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DC Apresenta #01: SJA Arquivos Confidenciais
© Luiz Felipe P. Neto
JSA Classified #01 Variant Cover Adam Hughes Panini Comics/DC Comics
R$ 6,90 - Bimestral
Formato Americano - 100 páginas

SJA Arquivos Confidenciais: SJA Classified #01, #02, #03 & #04 - Nota: 9,0
Argumento: Geoff Johns
Arte: Amanda Conner
Arte-final: Jimmy Palmiotti
Cores: Paul Monts

Eu sei que devia começar este review comentando seu argumento ou a arte de suas páginas internas, mas... Não deu. Eu tenho que falar algo da capa de Adam Hughes. Aliás, nem sei se tenho como falar algo: sua Poderosa é simplesmente embasbacante, linda, sensual... Procure qualquer adjetivo e aplique aqui. Phil Jimenez devia ter vergonha de desenhar um monte de músculos com cabelos loiros e dizer que é a mesma personagem.

JSA Classified #01

Bem, sobre a história, ela tem relação direta com a mega-série Crise Infinita (qual revista atual da DC não tem?) e, mais especialmente, com eventos na segunda edição da Crise.

A Poderosa (ou Karen Starr, ou Kara Zor-El), antes da Crise nas Infinitas Terras, era da Terra Paralela, ou Terra 2, onde estavam os super-heróis originais, e mais antigos, que formavam a Sociedade da Justiça. Ela era prima do Superman e, junto com a Caçadora (Helena Wayne, filha do falecido Batman e da Mulher Gato desta terra), era o sangue novo da equipe. Depois da Crise, ela foi reincorporada de maneira meio torta ao novo universo. Participou de várias equipes como Liga da Justiça Internacional, Liga da Justiça Europa, Sociedade da Justiça e, desculpem a expressão, os “Super-amiguinhos” e teve sua origem recontada diversas vezes, ora sendo uma kryptoniana, ora sendo neta do feiticeiro Arion (o que a faria parente do Aquaman!).

JSA Classified #02

Como a ordem do dia nesse tempo de crise é organizar a casa, consertando erros e dando algum sentido a eles, essa tarefa coube ao faz-tudo da DC, Geoff Johns. No título da SJA e no próprio do personagem, Johns tentou consertar o furo da cronologia do Gavião Negro. Mesmo não ficando um trabalho muito satisfatório, deve-se lembrar que já foi algo significativo, dada a confusão que envolvia o herói alado.

Com a Poderosa, o autor tenta consertar sua história usando o humor, e acerta a mão. Se com o Gavião, o drama e o romance foram a melhor pedida, qual seria a melhor forma de se tratar de uma heroína que é carinhosamente chamada pelos fãs de “peitorosa”? As piadas envolvendo seu decote, inclusive, foram muito boas. E nem foram machistas. Se por um lado havia o lado machista do homem em não se controlar em ver, hã... Aquele decote (repito o termo por falta de outro tão leve), havia o lado feminista, na preocupação de Kara em que o homem que esteja conversando com ela olhe para seu rosto e não para... Bem, para baixo de seu rosto.

JSA Classified #03

Em um primeiro momento, o Doutor Meia-Noite, depois de examinar a moça, garantiu que seus poderes não eram místicos e, por conseqüência, ela não teria parentesco com Arion, para logo após ela ser atacada pelo irmão do feiticeiro. Então, descobre-se em sua nave um anel dos legionários e o grupo aparece dizendo que a Poderosa seria na verdade Andrômeda, membro da equipe vinda do futuro para enfrentar Mordru. A Poderosa, para variar um pouco, acaba confrontando a equipe, que some como se não estivesse lá, da mesma maneira que o feiticeiro.

Ao final da segunda história da edição, descobre-se o verdadeiro vilão: o Pirata Psíquico. Na terceira edição, onde se revela que ele trabalha para Luthor, e está mexendo com a mente dela a mando do careca, aparecem mais supostas origens para Kara: Ela seria prima do Ultraman, do Sindicato do Crime; filha de Conner, o Superman do futuro em que os Titãs foram parar; uma Kandoriana; seria da família Marvel; da Zona Fantasma... Por fim, temos um pouco do passado do Pirata e ele conta à Poderosa sua verdadeira origem, relacionada com a Terra Paralela.

JSA Classified #04

Os desenhos de Amanda Conner casam bastante com a proposta de Johns, dando um clima bem descontraído à história, como é a personalidade da poderosa. Seu estilo, seguindo a linha dos desenhos animados, é bem original e deu bastante fluidez à trama, e as cores fortes de Montz fecharam tudo com chave de ouro.

Saldo final: Não é uma história imprescindível e que vai revolucionar o mercado, mas é bastante gratificante para os fãs da personagem e da Sociedade da Justiça, além de enriquecer a trama de Crise Infinita #02 (onde finalmente se sabe o porquê de tantas origens ao longo de todos esses anos). Além do mais, é um ótimo divertimento, e não é sempre que se acha tal coisa nas bancas. Merece uma nota alta só por isso (bem, não só por isso).

Melhor Momento: Poderosa diz a Kal-El (O Superman, oras!) que não usa aquele decote por exibicionismo, mas porque queria ter algum símbolo. Aquele buraco está ali porque ela não conseguia achar o que colocar. Era tão vazio quanto ela. (se bem que não é tão vazio assim)


por shin em 15/03/2007
Amanda Conner desenha MUITO.
A arte é um show a parte servindo perfeitamente para o estilo de narrativa necessária.

A menina manda muito!!!
por Jonny-el em 16/03/2007
Essa edição me surpreendeu! Ela é muito divertida de se ler. Eu tinha uma outra visão da Poderosa antes dessa história, Jhons a tornou mais humana do que aparenta ser(?!!Tudo bem!Eu sei que ela é um E.T.) e divertida. A desenhista fez um bom trabalho,Poderosa está bonita e aparentando a idade que tem. Detalhe interessante, quando a loira está no laboratório do Dr. Meia Noite e está se trocando, reparem como o homem começa até suar(pegando lenços aos montes), mas ele não é o único, se atentarem um pouco mais verão que até a coruja se desdobra e "pira o cabeção", também pudera. Ah! E o decote?! Sem comentários.
por Kent em 19/03/2007
Também gostei. Fez valer aquela máxima de que não há personagens ruins ou secundários, existem roteiristas medíocres. Enfim, há aqueles que podem pegar o Batman e escrever uma porcaria, e há aqueles que podem pegar o Gnort e escrever algo digno de ser lembrado.
por Marcilio em 22/03/2007
Vou pedir licença ao resenhista para fazer o mesmo. Antes de começar, temos que "babar" com a capa da revista. Adam Hughes é o cara (que desenha as mulheres mais gostosas do mundo quadrinhistico). Quanto a história, bem leve e despretenciosa, do jeito que deveria ser. Johns cumpre o papel que se propõe ao contar essa história (ponto alto quando ele faz a Poderosa se aproximar da Caçadora, relembrando a amizade dela com Helena Wayne, da terra 2). Amanda Conner é outra boa surpresa, faz a personagem parecer sexy sem ser vulgar. E ainda mais, uma revista com o papel bom, e o preço igual as revistas de linha. Valeu cada centavo. É isso!
por ShiKo em 22/03/2007
Com uma única correção ao revisor: Karen não seria parente de Aquaman, se ela fosse atlante. Ela supostamente seria neta de Arion, e Orin é filho de Atlan, outro poderoso e lendário mago atlante. Atlan álias, foi quem trinou Garth na sua transformação em Tempest. ^^
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