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Crise Final Especial #01
© Diego Rodrigues Siqueira
Panini Comics/DC comics
R$ 9,50 ? Edição Especial
Formato americano ? 100 páginas
Agosto de 2009

Crise Final - A Vingança dos Vilões: Final Crisis - Rogues? Revenge #01, #02 e #03 - Nota: 8,5
Argumento: Geoff Johns
Arte: Scott Kolins
Cores: Dave McCaig

Capitão Frio. Onda Térmica. Mago do Tempo. Mestre dos Espelhos. E um Trapaceiro newbie. Após terem sido ?induzidos? pelo vilão Inércia a matar o Flash Bart Allen, antes Impulso e Kid Flash, a Galeria dos Vilões se sentiu enganada. Depois de fugirem do planeta prisão onde estavam (Planeta dos Condenados), a Galeria recusa o pedido do vilão Libra de se unirem a sua causa, apenas buscando se estabelecer de novo. Então a Galeria decide se vingar de quem causou todos os seus problemas: Inércia está na mira deles.

A série de edições especiais que trará (quase) todas as minisséries e especiais relacionados à Crise Final começa muito bem com esta história dos vilões do Flash. É importante avisar ao leitor que não encontrará o Flash aqui (ou quase). Ainda assim, o leitor atento perceberá que a edição entrega justamente o que o título promete: a vingança dos vilões. Vingança esta que não poderia ser mais bem entregue pelas mãos de Johns e Kolins.

Percebo que a história da Crise Final não agradou os leitores e escritores do Fanboy. Mas garanto que Final Crisis: Rogues? Revenge é uma genuína boa história. Como provado no título mensal do Velocista Escarlate, Johns é um autor que soube trabalhar como ninguém a Galeria dos Vilões e deu a cada um, aspecto único. Aqui ele nos entrega não o ápice, mas uma história imperdível, especialmente para quem gosta da Galeria. Simples e bem contada, é um gibi que diverte. Johns continua seu trabalho com a Galeria, após lhes dar personalidades e motivações bem definidas.

Talvez esse seja justamente o maior ?defeito? (se é que posso chamar assim) da história: para apreciá-la mais, seria bom o leitor conhecer previamente as histórias do autor na mensal do Flash. Coisas como o Capitão Frio dizer sobre o Mestre dos Espelhos querer ir ao ?País das Maravilhas?. Na verdade, talvez apenas um pouco mais de malícia, já que na página 22 o Dr. Luz fala de uma mensagem deixada num espelho que supostamente seria para barbear. Mas como eu disse, não se deixa de apreciar a história por causa disso, apenas fica um pouco menos rica.

Há momentos quando o Mago do Tempo cumpre a ameaça que sempre fez em outras histórias de fazer uma tempestade no estômago de seus inimigos; o Capitão Frio derrotando seu duplo usando a engenhosidade de sua arma e o Onda Térmica comentando algo aparentemente banal que depois serve como peça do roteiro, mostra que apesar de ser apenas mais uma história de super-heróis, esse gênero não se desgasta com roteiristas talentosos. A arte de Kolins pode dividir opiniões, mas cumpre sua tarefa em ser compreensível.

Ação na medida certa e uma aula de como fazer uma boa história em apenas três edições, para quem está cansado das complicadas tramas morrisonianas. Na verdade, essa história mais do que um tie-in de Crise Final, é um prólogo para a volta do Flash Barry Allen. A arte de Kolins esta perfeita para o título e lembra a fenomenal parceria entre os dois autores no título mensal do Flash. Ainda há capas alternativas do mesmo autor para a série, preenchendo a revista. E embora o diálogo entre o Capitão Frio e seu pai tenha ficado tenso, até mesmo com o enquadramento dos personagens, creio que na página 57 há um balão que corresponde ao pai de Frio e não ao Capitão, como mostrado em sua grande imagem ao fundo, pois no quadro seguinte o Capitão Frio replica o que ele mesmo disse antes...

Porém nada disso tira o brilho (ainda maior em papel LWC, justificando o aumento do preço) dessa ótima história. Ainda mais com, creio eu, a alfinetada que o Johns dá na série do Flash Bart Allen (ou até quem sabe, em outras também) na página 90, quando Capitão Frio executa sua vingança. Gosto de pensar que os vilões na verdade vingaram todos nós, leitores, por um ano de minisséries ruins. Obrigado, Galeria!


por cellocarioca em 03/10/2009
Cometário perfeito, só que eu daria nota 9.0 para a edição. Meus amigos, a Crise Final parece aquele filme em que fazem várias mudanças antes de lançá-lo pois percebem que é uma bomba. Que vc entra no cinema super animado, não importando nem em ler as ciíticas e quando acaba o filme vc se pergunta o que está fazendo aqui (Diga-se Transformers 2, que eu não entendi nada do filme até agora!!). Essa revista é um paraiso para aqueles que gostam de ler algo com roteiro, pé e cabeça, começo e fim, personagens inteiros, complexos e que da vontade de ler de novo para ver se não perdeu nada.
por Well em 03/10/2009
Realmente essa história foi melhor que a primeira parte de Crise Final. Deu aquele gosto de nostalgia ler novamente Johns&Kollins voltando a fazer uma história do Flash e da Galeria. É nessas horas que vale a pena ser Fanboy. É o tipo de história que ao final você nem lembra qual o preço pago. Não faz a mínima diferença.
por blackisamu em 04/10/2009
"Isto é por um ano de mer@#a!"
Melhor frase da revista, realmente eu e muitos fanboys devem ter se sentido vingados. Com este especial Johns concertou muitas bobagens que roteiristas pouco ou nada competentes fizeram com o Flash e a Galeria no último ano. Que venha Flash Rebirth.
por Orpheu em 04/10/2009
Cara, muito show essa história da Galeria de Vilões. A construção dos personagens, o modo como cada um tem personalidade própria, o papo do CApitão Frio com seu pai... muito bom mesmo. Bem melhor que a Crise Final, até aqui. Johns é mesmo "o cara" da DC.
por TheMessiah em 10/10/2009
Como pode, as minisséries de Crise Final são mil vezes melhor que a própria série. Essa então da Galeria dos Vilões é melhor que todo lixo de Contagem Regressiva.
por cellocarioca em 14/10/2009
Descobri que todas as contagens regressivas só valem a pena a primeira edição. o resto é uma enrolação até o grande final.
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