|
Online
|
|
25 visitantes
|
|
|
|
| Crise Final #01 |
|
|
© Leonardo Cabral Ferreira
|
 Panini Comics/DC Comics
R$ 5,50 ? Minissérie mensal em 7 edições
Formato Americano ? 36 páginas
Julho de 2009
Final Crisis #01 ? Nota: 6,0
Argumento: Grant Morrison
Arte: J. G. Jones
Cores: Alex Sinclair
Órion, o deus-soldado de Nova Gênese, é encontrado morto em Metrópolis, colocando a Liga da Justiça e a Tropa dos Lanternas Verdes em estado de alerta. Paralelamente, o policial Dan Turpin investiga o desaparecimento de crianças, e uma pista o conduz até o proprietário do clube Lado Negro. Enquanto isso, o misterioso Libra tenta reunir diversos supervilões sob sua orientação e, como prova de suas intenções, provoca uma importante baixa no time dos heróis.
Aqui começa o grande evento da DC em 2009. A julgar pelo que é mostrado, a saga pretende ser grandiosa, mexendo com personagens importantes (outros nem tanto) e repercutindo por todo o Multiverso, tanto no passado quanto no futuro. Se vai funcionar ou não, é cedo para dizer, já que muito pouco é revelado. Na verdade, o começo é bastante burocrático, limitando-se a apresentar diversos núcleos, sem se aprofundar em nenhum deles. Como se trata apenas do primeiro capítulo (de um total de sete), devemos dar um desconto, já que esses mesmos núcleos ? imagino eu ? serão melhor desenvolvidos futuramente. Mesmo assim, a edição se ressente de um acontecimento maior, algo que prenda a atenção do leitor logo de cara.
Este papel poderia até ser desempenhado pelo assassinato de um dos heróis mais legais da DC, só que isso é mostrado de forma muito rápida e superficial (em um único quadrinho!), transformando-se assim numa baita decepção. Nos EUA, essa morte foi mais dignamente abordada numa edição especial denominada Final Crisis: Requiem, mas ainda não se sabe como a Panini publicará isso por aqui. De qualquer modo, seria melhor que a tal morte fosse mostrada ? com todas as pompas que merece ? aqui mesmo, pois isso aumentaria consideravelmente o impacto e a relevância deste primeiro número.
O maior problema, no entanto, é que a trama segue na esteira de uma série de outros eventos, o que pode significar um empecilho para quem não vem acompanhando muitos dos lançamentos que pipocaram nas bancas ultimamente (o que é o meu caso, diga-se de passagem). Acontecimentos de Contagem Regressiva, Prelúdio para a Crise Final, Planeta dos Condenados e (pasmem!) até Sete Soldados da Vitória são retomados sem maiores explicações. Assim, quem não leu esses materiais e não está antenado em tudo o que anda rolando no Universo DC ficará com a sensação de que pegou o bonde andando. A Panini bem que poderia amenizar esse incômodo com um ?resumão? básico, seja na própria revista ou no hotsite da saga, mas ? paciência ? a editora brasileira preferiu não fazê-lo. Vamos ver se, na medida em que a minissérie avançar, ela se torne plenamente inteligível sem a leitura de todas essas histórias correlatas...
Quanto à arte, J. G. Jones não decepciona, apresentando desenhos limpos, detalhistas e muito bonitos. Para nós, brasileiros, que só acompanhamos o material cerca de um ano após seu lançamento nos EUA, é até meio frustrante começar a leitura sabendo de antemão que o artista não irá segurar o lápis por toda a minissérie. Sendo assim, resta-nos curtir seu trabalho enquanto dá. Agora, ele cometeu um pequeno deslize na última página. No quadrinho final, em que o Arqueiro Verde é mostrado numa tela de TV, o herói é retratado com o uniforme anterior ao da fase Um Ano Depois, momento em que Oliver adotou novamente a vestimenta com capuz.

|
por Jonny-el em 15/08/2009 Tive a mesma sensação que o resenhista. Tudo muito "burocrático" e as cartas sendo colocadas na mesa. Terminei de ler a edição nº2 e, apesar de uma ou outra resolução e um pouco de ação, fiquei com a mesma impressão que no nº 1.
Quem sabe no decorrer das edições a coisa se torna mais interessante. Por ora, "Crise Final" não passa de uma promessa. | |
por WiLGarD em 15/08/2009 O ultimo material da dc que eu li foi ... putz não me lembro!!! Pensei que esse fosse um bom momento pra começar a acompanhar alguns herois que a tempo não leio (tipo o batman). Me lasquei e vi que não é dessa vez ... fazer o que vou aguardar ( e economizar meu rico dinheirinho) | |
por Jackson em 15/08/2009 Pois eu, surpreendemente, gostei. Acho que por ser o Morrison, esperava algo muito pior. Ter lido 7 Soldados ajudou muito a entender algumas coisas importantes. Aliás, li um comentário por aí que Crise Final tem mais a ver com 7 Soldados e as pirações metalinguisticas morrisonianas sobre o UDC, e com os Novos Deuses do Jack Kirby, do que com os vários prelúdios e contagens, e as Crises anteriores. Nome mal escolhido pro evento, então. | |
por Time_is_Money em 16/08/2009 Verdade, Jackson, mas não acho que o nome seja mal escolhido por isso não. Na verdade, Crise Final tem mais a ver do que aconteceu nas revistas de linha do Super homem, Batman (RIP), Lanterna Verde (Lanternas Alfa) e Mulher Maravilha. Esses prelúdios da vida não serviram pra nada.
Não achei a revista "burocrática". Na verdade essa agilidade de fazer as coisas deixa tudo mais funcional. Pra que mostrar uma "grande página" matando o tal personagem? É que nem na máfia, vai lá e pow, sem muito florimento. :D | |
por TheMessiah em 16/08/2009 Uma das piores coisas que a DC já fez. | |
por faberman em 16/08/2009 Legal mesmo nessa primeira edição é o fato de retratarem os Lanternas como Policiais do espaço com toda uma linguagem e maneirismos a lá Nova York contra o crime. A morte do famoso personagem é de doer: é triste ver que simplesmente o descartaram para criar uma suposta "cena de impacto e ousadia". Tenho lido o restante da série em scans (que fica bem deficiente sem os inúmeros spin-offs nos diversos títulos da editora) e posso dizer que Final Crisis fica parecido e até aquém do que Morrison fez na sua passagem no título da Liga nos anos 90. | |
por Renatofranca em 17/08/2009 Estou achando que a DC está fazendo muito barulho por nada com essa mini-série.Quem me garante que daqui alguns anos não vai ter outra crise no UDC.A única crise que realmente valeu a pena foi a de 1986. | |
por Jackson em 17/08/2009 "é triste ver que simplesmente o descartaram para criar uma suposta "cena de impacto e ousadia"."
Cara, isso pra mim é a DEFINIÇÃO de "Grant Morrison". O cara (e seus seguidores) acham que se for "inovador", "ousado"... é automaticamente "genial". Como se a inovação pura e simples, inovação simplesmente pelo ato de inovar, já garantisse a qualidade da história. O Morrison sempre coloca suas maluquices só por colocar, dificilmente são fundamentais pra narrativa. E os paga paus dele deliram... | |
por hamenes em 18/08/2009 Jackson vc é um dos meus, e tem gente que acha o cara um verdadeiro "deus" dos quadrinhos, não é, tem acertos e erros como qualquer escritor reconhecido, Millar,Bends,Brubaker,Liefeld(:) :)sacanagem), Johns tambén cometem seus deslizes, mas os fãs xiitas de Morrison acham tudo dele genial, mesmo quando é incoerente ou exagerado demais(vide All Star Chapolin e outros)mas não reconheço algumas sacadas legais, até do Liefeld reconheço, :); Bwahahahahahahhahahahahhahaahhahahahaha! | |
por hamenes em 18/08/2009 E não se esqueçam viva aos Scrulls, tomaram que eles invadam o Multiverso DC;Bwhahahahahahahahhahaahhahah""" :D | |
por ww em 18/08/2009 hamenes, lembre-se: Ele ama você! | |
por TheMessiah em 19/08/2009 Po depois que eu li Crise de Identidade e Crise Infinita pensei:"Caramba, essa Crise Final da DC deve ser tão boa quanto as outras crises que eu li." Me dei mal. Cara, que zona essa Crise Final. E olha que eu sou fã de Grant Morrison. Nem acredito que foi ele que escreveu esse lixo. | |
|