Mas, apesar disso, não mudou muita coisa, não houve novidade alguma, nesta trama. No mais, o passado foi corrigido, consecutivamente, para que, enfim, existisse um Batman na Gotham que conhecemos. A diferença, aparentemente, residiu no fato que, desta vez, o problema era o próprio Gladiador, não as ?incongruências históricas? que vimos até o momento.

Sim, Chuck Dixon conseguiu escrever um tapa-buraco muito do desnecessário e pueril que, se tanto, serviu para incluir um conhecido personagem ? ou nem tanto... ?  em sua página final. Não sou o maior fã de Dixon, no mundo, mas sei que ele é capaz de escrever história de boas para muito boas. Será que impuseram o Gladiador a ele, e deu nisso?

Dan Jurgens, desenhista e, notoriamente, criador do personagem, permanece com sua arte simples, caricata e um tanto que rocambolesca... Nada ser ressaltado, portanto.

Melhor Frase (de autocomiseração): ?Eu sou tão burro assim??
Gladiador Dourado para si mesmo, em uma reflexão que deve, também, passar por autores de histórias como essa...


por monitor em 04/01/2010
Eu acho que este tapa-buraco do Gladiador Dourado seguiria mais um pouco com Dixon, mas haja visto suas discussões com a DC e as críticas públicas que ele fez...byebye. Até de Batman e os Renegados ele saiu.
por blackisamu em 05/01/2010
Ainda bem que saiu! Já pensou se tivessemos que ler mais histórias do Gladiador com ele nesse mesmo nível?
por Orpheu em 05/01/2010
Cara, o Jordan peitando os Guardiões do Universo foi do baralho!! Esse é o tipo de cena que fica gravada muito tempo na memória de um fã.
por Kyle em 05/01/2010
Muito show Lanterna Verde. Dá-lhe Sinestro. hahaha...
por EvandroL2Badini em 05/01/2010
Uma das melhores revistas mensais atualmente.
por Jackson em 05/01/2010
A melhor da DC, disparado. Origem Secreta foi tão bom, tão bem feito, que dá vontade do Johns continuar contando a história do Hal desde os primórdios, revisitando as sagas mais importantes... Green Lantern Ultimate mesmo, não seria foda? Tropa sempre é interessante, personagens legais e cenário da Noite Mais Densa sendo preparado. Brave And Bold ficou devendo um pouco no final (o começo foi ótimo), mas tá valendo. E Gladiador está se afastando do divertido, e se aproximando cada vez mais do whatever...

E a edição seguinte, já leram? Foda até não poder mais!
por EvandroL2Badini em 07/01/2010
E esse ano o lanterna deve bombar devido a noite mais densa. Origem secreta daria um bom ecadernado.
por Orpheu em 07/01/2010
E também tem filme do Lanterna Verde vindo aí, o que sempre estimula o lançamento de algum encadernado. Aliás, Origem Secreta já é um "filme pronto" do Lanterna. É só adaptar.
por Jackson em 07/01/2010
Concordo, Origem Secreta seria uma boa base pro roteiro do filme, mas acho que os caras devem seguir outro caminho. Falta uma grande batalha final em OS, uma porradaria épica que defina o heroísmo do Hal. E outra, devem colocar o Sinestro se tornando vilão já nesse primeiro filme, então sem chance de encaixarem o Atrócitus de forma que faça sentido. Mas seria muito foda se planejassem uma trilogia, tipo Sinestro é derrotado no final do 1o filme, volta no 2o com a Tropa dele, e no 3o A Noite Mais Densa pra foder com tudo de vez. Que tal? Ou então usam Crepúsculo Esmeralda e Renascimento pros filmes 2 e 3, e guardam Sinestro Corps e Blackest Night pra depois... na minha cabeça de fã, tudo é possível, hahhaha
por Orpheu em 08/01/2010
Isso é sonho de fanboy, eu sei, mas enfim...

Fico imaginando uma trilogia do Lanterna assim. Primeiro filme: Hal e Sinestro são amigosusando como base Origem Secreta. Claro, precisaria de um inimigo pra render um quebra-pau fodão no final. Poderia, também, já plantar as sementes da queda de Sinestro. Segundo filme: Sinestro se rende ao mal (ou apenas muda sua visão de certo e errado, o que seria até mais interessante), e se volta contra a Tropa, sendo derrotado, claro. Terceiro filme: Sinestro percebe a inutilidade de desafiar a Tropa inteira, e monta sua Tropa sinestro, e aí bota pra f#d&er geral.
por Emissario em 14/01/2010
"É proibido aos Lanternas Verdes manter contato ou interagir com outros membros da tropa, de acordo com as antigas leis de Oa."

Não entendi esse lance, alguém poderia me explicar?
por Sammael em 15/01/2010
Emissario, os Guardiões, até os eventos da Origem Secreta, proibiam - e temiam - o "conluio" entre Lanternas, restringindo interação intersetorial e interpessoal. O temor deles era que, de repente, os Lanternas chegassem ao tipo de conclusão que Hal chegou e, ainda, se rebelassem. Como os Caçadores, como em Ysmault. Entretanto, folgo em dizer que mais sobre isso será mostrado em "A Ira dos Lanternas Vermelhos" e "Os Pecados da Safira Estrela".
por Emissario em 15/01/2010
Mas tipo assim, nenhum lanterna pode ver e falar com outro lanterna?
Pois como seria possivel uma tropa, se um lanterna tivesse de agir sempre sozinho?
E vira e mexe os lanternas são mostrados sempre juntos, atuando quase como um exercito.
por Sammael em 16/01/2010
Sim, claro, HOJE, eles são uma Tropa! Antes dos eventos apresentados em "Origem Secreta", os Lanternas eram, praticamente, confinados aos seus setores, só interagindo, um pouco, quando se encontravam em Oa!
por Emissario em 16/01/2010
Captei a Mensagem, sabio Sammuel.
Então pelas leis de Oa, não pode existir uma tropa de lanternas verdes. é isso né?
por Jackson em 16/01/2010
"Tropa" cujos membros só agem sozinhos? Estranho mesmo... aliás, todo o lance de um por setor era foda, se o tal setor tivesse muitos planestas habitados, o coitado tava lascado. E outra, anquando o cara ia pra Oa, a bandidagem do setor fazia a festa?
por Sammael em 17/01/2010
A Tropa existia, sim. Mas é que o conceito é meio dúbio, em português - não é a tradução mais acertada para corps, do inglês, mas a mais próxima. O que tento dizer, na real, é que Lanternas Verdes não podiam manter relações afetivas ou sociais; serem amigos, colegas, amantes, casal etc... Similar à terceira nova Lei de Oa. Mas essa coisa de "o que acontece se o cara se ausentava do setor" é, realmente, bem complicada... Os anõezinhos azuis num são muitos do espertos, não...
por Emissario em 17/01/2010
Esse lance de um lanterna cuidar de um setor do universo é bem embaçado mesmo. Os roteristas as vezes perdem noção do tamanho e da distancia dos planetas. Se cuidar de uma cidade já é dificil, imagine o cara sozinho cuidando de VARIOS planetas? Haja Bateria no Anel.rsrs
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