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Crise Final #04
© Leonardo Cabral Ferreira
Panini Comics/DC Comics
R$ 5,50 – Minissérie mensal em 7 edições
Formato Americano – 36 páginas
Outubro de 2009

Final Crisis #04 – Nota: 7,0
Argumento: Grant Morrison
Arte: J. G. Jones, Carlos Pacheco & Jesús Merino
Cores: Alex Sinclair

A Equação Antivida é disseminada pela Terra, com resultados catastróficos para a população do planeta. Muitos heróis encontram-se desaparecidos ou corrompidos pelas forças dos mal e apenas um pequeno grupo resiste à dominação. A desesperadora situação tende a fica ainda pior, pois Darkseid – o arquiteto de tudo – finalmente desperta.

Antes de partir para a resenha do mês, um pequeno desabafo. Por que a Panini não publica um guia com a ordem de leitura das histórias ligadas à Crise Final na própria revista, assim como faz mensalmente com Invasão Secreta? É uma medida simples, ora, mas que facilitaria – e muito – a vida do leitor. A editora até já organizou esse guia, mas só o disponibilizou no hotsite da saga, o que, convenhamos, não é lá muito prático. Afinal, qual fanboy plenamente são é capaz de chegar em casa, com uma HQ novinha em folha, e fazer alguma outra coisa antes de devorar a revista? Esse incômodo, que vem desde a primeira edição, tomou maiores dimensões agora, porque para o melhor entendimento de alguns dos acontecimentos de Crise Final #04, é preciso ler Crise Final Especial #03 antes. Algo que eu não sabia (porque ninguém me avisou) quando li a revista pela primeira vez (imagino também que eu não tenha sido o único). Bom, desabafo feito, voltemos agora à programação normal.

Neste número, há uma considerável aceleração no ritmo da trama, que promove um salto no futuro e vai direto para as repercussões do ataque de Darkseid. Um ataque vitorioso, diga-se de passagem, pois as defesas da Terra foram suplantadas, a Equação Antivida é disseminada mundialmente e os poucos heróis que ainda mantêm um foco de resistência estão encurralados. Achei bem legal o clima de “o mundo foi pro saco” que permeia toda a história. O caos generalizado e a sensação de desesperança inspirada pela situação são bem retratados, ficando fácil entrar na onda e acreditar que não existem muitas saídas possíveis. Acho apenas que uma indicação clara de quanto tempo se passou entre a terceira e a quarta edição faria bem, para situar melhor o leitor. Nem precisava de muito coisa não, apenas um “tantas semanas (meses ou sei lá o quê) depois” já estava bom. Não é à toa que os críticos costumam dizer que Morrison gosta de complicar as coisas...

A trama também tem sua cota de coisas inúteis, como a luta para que o Planeta Diário continue circulando, mesmo com a humanidade à beira do apocalipse. E o pior de tudo é que são os heróis quem se arriscam para distribuir o jornal, como se eles não tivessem nada mais importante ­– tipo, por exemplo, salvar o mundo – para fazer. Além disso, o Planeta Diário está sendo editado na Fortaleza da Solidão do Superman. Na Antártida (!). Ora, com todos os meios de comunicação e sistemas eletrônicos da Terra zoneados pela Equação Antivida, como é que um jornal produzido na Antártida consegue cobrir acontecimentos recentes nos EUA?

Outro ponto que merece ser esclarecido, em algum momento, é a Equação Antivida. O conceito – que originalmente era o grande objetivo de Darkseid – foi criado por Jack Kirby, juntamente com os personagens do Quarto Mundo, na década de 70. Kirby, no entanto, jamais definiu o que era a Equação, e a questão ficou em aberto por anos. Somente em 1988, Jim Starlin chamou para si a responsabilidade, na minissérie Odisséia Cósmica (republicada pela Panini como encadernado em novembro de 2007). Ali, estabeleceu-se que a Equação Antivida é na verdade uma entidade viva (irônico, não?) poderosíssima, muito acima das capacidades de controle de Darkseid. Na ocasião, o vilão só escapou da morte certa graças à intervenção do Senhor Destino, do demônio Etrigan e do Pai Celestial, que aprisionaram a Entidade Antivida numa outra dimensão. Mas, pelo que vimos até aqui, Crise Final parece ignorar solenemente os eventos de Odisséia Cósmica. Como ainda faltam 3 edições, convém ter um pouco de paciência, afinal, isso pode ser explicado futuramente. Portanto, vou esperar um pouquinho mais antes de descer o sarrafo.

Por fim, gostaria de comentar a sequência em que Oliver Queen se atira aos leões para que Dinah e os outros possam fugir do cerco inimigo. Apesar de manjadíssimo, esse recurso possui seu charme e costuma funcionar, afinal, a capacidade de auto-sacrifício é uma das pedras angulares do gênero super-heróico. Porém, neste caso específico, não foi uma coisa assim tão legal, porque Morrison se repetiu em um espaço de tempo muito curto. O autor construiu praticamente a mesma cena com Raio Negro e Tatuado (tirando o beijo de despedida) em Crise Final: A Submissão, publicadaeste mês em Crise Final Especial #03.Excesso de zelo reclamar disso? De modo algum, afinal, nós não apedrejamos Jeph Loeb quando ele inicia 90% das histórias que escreve com um assassinato misterioso?

Com a corda dos prazos no pescoço, J. G. Jones recebe a ajuda de Carlos Pacheco e Jesús Merino neste número. A inclusão não prejudica a história (Pacheco e Merino também são ótimos artistas) nem quebra a unidade visual do título (o estilo dos desenhos se mantêm), mas fica uma pergunta: por que a DC sempre faz isso? É a segunda vez que o “grande evento do ano” da editora começa com um desenhista e termina com vários, porque o titular não é capaz de cumprir os prazos. Com tanta gente no mercado norte-americano de HQs, será que não havia nenhum profissional talentoso, capaz de desenhar uma edição completa por mês? E/ou se a DC fazia tanta questão de que J. G. Jones ilustrasse a série, porque não segurar o lançamento um pouco, e dar ao cara o tempo necessário para trabalhar?

Melhor Momento: A página final, com Darkseid apontando o dedão para baixo e selando o destino da humanidade. Eis aí uma cena do c@r@lh0, que, por si só, vale toda a edição!

P.S.: Parece haver uma nova tendência nas megassagas: colocar os personagens de menor expressão para carregar o piano, enquanto os “grandes” saem de cena e voltam no final, na hora de receber a fama e a glória. Aconteceu isso em Invasão Secreta, e Crise Final parece seguir o mesmo caminho.


por Jackson em 24/11/2009
Legal a análise do final... é sacanagem, mas por outro lado é um recurso narrativo bem simples: só os fodões podem resolver a parada, então vamos afasta-los pra dar uma enrolada na história.

Não li e nem pretendo ler os especiais. Engraçado que quando a Marvel faz o mesmo, dividir a história fundamental pra fora da mini, todo mundo desce a lenha. Se é o Morrison, é porque ele é genial. Hnnf. Enfim, não gostei mesmo dessa edição. Até aqui vinha achando legal, mas nesse numero 4 a coisa meio que perdeu a credibilidade, pra mim. A coisa de "o mundo foi pro saco", os heróis estão escondidos como a Resistência de uma guerra já perdida, é MUITO legal. Poderia ter sido muito mais explorada, de um jeito mais sério, dramático, emocional. Mas com o Morrison tudo me pareceu meio galhofa, bobinho... coisas toscas como o lance do jornal só ajudam nisso. O cara faz uma megasaga sobre o Mal vencer, e não leva a sério? Não mostra que a coisa tá fudida mesmo? Ah, fala sério... só valeu pela última página, impactante mesmo.
por monitor em 24/11/2009
Jackson, o Morrison faz isso no Crise Final Especial 3, com "Submissão" e no outro especial que faz parta da edição "Resistência", mas aí com roteiros do Greg Rucka. Os especiais estão bem interessantes até agora, concordo com o review, tinha de ter uma ordem de leitura no gibi, como sempre foi feito no Brasil com a Dc, desde a época da Abril até O Ataque das Amazonas. Mesmo o hotsite não cita A Legião de 3 Mundos como parte do guia. O bom mesmo é não ter tie-in por todo canto, é muito legal a Crise Final se passar uma semana depois dos fatos atuais dos gibis Dc (só em fevereiro nos Eua as histórias mostraram o que aconteceu depois da Crise). E mais uma vez citando o review, custava nada mesmo o editor colocar uma nota d erodapé avisando qto tempo se passou de uma página p outra na Crise, ois pelo que andei lendo em sites, tem vezes que se passam semanas de um fato prá outro numa mesma edição.
por cellocarioca em 25/11/2009
Salve Pessoal. Realmente estou confuso com esta última Crise, que nem parece as 2 últimas Crises nem estou entendendo a onde ela vai parar ou a onde a Humanidade vai chegar. Se for para no final tudo ficar como um sonho perverso eu desisto. Mas.... estou começando a gostar dos resultados também de fim da humanidade. Comprei ontem a Crise Especial nas bancas e entrou um novo personagem na História que é o Cain (não vou falar qual o vilão que ele é), mas nitidamente é para misturar a magia e a religião com o conceito da Antivida. Queria entender a onde vão para os heróis menores nestes dias, Constantine, Etrigan, Vingador e etc. A Vertigo ficou fora das Crises?? A morte de um vilão famoso também não foi lá essas coisas, mas... quando acho que a séria tá melhorando, parece que alguém chuta o balde. Sei lá.
por caioulisses em 25/11/2009
Eu gsotei desta edição, as coisas começaram a ficar mais movimentadas. Curioso para ver que fim levou o Batman e onde vai dar aquela acusação de assassinato que o Hal Jordan está sofrendo... e a última cena realmente é demais, assim como a capa que contém o Darkseid. Mas muuuuito aquém da 1ª Crise, que foi a única que valeu a pena.
por cellocarioca em 02/12/2009
Surtei rs..... Tudo um lixo, quero comprar Invasão do início.....vou escrever isso em todos os blogs rs..... Odeioooooooo a Dc, a Marvel é melhor nas mini séries!!!!
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