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Crise Final Especial #03
© Diego Rodrigues Siqueira
Final Crisis: Submit One-Shot Panini Comics/DC comics
R$ 7,50 ? Edição Especial
Formato americano ? 76 páginas
Outubro de 2009

Crise Final - Submissão: Final Crisis - Submit - Nota: 7,0
Argumento: Grant Morrison
Arte: Matthew Clark
Arte-final: Norm Rapmund, Rob Hunter & Don Ho
Cores: Richard & Tanya Horie

Todo o planeta Terra esta a mercê de Darkseid e seus Justificadores. Nenhum meio de comunicação eletrônico pode ser utilizado sem os Justificadores localizarem a pessoa e a tornar um deles. Nesse cenário temos o Raio Negro disposto a tudo para entregar jornais do Planeta Diário. E também Mark Richards, o Tatuado, com poderes de dar vida a suas tatuagens, um sujeito que despreza os heróis pelo que fizeram a ele no passado, tentando proteger sua família. É nessa situação onde esses dois se encontram para fugir das garras dos Justificadores.

Para começo de conversa, quero dizer que esta história cresce imensamente de conteúdo após a leitura de Crise Final #04, que como dito em seu review, é para ser lida após esta história e possui elementos referentes a ela. Aqui, Morrison nos traz uma desesperada e agitada perseguição dos Justificadores ao Raio Negro, e ao Tatuado e sua família em seguida. Raio Negro é perseguido ao tentar entregar jornais do Planeta após a tomada de controle das mensagens dos meios de comunicação, uma ideia boa se tratarmos a história em termos simbólicos do que a antivida e a entrega dos jornais representam. É claro que isso é uma maneira de encarar a coisa.

Outro ponto a favor da história é a sutileza impressa pelo Morrison. Em determinado momento, Tatuado fala para o filho discriminar Raio Negro por este ser um super-herói e usar uniforme. O filho replica que debaixo daquela roupa ?é um cara como a gente?, e olha que a palavra ?negro? sequer foi usada na passagem, mesmo os personagens envolvidos serem todos negros. Exemplo da sutileza do Morrison, assim como a história sobre o Circuito (algo tratado em Crise Final) e o trecho final, que é de arrepiar, garante mais vida à história além da perseguição frenética e ação constante.

Se o roteiro é bem amarrado e construído, dando um bom panorama do que houve com o mundo durante a Crise Final, o mesmo não pode ser dito sobre a arte: Matthew Clark possui um traço preguiçoso e repetitivo. Seus personagens muitas vezes apresentam as mesmas expressões caricatas. E se não põe o trabalho todo a perder, deixa algumas partes bem confusas, como o tiro no braço de Raio Negro onde o leitor só sabe que ele foi alvejado no fim da página. O mesmo pode ser dito das cenas de ação, bem aquém do que a história pede.

Final Crisis: Resist One-Shot

Crise Final - Resistência: Final Crisis - Resist - Nota: 8,0
Argumento: Greg Rucka & Eric Trautmann
Arte: Ryan Sook & Marco Rudy
Cores: Jeremy Cox

O vírus metagene (usado na Mulher-Maravilha em Crise Final #03), o controle dos meios de comunicação eletrônicos e os Justificadores de Darkseid estão por toda parte. Inclusive tomando o Xeque-Mate. Compondo a resistência da Terra, e os sobreviventes do ataque das hordas de Dakrseid, estão o Rei Branco (Senhor Incrível) o Rei Negro (Taleb Khalid), o Bispo Branco (Pensador), uma inteligência artificial, o Peão 922 e batedor do grupo (Snapper Carr). Após o ataque, a Rainha Negra (Sasha Bordeaux) é infectada e para não se corromper, assume um modo de animação suspensa devido a sua metade OMAC. Em suas incursões ao território inimigo, Snapper Carr acaba encontrando a Mulher-Leopardo e, inevitavelmente, uma resistência para a invasão de Darkseid é iniciada.

Mais outra história que nos ajuda a ter um panorama mais geral da história de Crise Final e suas repercussões. Dessa vez matando saudades dos órfãos das histórias do Xeque-Mate e, claro, mantendo a qualidade. O Senhor Incrível e Snapper Carr são os personagens de destaque da história, rendendo ótimos momentos, principalmente a surpresa entre Snapper e a Mulher-Leopardo.

DC Universe: Last Will and Testament #01

A narrativa da história é excelente, pois, mesmo não predominando a ação, a tensão e urgência que a história propõe são palpáveis. Outra coisa que enriquece a leitura são os detalhes. Apenas uns quadros chamam a atenção devido ao inusitado: a primeira, com os Titãs dominados pisoteando um de seus membros, e uma creche com bebês alterados pelo vírus metagene. Assim como Morrison em Crise Final, os autores desse especial recheiam sua história com surpresas. Não sei o quanto deste plot será aproveitado na minissérie, mas desde já é uma solução interessantíssima que não foi ?tirada da cartola? pelos autores, já existindo no Universo DC faz algum tempo.

Quanto à arte, é uma pena que o trabalho magistral de Ryan Sook seja só de algumas primeiras páginas, mas Marco Rudy não deixa a peteca cair e faz ótimos desenhos, não quebrando muito a unidade da história. Editorialmente a revista corrigiu o erro dos históricos da edição anterior e explicou a mudança do planejamento da história ?Crise Final, O Apocalipse? programada inicialmente para esta edição. Porém, os dizeres referentes ao número da edição (#03 de #06 nesta) podem gerar confusão sobre o conteúdo da história, e pessoalmente, preferiria que as traduções dos títulos fossem ?Submeta-se? e ?Resista?, mais apropriados ao título original em inglês.


por cellocarioca em 10/12/2009
Desculpe a minha opinião, achei a revista chata mesmo. Nota 5
por Orpheu em 10/12/2009
Este também foi o especial de que menos gostei até agora. Até que a primeira história vale, por esclarecer alguns eventos de Crise Final #4.

Já a segunda, achei meio arrastada. Também achei estranho o vírus que anula os poderes do Snaper Carr. Afinal, de onde saiu isso? Porque na série principal não vi qualquer menção a algo assim até agora.
por blackisamu em 10/12/2009
O vírus apareceu na luta da Mulher Maravilha com a P#@ta Marvel.
por Time_is_Money em 10/12/2009
Nossa, eu devia estar bêbado de sono quando escrevi o review sobre Resistência. Percebam como a palavra "história" é repetida várias vezes sobre essa história. :p

E a edição é de Outubro, não de Setembro, gente.
por Orpheu em 11/12/2009
Mas a Mulher-Maravilha não perdeu os poderes. Ela foi corrompida... não?
por monitor em 11/12/2009
Eu gostei mais da segunda história, tem mais sacadas. Achei interessante o trabalho do colorista também.
por Time_is_Money em 11/12/2009
Orpheu, se por "corrompida" você quer dizer que seu corpo foi possuído por uma das Fúrias, então foi isso, como ficou claro em Crise Final #5. Parece que ela foi o vetor para o vírus metagene também, o que não foi bem explicado.
por Orpheu em 11/12/2009
Foi isso mesmo que eu quis dizer. Bom, pelo menos é o que eu lembro, porque tô citando de cabeça... rsrsrs... Vou dar uma conferida em casa depois. De repente eu que comi mosca ou esqueci alguma coisa.
por cellocarioca em 12/12/2009
Sabe o que me irrita nesta histórias. É como eles usam os heróis de segundo escalão direto e os de 1a somem. Mas o que mais está me preocupa é que está ficando tão complicado o roteiro, ainda mais com essa história de transformar Darkside num deus e a aparição do Cain (Lixo) que a virada dos heróis vai ser algo realmente inexplicável rs...
por monitor em 13/12/2009
Mas Darkseid já é um deus Cello. Agora quanto a crítica de usarem heróis de segunda que esta sendo feita aqui e em outros foruns eu pessoalmente discordo. O primeiro escalão têm revistas próprias e além disso como já foi provado, não existe personagem ruim. Um escritor competente torna interessante qualquer um. O Ray estava até no Reino do Amanhã com os medalhões, já foi um personagem super engraçado que vendeu bem lá fora e era muito pedido pelos leitores brasileiros na época. Os dez Grandiosos estão rendendo mini, e por aí vai. O mais legal destes mega eventos sempre foi ver a galera reunida. Parecia que desde a primeira crise a gente nunca mais ia poder ver isso, era sempre herói que tinha revista cuidando de tudo, enquanto outros erem entregues ao limbo.
por cellocarioca em 13/12/2009
Opa, o conceito de deus é bem interessante na marvel e na dc. Um deus é alguém poderoso, de vida longa e controle sobre seres inferiores. Então, para os insetos, os humanos são deuses, concorda? Na Marvel, Odin é um alienígena, de outra dimensao, que tem poderes sobre a humanidade. Darkside na Dc é um deus, mas já foi derrotado pelo Superman em confrontos físicos. O que é deus e o que não é? Só o fato de ele se denominar um deus, não quer dizer que o é, diga-se de passagem o Superman rs.... Ele agora tenta, segundo a última revista da Crise, se tornar Onipotente, o que nunca foi a não ser pela força física.
por monitor em 14/12/2009
O Superman já peitou até anjos rs, já venceu o Thor da Marvel, ele é sem dúvida um dos heróis mais poderoso que existe, mas se for ver neste conceito até os Vingadores venceram os deuses gregos (tudo bem que eles não são tão poderosos quanto os da DC). Eu porém afirmei que Darkside é um deus me baseando mesmo nos gibis, no que eu já li dos Novos Deuses, pq realmente você esta certo com a afirmação de qualquer raça superior invadir a Terra e se proclamar deuses.
Os quarto mundistas são imortais, têm a tecnologia mais avançada do universo e da explosão do Terceiro Mundo nasceu não só Nova Gênese e Apokolips, como os panteões divinos terrestres e de outros mundos e a energia verde de Oa. A própria Fonte os cita como deuses. Agora no caso existe nível de poder divino né? Divindades maiores ou menores. Um cão vadio (residente das favelas de Apokolips) é aparentemente um humano, só que imortal, porém até um terrestre dava um cacete neles rs. Já o Darkseid, Kalibak, Mãntis são outra parada. O lance mesmo com as duas editoras é que os deuses são encarnados, não são espíritos que habitam outro plano, vide as invasões que o Olimpo já teve tanto na DC como na Marvel, por isso são suscetíveis a confrontos físicos.
por cellocarioca em 14/12/2009
Salve Monitor. Ponto para vc, tinha me esquecido dessa versão de origem dos Novos Deuses. Mas aí vem minha dúvida sobre sua nova condição! O que aconteceu com os corpos antigos deles, morreram? Não sei se entendi bem, mas tem um comentário nesta última crise que aqueles corpos que habitavam eram apenas um das que eles possuiam? Então, eles são formas energéticas? Como sobreviveram e os da Nova Geneses não? Por que Metron aparece vivo no início da Crise e depois alegam que ele morreu? Como reencarnam? Eram os Deuses Astronautas? Rs....
por monitor em 14/12/2009
Cello, eu não só vou te dizer que não sei, como também não vou entrar mais aqui rs, pois tenho certeza que algum chato vai entregar spoiler do final da mini. E eu quero lê-la até o final prá descobrir justamente o que vc perguntou hauhuahauhauhauhauhua. A única coisa que eu sei é que houve uma guerra e o mal venceu, o Metrom já dizia isso na mini do Senhor Milagre dos 7 Soldados da Vitória, e aparentemente o Metrom também possuiu o corpo daquele cadeirante (me parece que o Órion também depois da bala, mas o Darkseid tirou ele do corpo do Turpin p ocupar o lugar). Pena que o Morrison desconsiderou a Morte dos Novos Deuses do Jin Starlin, se bem que com uma fonte power daquelas Darkseid nunca voltaria a ser o maior vilão do Universo DC rs.
por cellocarioca em 15/12/2009
Agora engraçado. Por que esta Saga se chama Crise se não tem o anti monitor e etc?
por monitor em 16/12/2009
Eu disse que não ia entrar mais, mas não resisti rs. Olha Cello, esta sua pergunta foi feita também pelos leitores americanos e ainda outra, por que fazer outra crise logo após a crise infinita? Disse o editor-chefe da DC: Dan Didio que foi prá não esperar mais dez anos e muito blá-blá-blá. Balela, claro. A verdade é dinheiro. Crise vende. Pondo em conta mais ainda Grant Morrison como roteirista, vende muito mais - e olha que ele queria fazer continuação da crise faz tempo, é só ler suas histórias do Homem-animal da decada de 90
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