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| Crise Final Especial #02 |
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© Diego Rodrigues Siqueira
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 Panini Comics/DC comics
R$ 7,50 ? Edição Especial
Formato americano ? 76 páginas
Setembro de 2009
Crise Final - Réquiem: Final Crisis - Requiem #01 - Nota: 8,0
Argumento: Peter J. Tomasi
Arte: Doug Mahnke
Arte-final: Christian Alamy & Rodney Ramos
Cores: Nei Ruffino
Após os eventos de Crise Final #01, todos sabem o que aconteceu com J?onn J?onzz, o Caçador de Marte: capturado por vilões sob o comando de Libra, fizeram do marciano um exemplo do que pode acontecer com os heróis. Nesta história são mostrados os seus últimos momentos, o funeral feito para homenageá-lo e a passagem da história de seu mundo, e sua própria, para seus amigos.
A morte do Caçador de Marte foi tão rápida que ninguém sentiu! A sua repercussão também é vista na série, mas diferente do que é mostrado aqui, algo mais sereno e emotivo. O personagem era estranho, não uma unanimidade, mas bem querido para quem acompanha a Liga da Justiça faz algum tempo.
No geral temos até uma boa história em mãos. O momento em que encontram o Caçador de Marte é impactante. Vemos que matar o Caçador não foi tão fácil para os vilões, J?onn até resistiu, mas os vilões foram ainda mais brutais com ele. E os momentos de homenagem nas três primeiras páginas, e na página final, são muito bons. Inclusive, na página onde Hal Jordan e Oliver Queen se deparam com o corpo de J?onn, lembra a cena de O Poderoso Chefão quando Vito Corleone leva o corpo metralhado de seu filho, Santino, para o agente funerário que lhe devia um favor, a fala de Hal lembra bastante essa cena, ?Olha como massacraram nosso amigo?, Hal diz.
Porém, quando chega o trecho onde a história de Marte e de J?onzz é contada, é que a história fica um pouco confusa. Em um rompante de Chico Xavier, vemos Batman, Superman, Lanterna Verde Hal Jordan, Canário Negro e Cynthia (quem?) receberem o relato (telepaticamente? Não sei, o gibi não deixa claro) dessa história e começam a registrá-la com os meios que possuem. Além de ser um tanto enfadonha, o que é uma pena, pois este trecho serviria para dar mais carisma ao personagem, ainda nos traz a dúvida do porquê o marciano não fez esse relato antes, já que ele era o último sobrevivente de seu planeta e isso ajudaria a perpetuar a memória de sua espécie.
Desenhada magistralmente por Doug Mahnke, nesse quesito não há o que se reclamar. Quanto à edição da Panini, fora o erro apontado antes sobre o fim do arco do Brainiac, há o erro de publicarem históricos de dois personagens que só aparecem em outra mini relacionada à Crise Final, e ainda a chamada da próxima edição cai no erro, pois o checklist já anunciado de Outubro a desmente.
O Testamento de Um Herói: DC Universe - Last Will and Testament #01 - Nota: 7,5
Argumento: Brad Meltzer
Arte: Adam Kubert, Joe Kubert & John Dell
Cores: Alex Sinclair
A Crise chegou ao mundo. Já faz dois dias que o sol não nasce e os heróis se reúnem e se preparam para o que virá. Em meio a isso, Brion Markov, o Geoforça, só pensa em uma coisa: vingança contra Slade Wilson, o Exterminador, por ter feito a irmã de Geoforça, Terra, trair os Titãs no passado.
Esta história pode dividir opiniões. Mesmo não sendo uma trama voltada para ação, embora o tema seja também vingança, a parte mais reflexiva da história foi muito bem conduzida pelo roteirista e também romancista, Brad Meltzer, autor de uma temporada na Liga da Justiça e mais conhecido por Crise de Identidade. Por ser um meio termo legal entre ação e reflexão, optei por uma nota mediana, mas dependendo do olhar, essa avaliação pode aumentar, ou até mesmo cair.
Em primeiro lugar, ficaram desencontradas as informações entre o que ocorre na Crise do Morrison com o que é dito aqui. Aqui se fala em dois dias sem sol (Noite Final?), mas na Crise Final a única ocorrência temporal diferente seria o céu e trovões vermelhos. E, folheando a terceira edição de Crise Final, podemos ver claramente que algumas passagens são de dia. Com certeza faltou algum editor da DC dizer para o Meltzer o que de fato estaria acontecendo aí (talvez em ambas as revistas faltou o editor).
Em segundo lugar, parece que Meltzer quis escrever uma segunda Crise de Identidade, só que menor e que relata o que os heróis fazem durante a Crise Final. Há momentos muito bons disso, como quando mostra o Capitão Frio, e até de uma singela beleza, quando mostram Batman e Robin se preparando para um salto (ambas as partes desenhadas pelo mestre, Joe Kubert! Ponto para os editores da DC por terem trazido esse cara). É apenas isso que ocorre, mas o suficiente para dizer muito sobre os personagens. Porém, há momentos quando isso ocorre que são tão chatos que quebram toda a magia da coisa e nos revela o que esses momentos verdadeiramente são: gorduras da história que não tem nenhum motivo para estarem ali. O mais entediante é quando Grace resolveu se confessar, o que pelo menos serve para apresentar o personagem que ouvirá o mesmo de Brion, mas o do Superman com certeza foi desnecessário. Até mesmo porque tem o erro gritante de mostrar Jonathan Kent ali.
Quem leu Superman #81 com o fim do arco Brainiac (edições #80 e #81, e não #79 e #80 como diz a nota do editor da Panini) sabe que isso é impossível, e se aquilo ocorreu antes do arco, o que diabos aconteceu com o tempo na história? O gibi deu um flashback para quê? Para mostrar Jonathan Kent incentivando o filho para ir numa luta que não aconteceu ainda? Acredito que a nota da Panini só tentou corrigir o erro da DC Comics que deixou o Meltzer fazer mais um momento Crise de Identidade, ?heróis com família? gratuito e incoerente.
Porém esses defeitos são suplantados (ou não...) por uma escrita que conhece seus personagens. Até mesmo a parte do Superman citada acima é válida, se esquecermos das falhas. E o final, um tanto anticlimático e com um quadro estranho com as espadas (Brad Meltzer deve pensar que o Exterminador é Chuck Norris), mesmo a primeira vista parecendo um pouco idiota, até que se sustenta bem, principalmente se considerarmos as motivações de Slade Wilson, há um grande desfecho, afinal. E é incrível como tudo isso fica ainda mais requintado com as artes de Adam e Joe Kubert, com disposições de cenas interessantes, como a já citada envolvendo Batman e Robin (quase não mostrando os rostos dos personagens) e até mesmo a do trecho com Grace.
Se não por outros motivos, pelo menos a arte garante a nota média para esse especial.

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por Time_is_Money em 27/10/2009 A personagem Cynthia que aparece na história do Caçador de Marte é a Cigana! Malz, aí, povo, só descobri depois! :p | |
por cellocarioca em 28/10/2009 Não concordo com a Nota e com os comentários descritos sobre a trama. Desculpem, mas simplesmente não suporto ler histórias sem criatividade e chupadas e na minha opinião, essa Crise 3 não vai levar a lugar nenhum a não ser meu dinheiro na mão da DC. Já tinha comentado que o Geo força era um personagem mediocre, mas tentar em uma história mudar sua personalidade não faz sentido nenhum, somente para copiar a Crise de Identidade e atender as necessidades do roteirista. Nota 5.0 no máximo. | |
por Orpheu em 28/10/2009 Pois eu adorei a história do Geoforça. Se não fosse pela confusão cronológica, seria perfeita. Mesmo assim, tirando esse detalhe, é uma ótima trama de vingança. O modo como Meltzer trabalha a personalidade do Brion, suas motivações, é digno de nota. E o desfecho então, é de cair o queixo. Meltzer não é um escritor de ação, mas esta, quando aparece, é sempre marcante, sem contar que ele confere uma humanidade incrível aos personagens. Chega uma hora que você até esquece que é um super-herói, e vê apenas um homem obcecado em vingar sua irmã. Sensacional.
Por isso que eu digo: o Exterminador é um dos vilões mais fodas da DC, anos-luz à frente de uma certa cópia da Marvel... Sorry, fãs do Deadpool... Hehehehe | |
por cellocarioca em 28/10/2009 Salve Orpheu. Não estou questionando a história em si, também gostei muito do que foi criado (ou copiado), principalmente a parte da vela, mas.... o que não gostei e isso me deixou realmente chateado, foi a destruição do personagem para que ele entrasse no contexto da história. Tem coisas que eu aceito bem, por exemplo, que o Gavião de Thanagar, o Arqueiro Verde e até a Kitana (a maga, acho que é isso) possam fazer parte de um grupo fechado dentro da Liga, faz sentido, até pela característica que cada um tem, anti social, decisões não tão heróicas e etc. O que não dá é para pegar um personagem bundão e transformá-lo em uma máquina de matar do nada, em uma única história ele destruiu e reconstruiu todo o carater do Geo força. O motivo ele tinha, tinha sim, mas a Terra já tinha morrido, revivido, morrido e revivido um zilhao de vezes e ninguem tinha feito nada até que alguém teve a idéia de fazer, iste é um processo e não de uma única vez! Me senti lendo algo como LEIA COM MODERAÇÃO OU NÃO PENSE, APENAS SE DIVIRTA! | |
por Orpheu em 28/10/2009 Bom, Cello, confesso que não conheço o Geoforça tão bem assim, só mesmo de aparições esporádicas aqui e ali, então talvez por isso eu não tenha me sentido incomodado (ou notado) essa mudança de personalidade que você citou. Mas, de certo modo, acho que ele não deixou de ser "bundão", pois, convenhamos, o que ele fez não nada heróico. Pelo contrário, acho que ele foi até bastante covarde. | |
por Time_is_Money em 28/10/2009 Caras, sobre a personalidade do Geoforça, o pouco que vi também, nos Renegados, para mim é como se ele fosse um Namor mais coitado: meio orgulhoso, mas nunca mostrou ao que veio. Sobre ele querer vingança só agora foi porque o fim do mundo se aproximava(tem na história, mas eu só percebi isso na segunda leitura!). E não acho que o Geoforça pagou de gostoso na história, como o Orpheu citou, ele foi um coitado toda ela, só pegando o Slade na cagada e fazendo todo mundo acreditar que foi o bom, heheehehhe.
Orpheu, quando você falou que a cópia do Slade era o Deadpool fiquei aliviado, porque pensei que ia falar do Treinador quem na verdade foi criado ANTES do Slade, em Maio de 1980, enquanto o Slade é de Dezembro do mesmo ano! Isso porque o Gerge Pérez que desenhava os Vingadores passou pra Novos Titãs e Slade apareceu. Soube a pouco tempo disso, mas ainda assim gosto mais do Slade. Só que o Meltzer parece que gosta ainda mais, como naquele quadro que citei onde o Geo corre em direção ao Slade e..., leiam a história. ;) | |
por Orpheu em 28/10/2009 É, tem razão, aquele lance das espadas foi bem Chuck Norris mesmo. rsrsrs | |
por hamenes em 28/10/2009 TROFEU CATA LENDINHA(piolho já tem dono: na saga contrato de judas, Dick Grayson junto com Jerico,em sua primeira aventura, já estava vestindo o manto do TCHÃTCHÃ......ASA NOTURNA! portanto aquela imagem de Robin junto ao corpo de Terra e os outros Titãs não confere, e numa boa ninguem, mas ninguem se iguala a Chuck Norris, ele é o cara e ponto final. Engraçado tambén havia me lembrado que o Treinador é que é o original Deadpool e Exterminador são cópias, dubles ou algo parecido.BWUAHAHHAHAHAHAHAHHA ;D | |
por Monitor em 28/10/2009 Sinceramente eu sou leitor das antigas. Ainda me lembro do Geoforça bem violento e rebelde assim que recebeu seus poderes na longínqua Superamigos 20 da Abril. A convicência com Batman e os demais Renegados serviu para moldar uma postura mais heroística no personagem, que sempre teve um "quê" de altivez devido a sua nobreza, mas também muito senso heróico. Eu acho engraçado vê-lo nos dias de hoje sendo citado como herói de terceira. Estes rótulos por incrível que pareça são também ditos pelos próprios heróis do DCU quando vão se referir a seus iguais menos cotados (ou diga-se, personagens sem títulos próprios). O Geoforça sempre fez pontas em outros títulos e houve até quem o queria como integrante da antiga Liga da Justiça Internacional, outros tempos rs. A história tem mesmo erros cronológicos, mas em se tratando de Brad Meltezer ele nunca ligou muito para isso mesmo (vide Crise de Identidade) e também acho que a Panini deveria tê-la publicado após a quarta edição de Crise Final. Mas fora isso achei a história muito boa, adorei ver o Brion agarrando a oportunidade de vencer o Slade. Quanto aos erros, podemos considerá-los como escapes dentro da história para mostrar momentos antigos da Trindade. Já o grand finalle do John mostrou muitas das passagens dele no seu título próprio, infelizmente não publicadas no Brasil e só compreendidas por quem leu as originais americanas ou os scans, mas não revelou nada da ligação dele com a Miss Marte ou os outros marcianos brancos que ainda estão na Terra e foram vistos na mini do Caçador pós ano um ano depois. | |
por Rhaxard em 29/10/2009 Falando em Miss Marte, já apareceu a origem dela em algum lugar? Ela é uma das marcianas brancas que ficou por aqui após o arco do Morrison em LJA? Não entendi absolutamente nada sobre a entrada dela nos Titãs.
Quanto ao Caçador, acho que o corpo dele ser enterrado em Marte abre um precedente para o que acontece em DC Um Milhão. | |
por Time_is_Money em 29/10/2009 PQP, Raxhard! Minha cabeça isprudiu agora! :O Bem da verdade, isso! | |
por Monitor em 30/10/2009 A Miss Marte teve sua origem contada em uma edição recente dos Novos Titãs, só não lembro qual, mas foi antes deles enfrentarem o novo Rei Relógio, e esta ligada a mini do Caçador de Marte publicada na Liga da Justiça pós Um Ano Depois. O lance dele ser enterrado em Marte abre precedentes para esta linha de futuro sim rs, é possível, mas isto se o corpo zumbizado dele for devolvido prá Marte depois de a Noite Mais Densa :) | |
por monitor em 31/10/2009 Os Marcianos Brancos de Morrison foram chacinados dentro da Zona Fantasma pelo próprio Caçador de Marte, quando este se encontrava dominado por sua personalidade chamuscante rs. Não lembro o nome. Zephirote? Sei lá. | |
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