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Crise Infinita #06
© Luiz Felipe P. Neto
Infinite Crisis #06b (Jim Lee) Nota: 9,0
Panini Comics/DC Comics
R$ 5,90 - Minissérie mensal em 7 edições
Formato Americano - 44 páginas
Maio de 2007

Argumento: Geoff Johns
Arte: Phil Jimenez, Jerry Ordway, George Pérez & Ivan Reis
Arte-final: Andy Lanning, Jerry Ordway, George Pérez, Ivan Reis, Oclair Alberto, Marcelo Campos, Drew Geraci, Sean Parsons, Norm Rapmund & Art Thibert
Cores: Jeromy Cox, Guy Major & Rod Reis

O novo Besouro Azul parte com a equipe de Batman no assalto ao Irmão Olho, as Terras artificiais de Alex entram em colapso enquanto ele continua seu experimento, diversos feiticeiros tentam a ajuda do recém reincorporado Espectro, a equipe de Donna finalmente tem seu momento, os dois Supermen fazem um acordo. Por fim, o destino da humanidade pode estar nas mãos do antigo Menino Prodígio e do Menino de Aço.

Este número de Crise Infinita é marcado por dois diferenciais em relação aos outros. Com o universo DC entrando na fase Um ano Depois, a história perde as revistas de apoio, tento que ficar fechada em sua própria edição, além de preparar o caminho dos mistérios apresentados na nova fase da editora. Outra questão é que ela deixa um pouco de lado o seu viés de crítica à indústria dos quadrinhos e se preocupa mais com a ação. Não que ela não o tivesse feito antes, mas o que eram apenas espasmos são agora lutas com início, meio e fim.

O plot do Batman fecha brilhantemente anos de histórias do morcego. Anos de péssimas histórias, diga-se de passagem, salvos apenas pelo brilhante Projeto O.M.A.C. de Greg Rucka, que soube como ninguém explorar um Batman desconfiado, mas não neurótico. Johns também conduziu esse personagem, que é cheio de erros, levando-o a uma final de recuperação. O embate com o Irmão Olho é muito mais filosófico que corporal, mostrando como deveria ter sido o confronto dos dois Supermen. O voto de confiança que o morcego deposita em Hal Jordan chega a ser comovente.

Também se abre uma história bem interessante quanto ao Besouro Azul e a aparente rejeição dele pelos anéis dos Lanternas Verdes. Algo que será bem mais explorado nas revistas do jovem herói (será que chegam aqui no Brasil?).

Infinite Crisis #06a (George Pérez)

A equipe de Donna Troy no espaço finalmente cumpre a profecia de que ?um segundo poderia fazer a diferença?, impedindo a perfeição do plano de Alex com um único movimento. Pena que tudo se desenvolva de maneira tão rápida que nem mesmo podemos entender o que aconteceu com vários de seus integrantes. Porém, para entender melhor este momento da Crise, como a mudança de Kyle Rayner, além da pequena participação dos místicos e do Espectro, é preciso ler as duas primeiras edições de DC Apresenta. A Panini muito bem poderia ter colocado algumas notas explicativas em alguns lugares.

Finalmente nos atendo a Alex, vemos uma infinidade de mundos criados pelo vilão, na tentativa de criar uma Terra perfeita, sem o Superman. Neste ínterim, heróis que outrora pertenceram a outros universos na época anterior à primeira Crise acabam parando em Terras similares às suas, como é o caso da família Marvel. Grata surpresa é a aparição do universo Tanget aí. Por algum motivo, todas estas Terras aparecem povoadas, com exceção da Terra-2, algo que é descrito pelo Pirata Psíquico e por Alex como uma anomalia.

Superboy e Asa Noturna, os herdeiros dos maiores heróis da editora, com a companhia da Moça-Maravilha, formando assim a versão jovem da santíssima trindade da DC, atacam a torre de Alex, formada pela armadura do Anti-Monitor (vilão da primeira Crise) e enfrentam a fúria do Superboy Prime.

Não é muito difícil entender porque cada vez mais estes dois personagens (Alex e Superboy) veredam pelo caminho dos vilões. Eles foram crianças que perderam seus lares, foram forçadas a enfrentar um mal inimaginável, ficaram anos presos vendo outros desperdiçarem as chances que eles não tiveram e, quando finalmente colocaram seu plano em ação, não tiveram a ajuda de ninguém. Eles são vítimas de si mesmos, personagens do passado com seus planos mirabolantes.

Geoff Johns, no entanto, acaba derrapando na sua própria crítica: Adão Negro usa de extrema violência, e mesmo assim pode ser considerado um herói (chegamos até mesmo a gostar do que ele faz com o Pirata Psíquico). Ao mesmo tempo, os valores do passado, como o plano arrojado de Alex e a união entre os Supermen, parecem forçados. Mais uma vez a pressa parece ter sido inimiga da perfeição.

Falando em pressa, Jimenez parece ter sido completamente incapaz de cumprir seus prazos, o que forçou a editora mais uma vez a chamar três tapa-buracos para ajudá-lo. Porém, são tapa-buracos de tanta qualidade que a emenda chega a ser melhor que o soneto. Pérez (que graças a arte-final apresenta dois estilos bastante diferentes, marcando bem dois momentos singulares da história), Ordway e o brasileiro Ivan Reis dão uma aula a Jimenez.

Quanto às capas, Pérez parece ter concentrado seu tempo nas páginas internas, pois sua capa deixa muito a desejar. Já Jim Lee, com seu estilo paradão, acabou se saindo muito bem com uma pose do Superboy Prime.

Melhor Frase: ?O Audaz e o Arrojado, hein? Agora, fiquei comovido?.
Arqueiro Verde, em um momento saudosista.


por batsquad em 18/07/2007
Putz cara, nunca me identifiquei tanto com um review, parecia que eu estava lendo a revista denovo. Fala serio. Aquela parte em que o batman confia no Hal, foi de chorar. Para mim o unico erro foi ele ter dito "Jordan", ao inves de Hal. Pois em uma das edições de LJA, estas nomenclaturas foram abordadas. Mas nada que tire o brilho da HQ. Parabens Luiz Felipe, pelo seu review, foi FODA>>>>>
por ShiKo em 18/07/2007
Na minha opnião, o segundo melhor momento da Crise:
Raio Negro: Por que o Irmão Olho só está me atacando?
Sr. Incrível: Por causa do meu poder. Eu sou invisível pára máquinas.
RN: E Isso é útil?
SI: Hoje é.
por Orpheu em 18/07/2007
Mas nota 9,0?? Que revisor bonzinho (com todo o respeito)...
por Paulojr em 18/07/2007
Agora que chegamos a essa edição posso dizer!!
Putamerdaquesacanagem!!!
Primeiro o Besouro Azul e agora ....
Adorava o personagem. Um adolescente em todos os conveitos!!
por gigante_esmsralda em 18/07/2007
essa saga não chega a ser um decimo do que prometeram,sinto que joguem meu dinheiro no lixo,da proxima vez me informarei melhor antes de comprar qualquel crise...
por Matheus_Lutz_Ramos em 18/07/2007
A morte do Flash foi RE-diculo
por Matheus_Lutz_Ramos em 18/07/2007
A propósito, eu queria que a DC fizesse o cross entre o Superboy Prime e o Lobo, ou o Hitman, ou até Justiceiro, e que fosse escrita pelo Ennis. Cara, aquele guri ia ter o que merecia....
por Paulojr em 19/07/2007
Justiceiro escrito pelo Ennis contra Superboy prime!!
Tadinhu do moleque, Castle ia dar o que ele merecia!!
por DarthOracle em 20/07/2007
Morte do Flash? Qual Flash?

E eu queria saber quem prometeu o quê ao gigante...coitado...
por ShiKo em 21/07/2007
è, tbm não saquei essa do Flash...
por Matheus_Lutz_Ramos em 21/07/2007
Morre, desaparece, vai para os cafundos do brejo(no futuro)... você me entenderam.
por Orpheu em 23/07/2007
A verdade é que ninguém entendeu o que aconteceu com o Flash.
por ShiKo em 24/07/2007
Ué, aconteceu o básico de toda crise... Ele some, e aparece outro, xP
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