
Panini Comics/DC Comics
R$ 7,50 - Mensal
Formato Americano - 100 Páginas
Novembro de 2009
Lanterna Verde: Green Lantern #35 - Nota: 10,0
Argumento: Geoff Johns
Arte: Ivan Reis
Arte-final: Oclair Albert
Cores: Randy Mayor
Origem Secreta (Parte 07) - É proibido aos Lanternas Verdes manter contato ou interagir com outros membros da tropa, de acordo com as antigas leis de Oa. Considerando isso, Sinestro e Hal Jordan, ao unirem-se contra a ameaça de Atrocitus na Terra, quebraram uma das regras dos Guardiões do Universo. Mas seriam essas regras erigidas sobre o medo como terreno? Eis a dúvida que Jordan levanta sobre as verdadeiras intenções e concepções dos Guardiões, apresentando um dos grandes momentos dos quadrinhos, este ano!
Essa edição ficou, realmente, extremamente excelente! Sem palavras, ó! Desde o momento que os dois Lanternas confrontaram os seus ?superiores?, questionando até mesmo a arquitetura de Oa, e sua ligação com o incidente do setor 666 ? o primeiro quadro da página 9 me intimidou pacas... ?, passando por personagens e momentos que explicam situações do passado, do presente e do futuro da mitologia dos Lanternas Verdes e, por fim, a inclusão da rixa entre Sinestro e Atrocitus, abrindo espaço para a próxima saga do título.
Como encerramento de um arco, portanto, não poderia ser melhor. Sou leitor de quadrinhos há, pelo menos, 15 anos e, assim, posso dizer que Geoff Johns e Ivan Reis serão lembrados por muito, muito tempo por essa obra. Claro, provavelmente, direi isso novamente, em alguns meses, com outras sagas e momentos, mas a Origem Secreta é o tipo de coisa que marca muito um fã e um leitor, por mexer com tantos aspectos que afetam e definem uma narrativa, uma literatura épica, como temos aqui.
Espero que, como mostras as notícias lá fora, Johns e Reis, como equipe ou separados, continuem colaborando para o desenvolvimento positivo da indústria.
A Tropa dos Lanternas Verdes: Green Lantern Corps #29 - Nota: 7,0
Argumento: Peter J. Tomasi
Arte: Luke Ross
Arte-final: Fabio Laguna
Cores: Nei Ruffino
Os Pecados da Safira Estrela (Parte 01) ? Como sabemos, dentro do espectro luminoso, o vermelho e o violeta estão, cada um, nas extremidades do conjunto. É fácil de perceber, por exemplo, no arco-íris. E o próprio universo, segundo a Física e a Astronomia, expande-se do vermelho em direção ao violeta ? onde seria o fim, e extinção, do mesmo. E, da mesma forma, isso preocupa os Guardiões do Universo: assim como Ódio desmedido e incontrolável é uma ameaça, o Amor pode ser, segundo eles, nocivo: afinal, ambos, por suas localizações no espectro, afetam seus usuários de forma prejudicial. Eis, por fim, a premissa da nova saga da Tropa dos Lanternas Verdes.
Então, como é comum nos ?contos introdutórios? do Peter J. Tomasi, que só vem desenvolvendo positivamente sua maestria como escritor, rola mais uma apresentação do que acontecimentos relevantes de fato. Mas elementos cruciais são descritos: Mongul está vivo e furioso, o relaciomento de Guy Gardner e Gelo, a caçada à Berzzo e como alguém se torna uma Safira Estrela. Tudo muito importante para acontecimentos futuros, com certeza, assim como intimamente ligados ao propósito desse arco. Fora isso, é esperar pelas próximas edições.
Como já afirmei, Tomasi só tem melhorado sua narrativa. Entretanto, ainda acho que sua construção literária poderia ser mais rica e impactante, mas entendo que cada autor possui seu estilo... O problema nisso, é que, por ora, nesse hábito de ?introduzir os temas? de cada arco no primeiro capítulo do mesmo, as coisas ficam meio previsíveis...
Por outro lado, no quesito artístico, o trabalho de Gleason só tem melhorado, mesmo! Pelo jeito, o desenhista se acertou com o arte-finalista atual, embora alguns exageros nas feições e nas musculaturas dos personagens ainda apareçam, nada que comprometa.
O Bravo e o Audaz: The Brave and the Bold #22 - Nota: 7,5
Argumento: David Hine
Arte: Doug Braithwaite
Arte-final: Bill Reinhold
Cores: Art Lyon
Sem Pecado (Parte 04) ? Com muito esforço, Hal Jordan, o Vingador Fantasma e o Arqueiro Verde conseguem derrotar todas as batalhas que lhes foram impostas. E, principalmente, impedem as intenções de Expurgo.
Enfim, eis uma trama bem contada. O final, admito, ficou meio que óbvio e previsível, mas valeu acompanhar os acontecimentos, ainda mais se tratando da união de personagens e conceitos tão diferenciados. Esta última edição, inclusive, tomou uma dimensão mais cósmica, com o embate dentro da pequena e fragilizada Cora, a criança em um estado mental semi-catatônico do Hospital Psiquiátrico Infantil Arcádia. Ocorreu, até, aquela coisa de ambivalência moral típica nessas tramas: estará o ?vilão? errado? A despeito disso, ficou bem evidente que a intenção de David Hine, roteirista competente, foi de escrever sobre julgamento, punição ? para deixar claro, nenhum dos dois no sentido ?jurídico? ? e redenção, como o Vingador Fantasma evidenciou. Hine, ao que tudo indica, é daqueles autores que busca, ora sutil, ora abertamente, apresentar e discutir temas polêmicos, mesmo que apelando para civilizações alienígenas e crianças com poderes sobrehumanos.
Artisticamente, esta edição me surpreendeu mais ainda! Como já elogiei muito o traço de Braithwaite, muito bem cuidado e preciso, nesse título, e com um arte-finalista visivelmente dedicado e esmerado, como Bill Reinhold, só faltou dar as congratulações ao colorista Art Lyon, que conseguiu mesclar todas as características dos personagens, da trama e dos conceitos elaborados em sua ?paleta de cores?, sendo extremamente sensível.
Gladiador Dourado: Booster Gold #12 - Nota: 4,5
Argumento: Chuck Dixon
Arte: Dan Jurgens
Arte-final: Norman Rapmund
Cores: Hi-Fi
Círculo Vicioso (Parte 02) ? É, o Alfred salvou a coisa! Pelo menos, isso o Chuck Dixon sabe escrever... Mas, apesar disso, não mudou muita coisa, não houve novidade alguma, nesta trama. No mais, o passado foi corrigido, consecutivamente, para que, enfim, existisse um Batman na Gotham que conhecemos. A diferença, aparentemente, residiu no fato que, desta vez, o problema era o próprio Gladiador, não as ?incongruências históricas? que vimos até o momento.
Sim, Chuck Dixon conseguiu escrever um tapa-buraco muito do desnecessário e pueril que, se tanto, serviu para incluir um conhecido personagem ? ou nem tanto... ? em sua página final. Não sou o maior fã de Dixon, no mundo, mas sei que ele é capaz de escrever história de boas para muito boas. Será que impuseram o Gladiador a ele, e deu nisso?
Dan Jurgens, desenhista e, notoriamente, criador do personagem, permanece com sua arte simples, caricata e um tanto que rocambolesca... Nada ser ressaltado, portanto.
Melhor Frase (de autocomiseração): ?Eu sou tão burro assim??
Gladiador Dourado para si mesmo, em uma reflexão que deve, também, passar por autores de histórias como essa...