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Crise Infinita #07
© Luiz Felipe P. Neto
Infinite Crisis #07b (Jim Lee) Nota: 9,0
Panini Comics/DC Comics
R$ 5,90 - Minissérie mensal em 7 edições
Formato Americano - 44 páginas
Junho de 2007

Argumento: Geoff Johns
Arte: Phil Jimenez, Jerry Ordway, George Pérez & Ivan Reis
Arte-final: Andy Lanning, Jerry Ordway, George Pérez, Sean Parsons, Ivan Reis & Art Thibert
Cores: Jeromy Cox, Guy Major, Tanya & Richard Horie

A Sociedade invade Metrópolis e o Superboy Prime tenta sua última tacada para ter sua casa de volta. Tensão, mortes e um palhaço que não gostou de ser deixado de fora da brincadeira.

A última edição da Crise resume-se quase toda em ação. Não que seja algo ruim, pois temos duas grandes batalhas épicas bem desenvolvidas, com momentos realmente empolgantes. Não há apenas violência gratuita, com Geoff Johns se redimindo pelos exageros da edição passada.

O ataque dos vilões a Metrópolis é emblemático: se a cidade do maior herói da terra cair, nada poderia detê-los. Com Batman, Superman, Mulher-Maravilha, os Lanternas e outros ocupados no Ártico, resta a todos os outros heróis deterem esta última investida, o que gera momentos de desespero, como o Arqueiro Verde sendo forçado a enfrentar ninguém menos que o monstruoso Apocalypse. É visível, ainda, o desejo da DC em limpar seus quadros de personagens inutilizáveis (não só inutilizados), o que é muito bom. Chega de coadjuvantes que só fazem encher páginas.

Nesta batalha também se nota, entretanto, as inúmeras falhas de publicação da DC no Brasil, pela Panini Comics. Com a opção de atrasar Sete Soldados da Vitória, simplesmente não se reconhece personagens como a Mulher-Bala, ou tem-se pouca familiaridade com eles. Da mesma forma, Kate Spencer, a Manhunter, que, francamente, é uma das melhores revistas que saiu pela DC americana, e nem teve promessa de publicação em terras tupiniquins.

A batalha só aumenta com a chegada de Alex e os outros ausentes. É neste ponto em que a trama volta a se dividir. Enquanto Luthor, com poderes reduzidos, faz parte do fim da batalha da Sociedade, Superboy Prime leva parte dos heróis ao espaço, onde a Tropa dos Lanternas Verdes o espera. Nestes dois momentos, Geoff confirma o que este resenhista havia afirmado sobre ele. Pouco importa se o Superboy parece ser o ser mais poderoso do universo ou se Alex seria capaz de matar Batman ou algum de seus protegidos. Ver os dois em suas mais reais facetas, o primeiro desesperado, tentando ostentar o símbolo de herói a qualquer custo, e o outro amedrontado sob a mira de uma arma são ótimos momentos.

E mesmo com este sem número de personagens e a grande quantidade de eventos que se desenrolam, muitos conseguem ter seus momentos. O Exterminador é focado como o oposto ideológico do Batman, ao não assumir suas responsabilidades e o Caçador de Marte é o autor de um dos momentos mais poéticos da história.

Infinite Crisis #07a (George Pérez)

O final também corresponde às expectativas, com um brilhante epílogo, que é o grande responsável por um salto imenso de qualidade na série. Se ela fosse apenas uma história fechada, o ápice de anos de planejamento, na tentativa de fazer uma homenagem à inigualável Crise nas Infinitas Terras, teria falhado miseravelmente, pois não teve nem metade do brilho da série original. Mas, como se apresenta a seu final, como apenas mais um capítulo desta virada que a DC está promovendo, prometendo muitas emoções ainda pela frente, ela cumpre bem seu papel.

Em primeiro Lugar, serviu de uma crítica aos erros não só do mercado, como também da própria DC. Algo raro de qualquer indústria, especialmente de entretenimento, fazer, ao passo que elas preferem jogar toda a sujeira para debaixo do tapete. Me lembrou muito a vinheta da MTV onde Caetano Veloso esculhamba a emissora por ela ter feito um porco trabalho em uma apresentação sua. Em segundo lugar, serviu para revitalizar seus personagens principais, algo que será concretizado em suas histórias após o pulo de um ano. Superman agora está revigorado, e podemos respeitá-lo como o maior herói da editora, algo que durante anos pareceu forçado. A Mulher-Maravilha teve continuado o grande trabalho de Greg Rucka, tendo finalmente sua personalidade dúbia (entre a paz e a guerra) bem marcada, fazendo-a um personagem muito mais interessante. E ainda temos o Batman, com a promessa de que voltará a suas origens de herói seguro de si.

E ainda temos um grande destaque dado aos coadjuvantes. Se antes a maior diferença entre Marvel e DC comics era de que a primeira cultivava um quadro impressionante de personagens de apoio, a outra concentrava-se em uns poucos, desde Crise de Identidade, cada vez mais os ilustres desconhecidos da DC vêm se apresentado ao grande público, mostrando que são ricos e podem render muito se bem trabalhados. A maxi-série 52, continuação desta Crise, deve continuar com esta linha.

Por fim, os desenhos. Ivan Reis e George Pérez estão simplesmente perfeitos. Embora muitos elogios devam ser dados ao brasileiro, é impossível não reconhecer que o melhor artista aqui é o veterano Pérez. Há muito que não o via em tão plena forma. O seu quadro final, onde praticamente todo o Universo DC é retratado é de fazer cair o queixo. Até agora estou extasiado. Ordway, mesmo não creditado, desenha duas páginas, com o desfecho do Coringa, muito boas, por sinal. Já Jimenez foi a grande decepção da série. Uma grande promessa, de ser o sucessor de Pérez, foi responsável por bons desenhos nos primeiros números, mas esta edição sua foi pífia. Graças a ele, momentos que poderiam ser antológicos perdem muito de sua força.

Erro feio da editora americana, que deveria ter percebido desde cedo que o artista não cumpriria seus prazos. O mesmo ocorreu com Guerra Civil, pela Marvel, mas esta decidiu agüentar atrasos da publicação para manter a qualidade da arte. Da mesma forma, a editora brasileira (Panini) também deu uma grande derrapada, com uma distribuição completamente irregular, que prejudica inúmeros leitores que não fazem parte do eixo Rio-São Paulo.

As capas de Lee e Pérez estão muito boas, mas quando olhamos pra capa da primeira edição de 52 temos aquela pontinha de subestimação. A culpa não é dos dois, mas do fantástico J. G. Jones.

Melhor Frase: Você cometeu muitos erros. Subestimou Superman, Superboy, eu. Mas o maior? Você não deixou o Coringa brincar”.
Lex Luthor, fechando com chave de ouro sua irrisória participação, junto ao Coringa. Pudera os dois terem atuado assim toda a história.

p.s.: Apesar de só dar dicas de música para Grandes Astros: Superman, acho que aqui cabe uma exceção. Leiam a última passagem de Clark, Bruce e Diana escutando “Open Your Eyes” do Snow Patrol.


por Paulojr em 27/07/2007
O que realmente me emplogou foi o um ano depois...
A batalha final com o superprime foi otima...
A mini não é oitava maravilha, mas foi algo que me agradou...
Foda é saber que ainda tem mais uma crise vindo por ai...
por LeandroDezan em 27/07/2007
A mini inteira foi muito boa. Teve altos e baixos, mas a história é bem feita, com doses de ação e drama quase sempre na medida.

Quanto à participação do Coringa, o que dizer? Já vale a edição, com folga... Coringa é O vilão...
por LeandroDezan em 27/07/2007
Aliás, o personagem vinha sendo muito maltratado pelos roteiristas ultimamente... a "Crise" já tem o mérito de colocá-lo em seu merecido lugar!
por Orpheu em 27/07/2007
Pra mim, Crise Infinita deixou muito a desejar. Terras paralelas (um coneito que só serve pra confundir a cabeça o leitor) e socos na realidade foram duros de engolir. Johns é um excelente roteirista, mas aqui ele pisou na bola.

E ver o Exterminador, que recentemente encacetou a LJA sozinho (e inclusive já deu uma sova no Morcego também) cair tão facilmente é foda.
por Kent em 27/07/2007
No geral também gostei, mas ainda acho que ficou muito forçada essa história dos Supermen e do Superboy Primordial sairem voando pelo espaço e chegarem até os arredores do extinto Krypton (!!!) Mas o que é que é isso, gente, desde quando o Superman ficou tão onipotente desse jeito?
por Cajun em 27/07/2007
Desde a pré-Crise?!?!?!

Talvez o que tenha desagradado à maioria das pessoas tenha sido essas idas e vindas entre os conceitos pré e pós Crise.

Eu achei a mini uma verdadeira reverência de Johns ao Universo DC. Longe de querer ser uma nova (e/ou melhor) Crise, ele fez de sua história uma homenagem e continuação. Conseguiu fazer uma história madura, moderna e dinâmica, mas principalmente uma história que trouxe conseqüências e um novo horizonte de possibilidades.
por Paulojr em 27/07/2007
Concordo com o Cajun...
E Batmam, Asa Noturna e Robin são mais do que suficiente pra dar um cacete no Exterminador... (na verdade, acho que só o Asa Noturna já deve ser o pior adversario do exterminador, de tanto que já brigou com o cara... e Batmam quase derrotou ele na minisserie Batmam e Esterminador)
por Orpheu em 27/07/2007
Acho até que eles podem derrotar o Exterminador, mas tão facilmente quanto foi mostrado. Lembremos que em Crise de Identidade o cara detonou a Liga do Satélite sem nem suar. A minha queixa é essa, de que fo muito fácil, não que o vilão não possa ser derrotado.
por ShiKo em 27/07/2007
Orpheu, eu também achei isso na primeira vez que eu li. Mas, analisando bem, faz todo o sentido. I aser feio se fosse o Batman sozinho, mas ele, o Asa e o Robin juntos são uma ameaça muito grande, até mesmo pra Slade. Tenha em mente que um confronto de adversários equivalentes pode ser longo, mas dois grandes advesários e um jovem Talento, contra um adversário fomidável ainda não é uma luta justa.
por Paulojr em 27/07/2007
Logico que prefiro a dramaticidade, mas confrontos de mestres marciais se resolvem extremamente rapido...
por DarthOracle em 27/07/2007
Concordo com o revisor. A série foi bem legal. O único ponto negativo pra mim foi a arte irregular, mas que na versão da Panini nem apareceu tanto, já que é a do TP.
por gigante_esmsralda em 27/07/2007
Não gostei de crise e tenho pelo menos dois motivos pra entender o por que:
1°Não tive oportunidade de acompanar contagem regressiva,por isso acho que perdi a melhor parte da saga,ao meu parecer essa mini em sete partes é só uma conclusão para os acontecimentos da contagem,a mini só boa na 4° edição que pra mim teve ação,drama e heroísmo sobre medita,a morte do Superboy foi pra mim desnecessária e sem emoção,também achei que algumas situações não foram bem abordadas e alguns personagens sumiram no meio da trama,houveram bons momentos,como a conversa do Batman e do Asa ou o Homem-Animal e sua filha,mais ainda assim não consigo imaginar como Batman conceguiria passar um ano longe de Gotham...
2°Não sou um grande conhecedor do universo Dc então não consegui pegar algumas referências e homenagens...
Por fim gostaria que os amigos do fanboy me ajudassem com uma duvida,Apartir do momento em que as Terras paralelas (isso em CIT) se transformaram em apenas uma,seus habitantes ganham uma versão única certo,um exemplo,os vários e diferentes Superman viram apenas um.Por que com o Fhash por exemplo isso não aconteceu?Ou então o Lanterna Verde?
alguém saberia me ajudar?...
PS:Essa banda é muito legal revisor e acho que ela vai acabar,por acaso,caindo no gosto dos nerds por que além da referência na crise eles também fazem o tema do Homem Aranha 3.
por ReiLearII em 27/07/2007
Ótimo review.
por Paulojr em 28/07/2007
Não sei como estão as historias da Maulher Maravilha, Gigante.
Mas no sentido de revitalizar Batman e Superman a mini foi excelente, considero Batmam "rezando" um dos melhores momentos da mini, e a razão principal do mesmo ter se afastado de Gotham... quem acompanha a revista mensal viu como ele lidou com Bullock, demostrando ser um homem menos prepotente e atormentado... Assim como Superman aprendendo a ser apenas humano..
por curto_circuito em 28/07/2007
Olha,realmente Crise Infinita ficou aquém do esperado.Mas essa edição final se mostrou com certeza a melhor mesmo,com momentos ilustres como os dois Superman''s arrebentando o Apocalypse,Alex Luthor nas mãos de Lex e Coringa,além da sequência entre Batman e Exterminador,na qual o Morcegão quase perde seu famoso auto-controle.
Espero que 52 realmente seja tudo aquilo que estamos esperando,até pela qualidade da maxi-saga da outra editora,a Guerra Civil.Mas o que eu realmente não gostei foi tanto da extrema força que o Superboy Primordial possuiu,e o fim clichê da série,soando mais um filme de terror barato,como de Jason ou Freddy Krueger,com aquele ar de "voltarei..."
por guilhermehb em 28/07/2007
No geral achei boa a mini. Não deveria ter metade do estardalhaço que veio acompanhado por ela, mas foi legal. Geoff Johns é um escritor muito competente e tem um respeito muito grande pela cronologia do universo DC.
por Kent em 29/07/2007
Amigo Gigante Esmeralda, espero que possa ajudá-lo: em Crise nas Infinitas Terras, houve um combate importante entre heróis e o Antimonitor. Logo após isso, o multiverso deixou de existir e a única Terra remanescente foi a mescla das 5 Terras restantes. O que ocorreu nesta "nova" Terra foi que os elementos das 5 formaram uma só história e continuidade, então o Jonah Rex surgiu no velho oeste, o Tio Sam e os Combatentes da Liberdade, junto ao Sargento Rock e a Companhia Moleza, bem como a Sociedade da Justiça da América lutaram na 2ª Guerra Mundial, e por aí vai. Só que como o Superman da Terra-2, bem como o Superboy Primordial estavam na luta contra o Antimonitor, eles mantiveram suas memórias, enquanto os outros que não estavam passaram a fazer parte da história reescrita. Por isso, a SJA da nova Terra nunca teve o Superman, e heróis como Flash e Lanterna Verde tiveram "versões prévias" na época, e ressurgiram na segunda era heróica, que foi iniciada pelo Superman, nos dias atuais. Espero ter ajudado, um abraço.
por gigante_esmsralda em 29/07/2007
Obrigado amigo Kent foi muito esclarecedor,não tive oportunidade de ler a última parte de crise nas infinitas terras ai fiquei boiando sabe valeu cara.
Apesar de não gostar da crise li a primeira edição de 52 e parece que será uma série bem esclarecedora...
por wilski em 29/07/2007
O que não entendi mesmo era o lance do Capitão Átomo...ele num tinha morrido? E que roupa era aquela?
por Jonny-el em 30/07/2007
O problema com Crise Infinita foi toda a propaganda feita à essa série e a qualidade do material que a antecedeu (vide contagem regressiva), eu mesmo no primeiro momento não gostei tanto da CI. Enfim, depois de uma analisada percebe que a mini-série é muito boa e faz quase tudo que se propõe. Dar uma chance para personagens secundários (pow, estes são muito bacanas,exemplo? O Demolidor da Marvel que na minha opinião é um dos melhores personagens secundários de qualquer editora e em qualquer terra) no universo DC. E revitalizar a santa trindade da DC.


52?!!!...Em minha última viagem a Santos (quem tiver oportunidade de ir ao "Eixo do mal" se deliciará com os gibis que eles já têm a disposição, até essa maxi-série da DC que deve ser nacional chega antes por lá) eu adquiri o primeiro exemplar de 52. E, putz, curti. Muito. E quem se amarra em personagens secundários. Ah! É um deleite. Pois os grandes da DC só fazem participações especiais.
por wilski em 30/07/2007
Falando nos Esquenta-Bancos, bem que podiam se lembrar mais do Homem-Animal....
por Andross em 05/08/2007
No geral, não foi uma minissérie tão ruim como muitos pensam, embora os autores atualizaram muitas idéias da Crise original e, a partir daí, fizessem uma crítica e uma homenagem às histórias em quadrinhos em suas grandes épocas, acho que o foco deveria ser a resolução do tal multiverso e não a recriação do mesmo. Pelo que se vê nos vários sites de HQs, a bagunça cronológica está começando a se armar e quem sabe o que virá depois da tal "Final Crisis"? Acho que o planejamento de Crise Infinita deveria ter superado a questão de ter uma revista lançada a cada mês, uma vez que com mais tempo em mãos, os roteiristas poderiam enxugar muitas situações e trabalhar melhor em outras, tornando esta saga mais apreciável, mais independente das edições tie-ins que pipocam em cada revista principal dos heróis da DC. Só espero que o efeito "Zero Hora" não se repita futuramente ou nosso dinheiro será efetivamente jogado no lixo no fim das contas.
por scott em 15/08/2009
Não entendo qual o problema do revisor com Phil Jimenez. Ele é disparado o melhor artista da série e um dos melhores que já vi em quadrinhos.
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