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Contagem Regressiva Para Crise Infinita #06
© Luiz Felipe P. Neto
The O.M.A.C. Project #06 Panini Comics/DC Comics
R$ 8,90 – Minissérie em 6 edições
Formato Americano - 100 páginas

Projeto O.M.A.C.: The O.M.A.C. Project #06 – Nota: 10,0
Argumento: Greg Rucka
Arte: Jesus Saiz, Cliff Richards & Bob Wiacek
Cores: Hi-Fi Desing

Após a morte de Max Lord, o Irmão Olho acionou todos os O.M.A.C.s e eles estão caçando (e matando!) todos os meta-humanos. Enquanto isso, Sasha e Batman armam um plano para detê-los, que envolve um vírus de computador, uma arma do falecido Besouro Azul e uma grande reunião de heróis no deserto.

Esta edição fechou com chave de ouro uma ótima minissérie. Embora muitos digam que foi forçada a transformação de Max em vilão, ele já havia atuado nessa área (como integrante da Royal Flash), nunca foi confiável e mostrou-se um grande “traidor”, por sempre ser visto como “líder da mais insignificante das Ligas”. Talvez por isso o ato da Mulher-Maravilha seja ainda mais violento, já que ela estava matando uma pessoa que traiu a confiança da Liga da Justiça. O plano de Max em exterminar todos os metas, os quais ele classificava como ameaça, foge do óbvio ao lembrarmos que ele próprio tem poderes. Ele estaria, assim, aniquilando a própria raça. Ao menos tenho que agradecer a Max pela morte dos Super-Homens da América. Finalmente!

Outro ponto chave é a transformação de dois personagens: Gladiador Dourado e Sasha. O primeiro parece finalmente cair em si depois de anos de brincadeiras ao ver Sue, Ted e Dimitri mortos e Fogo no hospital (praticamente toda sua equipe desmantelada) e resolve voltar para o futuro. Enquanto Sasha finalmente é um personagem sólido e bem desenvolvido, ao passo que foi criada nas histórias do Batman como uma “Batgirl” de terceira linha.

A batalha no deserto, onde vemos o rancor do heróis quanto ao morcego e a confiança que finalmente depõem sobre Ted é comovente, como também a última cartada do Irmão Olho. Leiam e entendam como esse satélite é sacana.

Não há como elogiar mais o texto de Rucka, nem a arte de Saiz. Ambos são impecáveis. Cliff Richards e Bob Wieacek conseguem se aproximar bastante da arte do desenhista oficial nesta parte, deixando a história mais homogênea e mais bela.

Sem dúvidas, a melhor parte do mix.

Day of Vengeance #06

Dia de Vingança: Day of Vengeance #06 – Nota: 5,0
Argumento: Bill Willingham
Arte: Justiniano
Arte-final: Walden Wong
Cores: Chris Chuckry

O Pacto das Sombras, contando com os incríveis poderes de Alice Sombria (Alice Sombria e o pacto das Sombras... Parece nome de banda dos anos 70) não são capazes de deter o Espectro, embora levem a Eclipso como prêmio de consolação. Por fim, o Espírito da Vingança MATA o Mago Shazam e destrói a Pedra da Eternidade.

Pronto, falei. Eis o fim da trama. Você pode, agora, economizar uns quinze minutos do seu dia. Não precisa mais ler a história, só folheie para ver a arte da minissérie, que merece todo o elogio. Fora uma substituição breve do desenhista oficial há algumas edições, tudo foi visualmente impecável. Justiniano, além de ter um traço original e detalhista, mostrou-se a escolha certa para este projeto. A arte-final de Wong e as cores de Chuckry também são dignas de parabéns, e ajudaram a ambientar mais ainda a arte de Justiniano ao universo da magia da DC. Espero vê-los cada vez mais vezes por aí.

Bem, agora que se falou do ponto alto de Dias de Vingança, está na hora de falar da minha maior decepção e da única coisa que faz com que essa série seja uma vergonha para o mix: o pobre roteiro de Bill Willinghan. O Universo mágico da DC sempre foi explorado de maneira rica: Livros da Magia, Brigada dos Encapotados, etc... Até a Zatanna, que foge da linha mais poética dessas histórias citadas e vai mais para o estilo de super-herói propriamente dito, como parece ser esta a intenção aqui, teve uma exploração bacana, fugindo do óbvio.

Aqui está o problema de Willinghan: ele fez uma história convencional, apoiada simplesmente em clichês. Todas suas saídas foram óbvias ou pseudo-inteligentes, como quando os personagens principais da revista não conseguem vencer o vilão. Este não seria um problema tão grande para uma história corriqueira de algum personagem menos importante, mas, quando se compara esta aos outros três títulos do mix, não dá pra deixar de sentir uma ponta de desapontamento. Além do mais, se perdeu uma ótima personagem como Jean Loring ao transformá-la em mais uma super-vilã padrão.

Uma nota importante, que deve ser lembrada, vem de uma fala do Mago Shazam, ao alertar o Espectro que ele não estava destruindo a magia, mas a deixando em seu estado bruto.

Villains United #06

Vilões Unidos: Villains United #06 – Nota: 9,0
Argumento: Gail Simone
Arte: Dale Eaglesham
Arte-final: Wade Von Grawbadger
Cores: Sno-Cone

A Sociedade de Luthor faz um ataque em massa ao Sexteto Secreto, enquanto Lex tem uma conversinha nada amistosa com Párea. Mas, um momento, de que Lex estamos falando?

Mark Millar é um escritor excepcional, mas tem um grave defeito: nunca consegue dar um desfecho adequado a suas tramas. Gail Simone, embora tenha surpreendido em Vilões, nunca passou de mediana, mas não caiu no mesmo erro do mestre. Que bom, não é?

A história tem um final eletrizante, com muita ação e momentos dramáticos. Entre eles temos a luta de Boneco de Pano e seu pai, de Tália e Escândalo (ambas filhas de imortais) e a morte do Parademônio nos braços de seu amigo, o Boneco. Gail fez um bom uso da alegoria do clown ali. Para quem não conhece essa alegoria, ela diz que todo clown (o velho palhaço de circo) é compelido a animar os outros enquanto ele mesmo é triste. Isso porque o que buscamos em tristeza é alegria, e as tristezas, nossa e dele, se completam. E ela fez isso em apenas uns dois balões, quando o Parademônio pede uma última piada (morra de inveja Bendis).

Porém, não é a ação, mas a revelação de quem é o Harpia que é o maior tempero dessa última edição. Ele é Lex Luthor. Aparentemente, o verdadeiro Lex Luthor, enquanto o líder da Sociedade é um farsante. Deve-se prestar bastante atenção nas palavras de Párea para o falso Lex. Intrigantes.

Últimos comentários sobre argumento e arte: Gail Simone me surpreendeu, fazendo um trabalho muito superior a Birds of Prey. Enquanto a arte de Eaglesham me faz contar os dias para a nova Sociedade da Justiça, que só deve aportar aqui no Brasil no ano que vem. Vai ser um longo ano. Wade Von Grawbadger e o estúdio Sno-Cone foram apenas corretos, e só.

Melhor Frase: “Na cara ou coroa?”.
Pistoleiro, quando o Homem-Gato diz que eles têm que se decidir entre estar do lado dos vilões ou dos mocinhos.

Rann-Thanagar War #06

Guerra Rann-Thanagar: Rann-Thanagar War #06 – Nota: 9,0
Argumento: Dave Gibbons
Arte: Ivan Reis, Joe Prado & Joe Bennett
Arte-final: Marcelo Campos, Joe Prado, Oclair Albert & Jack Jadson
Cores: John Kalisz & The Hories

Onimar Synn parte com seu exército de mortos-vivos em uma investida final contra a família real de Rann e seus aliados. Quando a situação parece ter se resolvido, a guerra mostra que já tomou proporções universais e um cataclismo cósmico consegue tornar péssima uma situação que já era ruim.

Gibbons conseguiu não se perder entre os inúmeros personagens que apresentou ao longo da minissérie. Se a idéia era dar uma revitalizada nas histórias espaciais da DC, o escritor parece ter sido bem sucedido. Não só velhos e esquecidos personagens como os Omega Men e o Capitão Cometa foram reintroduzidos de maneira discreta, mas carismática, como figuras carimbadas da editora foram aprofundadas. Finalmente é possível entender o que impulsiona Thanagar e Rann a serem o que são.

Todo o desespero em defender sua vida através da proteção dos rannianos pode ser sentido através de Aleea, a pequena filha de Adam Strange, enquanto a tentativa de salvar-se através da conquista dos thanagarianos está viva nas ordens dadas pelo Grande Mor. Mesmo sem entender o que está acontecendo à sua volta, ele ataca.

Também é notável a crítica que Gibbons faz à guerra: uma vez que ela começa, é como um palito de fósforo aceso derrubado em uma lata de gasolina. Não há como conter a explosão. A guerra espacial está descontrolada, justamente na hora em que o universo parece estar se quebrando, e, em vez de tentar descobrir o que está acontecendo e conter a ameaça, os planetas estão culpando uns aos outros e lutando. Nada parecido com o que fazemos na Terra, não?

A arte do trio de brasileiros é aquela arte que as de Jim Lee e de Rob Lefeld tentam ser e não conseguem: seus heróis são fortes, mas não excessivamente musculosos, suas mulheres são lindas, mas não vulgares, e os cenários são embasbacantes. A arte-final é bem diferente e ajuda a dar um tom épico à história.


por ShiKo em 28/02/2007
Vamos lá, última edição, chega de ser bonzinho!
Projeto O.M.A.C. : Ótima história, bem legal mesmo. Mas, usar Max de vilão foi tosco sim. A idéia de Max sempre foi a do "bom malandro". Lembro da edição de LJI que ele pensa em ficar morando na Embaixada brasileira pra apreder a "dar um jeitinho" de resolver as coisas. E Max não foi um Royal Flush, apenas manipulou a gangue para garantir a entrada do Gladiador Dourado. Ele já foi vilão sim, quando seu corpo foi possuído por Pesadelo. Isso foi deturpação de personagem, e ninguém reclama por que ele não é Hal Jordan. E o comentário sobre o Besouro não foi comovente, e sim vazio. Se Hal tivesse falado pro Guy, em vez do Stewart, ouviria um " Tarde demais pra sua confiança" em resposta.
Dia de Vingança: Wilhingam fez um trabalho pobre aqui, uma história fraca, na qual se salvam apenas alguns personagens,como Chimp e Magia. Os outros ficaram vazios, tábula rasa. Mas, foi até divertido. Aguardem umas boas cenas de Retalho e Demônio Azul em Crise Infinita. Eu garanto, são incríveis.
Vilões Unidos: Soberbo. Essa valeu tudo, do inicio ao fim. Quando é descrito o motivo dá escolha dos membros do Sexteto, eu fiquei impressionado. Aguardo ansiosamente novas aventuras.
Guerra Rann-Thanagar: Muito bacana, só senti falta dos Darkstars, eliminados em Adam Strange. E concordo amplamente sobre a arte.
É, isso ai, falei!
por Orpheu em 28/02/2007
A minha preferida foi mesmo Projeto Omac. Embora tenha sido meio estranho esse lance do Max Lord se tornar um vilão, a trama do Rucka foi tão bem escrita e amarrada que eu aceito isso numa boa.

Dia de Vingança foi a mais fraca. Ainda não engoli transfomarem Sue Dibny em Eclipso. Acho que ela tinha muito mais potencial como a ex-esposa mentalmente desequilabrada. Agora virou apenas mais uma supervilã. Uma pena. Mas o pior foi a interminável batalha do Espectro com o Capitão Marvel. Depois de tanto sufoco (e quase perder) o Espectro apenas diz "Shazam!" e acaba com tudo?! Por que não fez isso logo de cara?

Gostei de Vilões Unidos. Nada excepicional, mas uma boa história. E foi divertido ver todos aqueles "Manés" desafiando a poderosa Sociedade de Luthor.

Guerra Rann/Thannaggar começou meio confuso, pelo excesso de personagens envolvidos. Mas no decorrer da trama, Gibbons encontrou seu tom e concluiu a trama de forma competente. E a arte de Ivan Reis dispensa comentários. O cara é muito bom!!
por Paulojr em 28/02/2007
Vou apoiar a Galera a favor do Max,
Se ele tivesse virado um vilão com planos de dominação mundial, belê...
Se ele pra isso tivesse que matar a caçadora, o Aquamam, ou sei lá quem... de boa tambem...
Mas putz, o cara matou na moral o Besouro Azul!! Basicamente, um amigo intimo... e nem ligou...
A historia é realmente otima e coisa e tal, mas Max Lord matou o Besouro, se ele matasse até o Batmam pra mim faria sentido...

Vilões Unidos precisa ter continuação (e ia caber muito mais se o palhaço se chamasse Pierrot, ...só pra acrescetar mais a historia)

e Ivan reis é o cara!!

Obs: Adorei o comentario sobre Mark Millar!!!
por Jonny-el em 28/02/2007
Sem dúvida PROJETO OMAC foi o melhor da contagem regressiva, deve ser unânime...Só achei que os personagens poderiam ter encarado com mais pesar a morte do Bezouro."Ah!O bezouro morreu?!!!Quem é o próximo?!".Mas talvez, a intenção do RUCKA fosse essa mesmo, mostrar a idéia de que os "grandes" estão envolvidos tão exclusivamente com seus problemas que pouco olharam pra morte dele.

DIA DE VINGANÇA tinha começado tão bem e escambou, mas no final acabei dando umas risadas.

VILÕES UNIDOS?!Tesão!!!Fiquei meio confuso com relação aos LL, mas depois da segunda lida na história me situei melhor. Impressionante como conseguiram tranformar o sexteto em um grupo incrivelmente caristmático. Tbm aguardo por mais...

GUERRA...Gibbons fez um ótimo trabalho e arte dos brasileiros é realmente impecável!...A mini fica ainda melhor quando lida pela segunda vez, de uma tacada só!...


por lfn em 28/02/2007
Em crise Infinita 2 é estabelecido melhor quem é falso Lex e quem é o verdadeiro. No review falo disso melhor. A grande diferença é a cor dos olhos. Vale lembrar que o verdadeiro é ruivo de olhos verdes
por lfn em 28/02/2007
PS: Também é assim que diferencio os Flashs: Barry tem olhos azuis, Wally tem olhos verdes e Bart tem olhos castanhos (acreditem, os coloristas prestam atenção nesses detalhes)
por Kent em 01/03/2007
Também concordo com a maioria, de que Projeto OMAC foi a melhor. Dia de Vingança pra mim só serviu pelo teor cômico, enquanto Vilões Unidos e Guerra Rann-Thanagar meio que empataram. Agora não sei porque tanta encanação pelo fato do Maxwell Lord ter se mostrado vilão; matou o Besouro porque é mau, ora, simplesmente isso. Dessa maneira poderíamos encanar também com o Homem-Gato, que sempre foi um mané com uniforme e veículo rídiculos, ter se tornado uma cara fodidão, super estrategista e atlético. Milagre maior foi esse.
por lfn em 01/03/2007
Da mesma forma que Oliver Queen já foi um playboy mané e se tornou o arqueiro fodão. Muita disciplina, treino e um retiro em um lugar ermo e selvagem fazem milagres.

E, ah, uma boa alimentação e sexo com lindas vilãs ajudam.
por ShiKo em 05/03/2007
Já fiz essa pergunta aqui antes, mas vou repetir: Na saga a Vingança do Submundo, o Pistoleiro vendeu sua alma a Neron. Alguém ai sabe o que ele ganhou em troca?
por Orpheu em 07/03/2007
A cara do Brad Pitt.
por ShiKo em 08/03/2007
Muuuuito engraçado Orpheu! Já pensou em ser comediante?! ^^
por Orpheu em 09/03/2007
Na verdade, não. Mas diz aí, você acha que eu tenho futuro (rsrsrs)?
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