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Crise Infinita #02
© Luiz Felipe P. Neto
Infinite Crisis #01a (Jim Lee) Nota: 8,5
Panini Comics/DC Comics
R$ 5,90 - Minissérie mensal em 7 edições
Formato Americano - 44 páginas

Infinite Crisis #02
Argumento: Geoff Johns
Arte: Phil Jimenez & George Pérez
Arte-final: Andy Lanning, Jerry Ordway, Norm Rapmund, Marlo Alquiza & Larry Stucker
Cores: Jeromy Cox & Guy Major

O Homem-Animal junta-se aos heróis no espaço enquanto Donna descobre que o centro do universo mudou, Poderosa é atacada pela Sociedade e salva pelo Superman T-2, Gladiador Dourado volta do futuro e os O.M.A.C.s atacam a Ilha Paraíso.

Após mais de três anos de preparação para uma super saga, que, por coincidência tinha o nome muito parecido com uma das melhores histórias da DC Comics, na reta final descobrimos que esta Crise beberia muito da fonte da original. No entanto, assim que o jogo começou pra valer, Johns mostrou que estava preparado para dar um passo além: resgatou quatro dos mais importantes personagens da Crise das Infinitas Terras. Mais ainda: resgatou o primeiro super-herói, aquele que deu origem a todos os super-poderosos que conhecemos.

Para aqueles que não estão entendendo, o que hoje conhecemos como Superman da Terra-2 é aquele herói kryptoniano criado na década de 1930. O atual é fruto de uma reformulação, feita por John Byrne. Há um ótimo artigo sobre isso aqui no Fanboy que vale a pena conferir.

Johns também está sendo corajoso ao explorar os aspectos mais obscuros dos heróis que compõem a Santíssima Trindade da DC: Temos um Superman fraco e impotente, que decide entrar em ação tarde demais, um Batman totalmente descontrolado tendo que enfrentar seu maior erro, e a Mulher-Maravilha sendo forçada a mais uma vez escolher a brutalidade à paz, agora para salvar suas irmãs. Aliás, é engraçado ver como tanto Clark quanto o Superboy simplesmente estão atônitos perante o que está acontecendo. Foi uma boa sacada de Johns, ao mostrar que os detentores do Símbolo do “S” simplesmente são tão poderosos que acham que sempre podem resolver as coisas, e não estão preparados para algo dessas proporções. Seus maiores inimigos são suas mentes.

Os personagens menores não são esquecidos, seguindo o novo lema da DC: dar voz aos secundários. O Homem-Animal é responsável pelo momento mais intimista da história, quando vemos um pai de família sair para a guerra; o falso Lex Luthor prepara uma traição para o Adão Negro, enquanto o outro parece estar mentalmente confuso; Gladiador Dourado volta misteriosamente do futuro querendo ser um herói e o Coringa faz uma ponta brilhante.

Infinite Crisis #01b (George Pérez)

Mas tudo isso que foi apresentado eram apenas as tramas paralelas da revista. O verdadeiro foco dessa edição foi a revelação do Superman T-2 à Poderosa de sua verdadeira origem (após a confusão provocada pelo Pirata Psíquico em DC Apresenta #01), além de relembrar os fatos da primeira Crise, revelar o paradeiro de seu pequeno grupo de sobreviventes desde então e seu plano.

A crítica que ele faz sobre o rumo sombrio que os heróis tomaram após a Crise na verdade é uma crítica aos rumos que o mercado tomou no início dos anos noventa. Malditos anos noventa, aliás. A época da Image, do Spawn e do Cable. Os heróis tinham que ser fortes, violentos, com imagem forte e sem conteúdo. Segundo o Superman T-2 foi aí que seu mundo começou a ruir. Foi aí, também, em que o mercado entrou em crise. Os quadrinhos não eram mais arte, mas sub-arte. A metalinguagem foi muito bem aplicada aqui.

A arte de George Pérez na história contada pelo herói idoso é simplesmente fantástica. Em vinte anos ele não perdeu nada de seu talento, e, muito longe de seus desenhos serem datados, eles são extremamente carregados de nostalgia. Apenas Ordway é que perdeu a mão nesses anos. Sua arte-final é grosseira, não lembrando em nada seu trabalho com os Titãs ou com a Crise nas Infinitas Terras.

Já Jimenez oscilou entre o ótimo (seus desenhos de Nova Cronos) até o terrível, com suas mulheres deformadas de tão musculosas. E não é nem que ele não saiba desenhar mulheres: Lois e Donna estão ótimas, e até mesmo as mais atléticas, como Ártemis. O problema é que ele simplesmente erra a mão com a Mulher-Maravilha e a Poderosa, deixando as duas com corpo e cara de travestis. E os quatro arte-finalistas que trabalham com ele têm estilos bastante diferentes, fazendo, por exemplo, a idade do Superman T-2 variar uns trinta anos no decorrer da história.

Três comentários sobre a edição nacional. Baita bola fora da Panini em não dar os créditos no interior da revista aos desenhos de Pérez e Ordway, apesar dos dois serem creditados na capa e em aumentar o valor da revista em quarenta centavos. O problema não foi o pequeno aumento, mas a falta de qualquer nota de rodapé dando uma satisfação aos leitores. Mas a Panini está de parabéns pelos teasers que vem colocando em suas revistas. O fundo branco com os símbolos ou nomes das suas próximas atrações causam uma impressão de luxo e ansiedade.

Por fim, se na primeira edição a capa de Pérez estava muito melhor que a de Jim Lee, está distância não está tão grande nessa edição. Porém, mesmo assim a do veterano desenhista é melhor. Dois a zero pra ele.

p.s.: Reparem no que Alex Luthor fala sobre a Poderosa e no nervosismo do Superboy primordial. Apenas reparem.

Melhor Momento: A pequena Maxine entregando um sanduíche a seu pai, o Homem-Animal, antes de ele partir para a guerra. Pode não ter relevância para a trama, mas deu uma humanizada toda especial a ela.


por Jonny-el em 16/03/2007
Crise #01 recebeu uma nota ligeiramente maior que esta, eu apenas faria uma inversão. Boa edição. Apesar de parecer apenas explicativa(aliás Jhonns amarrou muito bem algumas das pontas soltas do universo DC), a edição esconde surpresas agradáveis. Mas, ainda falta aquele BOOM pelo qual tinha todo aquele alarde envolto da CI, mas como estamos apenas no segundo número. Também fiquei sem entender o aumento de preço...
por gigante_esmsralda em 16/03/2007
Muito criativo um monte de herói brigando,contra um inimigo que não existe,nota "10"
por Orpheu em 16/03/2007
Eu também achei esse número melhor que o primeiro. Tomara que essa ascensão se mantenha ao longo de toda a mini.

Quanto à "disputa" das capas, nenhuma surpresa, afinal, Geroge Pérez é muito melhor que Jim Lee. É goleada na certa.
por LFN em 16/03/2007
Realmente, a história é melhor que a da primeira edição, mas os desenhos (com exceção de Pérez) derão uma queda de qualidade vertiginosa. Se fosse por eles, a nota seria ainda menor. Foi o texto de Johns, ótimo, que a segurou
por Guga em 17/03/2007
Bela edição. Johns mais uma vez surpreende, sendo muito audacioso em colocar a velha guarda da Terra 2 se voltando contra a Terra 1. Vamos ver se ele vai ter jogo de cintura para desenvolver bem o que está propondo. Só sei que Crise infinita até agora agrada bastante.
por Matheus_Lutz_Ramos em 20/03/2007
Achei um pouco melhor que a edição anterior, mas ainda sim muito "mai-ro-meno".
por ShiKo em 22/03/2007
Olha, não foi só o Ordway não. o Byrne tomou o mesmo rumo....
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