
Panini Comics/Marvel Comics
R$ 7,50 ? Mensal
Formato Americano - 100 páginas
Outubro de 2009
Thunderbolts: Thunderbolts #125 ? Nota: 7,5
Argumento: Christos N. Gage
Arte: Fernando Blanco
Cores: Frank Martin
Administrando o Manicômio (Parte 04) – Norman Osborn e seus Thunderbolts protegeram a capital americana da invasão alienígena e partiram rumo ao epicentro do confronto, para aliarem-se às forças de resistência terrestres.
Encerra-se aqui a transição de Thunderbolts entre o que foi estabelecido durante a Guerra Civil para uma abordagem nova, sob as rédeas do Reinado Sombrio. Norman Osborn salvou o presidente e atribuiu grande parte da responsabilidade de não impedir ou reagir contra tal investida em Tony Stark e sua tecnologia. Gage maneja com competência os diálogos e relações dos personagens, mesmo em uma trama rápida e, da metade para o final, meio repetitiva.
Contudo, essa abordagem por outra ótica dos eventos finais da Invasão são fundamentais não só do ponto de vista de sincronismo editorial, mas do que foi mostrado ao público e aos “poderes que regem” sobre a atuação do Homem de Ferro e do, ora sim ora não, Duende Verde.
Fernando Blanco termina sua colaboração com Gage com um saldo muito positivo, mesmo que sua arte peque em questões anatômicas ou de narrativa, mas seu estilo e identidade garantem uma boa condução do texto.
Motoqueiro Fantasma: Ghost Rider #26 & #27 ? Nota: 7,0
Argumento: Jason Aaron
Arte: Tan Eng Huat
Cores: Jose Villarrubia
As Coisas de Antigamente (Partes 01 e 02) – Danny Ketch vai atrás do Coveiro para conseguir respostas sobre seu papel nos planos de Zadkiel, mas nada consegue. Johnny Blaze chega a tempo de impedir que todo conhecimento do Coveiro se perdesse e, junto com uma nova aliada, parte em busca de seu irmão e de Zadkiel.
Tenho muito a lamentar por ser neste exato ponto da passagem de Jason Aaron que a Panini tenha decidido interromper a publicação do Motoqueiro Fantasma. Vemos aqui que o autor estava limpando as pontas soltas de seu antecessor e criando um universo próprio com o qual tivesse intimidade e propriedade para mexer, expandir ou retrair.
O conceito de gerações conflitantes e legados a serem seguidos não é novidade, muito menos em um título que envolva religiosidade e o mundo sobrenatural, mas o clichê em nada compromete a história, pois seu grande mérito é o apelo trash que tem, com seu elenco bizarro e suas cenas gores.
Jason Aaron estava pronto para iniciar uma nova fase, mas que, parece, infelizmente não acompanharemos, uma vez que a Panini tem q publicar outros títulos por causa do Reinado Sombrio e, isso também influencia, o título do Motoqueiro Fantasma foi descontinuado nos EUA.
Tang Eng Huat é um destes talentos que sempre vai se sair melhor em títulos mais obcuros e de temáticas mais exóticas do que em títulos mainstream. Comparando, seria o mesmo que dizer q ele se encaixa mais no selo Vertigo que na DC. Eu gosto do seu traço, de como ele compõe suas cenas e as preenche com detalhes.
O Incrível Hulk: The Incredible Hércules #122 - Nota: 8,5
Argumento: Greg Pak & Fred Van lente
Arte: Clayton Henry
Arte-final: Salva Espin
Cores: Raul Treviño
Amor e Guerra (Parte 02) – Namor e Hércules se enfrentam, mas logo unem forças contra as amazonas de Ártemis. Durante a investida, Hércules sofre um grave ferimento e Namor se vê diante da execução iminente de Posêidon.
Pak e Lente constroem uma história repleta de humor escrachado, ação desenfreada, desenvolvimento consistente e belas caracterizações. A mitologia do título cresce a cada capítulo nas mãos destes autores. Greg Pak já tinha provado seu talendo em obras anteriores, mas o que tenho lido de Fred Van Lente por aí me faz acreditar que este trabalho não seria o mesmo sem sua colaboração.
Hércules, como não poderia deixar de ser, é o grande destaque, com sua postura despreocupada com coisas triviais como racionalidade ou sua própria segurança. O que me faz pensar que se alguém pudesse viver por mil anos e ter a força ou vida de um deus, é óbvio que sua maneira de lidar com o mundo seria diferente da dos mortais. Isso reflete no pouco caso que ele dá ao fato de perder a visão em um ataque de Górgona. Aliás, seu espanto e admiração por ver tal criatura depois de tanto tempo diverte.
Já que diversão é o segundo nome do título, muito momentos divertem como o já citado, o confronto de Hércules e Namor, o ataques de uma turba de amazonas de armas em punho e todo o jogo de sedução entre Ártemis e Cho.
Clayton Henry mantém seu estilo e mergulha com muito talento na história, narrando detalhadamente cada momento da trama, seja com grandes quadros, closes em expressões ou foco em detalhes da ação. Tudo em um traço limpo e leve, belamente colorizado por Treviño.
Melhor Quadro: Hércules sinalizando sua aprovação para as manobras sedutoras de Amadeus Cho, alheio ao perigo que os cercavam.