
Panini Comics/DC Comics
R$ 8,90 – Minissérie em 6 edições
Formato Americano - 100 páginas
Projeto O.M.A.C.: The O.M.A.C. Project #05 – Nota: 9,0
Argumento: Greg Rucka
Arte: Jesus Saiz, Cliff Richards & Bob Wiacek
Cores: Hi-Fi Desing
A melhor minissérie do mix. Sasha sobrevive ao ataque do O.M.A.C. e revela-se como uma espécie de próxima geração dos robôs, enquanto a finada Liga da Justiça Internacional se reúne para salvar o Soviete Supremo. Quando os andróides parecem derrotar a LJI, é a vez do Soviete sacrificar-se pelos amigos. O Irmão-Olho ativa todos os seus O.M.A.C.s, e são muitos deles.
É impressionante ver o que a morte de um colega pode fazer a um monte de “fracassados” como a LJI. Mas o impressionante mesmo é ver esta, que foi a formação mais subestimada das Ligas, lutando unida, para salvar um dos seus, enquanto a formação atual desmantelou-se. Parece que, dentre todos os heróis afetados pela iminente Crise, os deste grupo são os que mais sofreram, desde a Crise de Identidade, com a morte de Sue Dibny, do Besouro azul, a revelação que Max Lord era um vilão, e sua morte, e agora o sacrifício de Dimitri.
A boa história de Rucka e a boa arte de Jesus Saiz conseguem manter uma boa nota para a história, embora os ajudantes do desenhista, apesar de emularem seus traços, não chegarem perto de sua qualidade.
Dia de Vingança: Day of Vengeance #05 – Nota: 5,0
Argumento: Bill Willingham
Arte: Justiniano
Arte-final: Walden Wong
Cores: Chris Chuckry
Após a derrota para o Espectro, Capitão Marvel e o Pacto das Sombras (quem escolheu esse nome?) vão para o Bar de seu líder recuperar-se e preparar o contra-ataque ao “fantasminha camarada controlado pela vilã sexy”, que agora contará com a Emo Alice Negra.
Ainda não estou acreditando que é o mesmo Willinghan que escreve Fábulas. Sei que estou reclamando demais disso, mas é que me espanto como um autor simplesmente excelente (tenho assistido RockGol demais) faz uma história dessas. Se entregando a todo tipo de clichê possível quando temos um “grupo de desajustados que vão enfrentar uma ameaça superior”. Vemos até o café da manhã de despedida e o “plano infalível” que não dá certo.
Alice Negra funcionou como um Deus ex Machina na história. Para quem não conhece, este é um recurso usado por autores que simplesmente não sabem como solucionar algum empecilho em sua história. O significado do termo vem do uso da intervenção divina em peças gregas. Só é mais condenável que o uso do Deus ex Machina quando ele falha. Não é difícil pensarmos em filmes baratos dos anos oitenta e noventa que apelavam pra isso.
Além do mais, o diálogo entre Shazam e Capitão Marvel simplesmente entrega que o Pacto não vai vencer Espectro e que o Clímax da minissérie será a batalha entre o velho mago e o espírito.
De resto, a belíssima arte de Justiniano contrasta com um pobre roteiro.
Vilões Unidos: Villains United #05 – Nota: 8,0
Argumento: Gail Simone
Arte: Dale Eaglesham
Arte-final: Wade Von Grawbadger
Cores: Sno-Cone
O Sexteto Secreto ataca mais uma base da Sociedade. Esta, por sua vez, captura a Lady Quarc e o Pária. Descobrimos que Escândalo é filha de Vandal Savage, que deixa o grupo de Lex, e temos então um ataque em massa deste grupo à base do Sexteto, cuja localização foi dada por um traidor.
Além da revelação sobre Escândalo, que não é tão bombástica assim, temos uma boa dose de ação e humor e a participação de dois sobreviventes da Crise nas Infinitas Terras, o que realmente importa. Ainda não sabemos por que os dois foram capturados, mas se alguém ainda tinha alguma dúvida que a atual Crise está ligada com a anterior, esta dúvida foi sanada.
A revelação de Lince como traidora não é algo muito surpreendente, da mesma forma que Escândalo, mas o plano que ela desenvolveu para escapar foi ótimo: ficar grávida do Homem-Gato para que ele a proteja da vingança de seus companheiros.
Enquanto Simone é responsável por um bom texto, Eaglesham dá conta de uma ótima arte. Passando bem o clima de ação e comédia que a autora quer. Além disso, ele desenha mulheres com um corpo bem feminino, o que é importante quanto temos na história Escândalo, Lince e Tália. Se ele está fazendo um bom trabalho com os vilões da editora, quero ver seus desenhos para a nova encarnação da Sociedade da Justiça, que estreou há pouco tempo nos Estados Unidos.
Guerra Rann-Thanagar: Rann-Thanagar War #05 – Nota: 8,0
Argumento: Dave Gibbons
Arte: Ivan Reis, Joe Prado & Joe Bennett
Arte-final: Marcelo Campos, Joe Prado, Oclair Albert & Jack Jadson
Cores: John Kalisz
Muita ação a cada segundo, e a história parece estar caminhando para um fim. Enquanto Gavião Negro e Shayera se vestem de guardas zumbis (!), e infiltram-se em uma prisão de Synn, levando Komander como prisioneira, para libertar o Grande Mor de Thanagar(!!), as tropas Thanagarianas atacam a família real de Rann (!!!), que é resgatada por mercenários Khúndios (!!!!), liderados por Tigorr, enquanto os Lanternas Verdes Kyle e Kilowog resgatam algumas vítimas de Onimar Synn. Por fim, todos os heróis se reúnem e esperam o ataque final do demônio (!!!!!).
Gibbons sabe dosar ação desenfreada com bons momentos dramáticos, e até mesmo tensos. Quando a família real de Rann é atacada, a esposa de Adam Strange manda seu pai dar uma arma à neta, que não aparenta mais de oito anos, alegando que ela é uma ranniana e deve aprender a lutar por seu futuro. Não há como não comparar a situação de Rann à de Israel, que é constantemente atacada ou ameaçada. No país, todos os cidadãos passam por treinamento militar e são soldados em potencial do exército nacional, além de haver uma cultura militarizada que ensina desde cedo o significado da guerra para as crianças.
Outro momento tenso é a morte de Shayera, traída por Komander. Além de ser a mais perfeita demonstração do que é uma baixa de guerra, ela foi um personagem que ganhou bastante atenção por causa do desenho da Liga da Justiça. Só assim sentimos a sua morte, lamentando por vermos que era um personagem cujo potencial nunca foi bem explorado nos quadrinhos.
Por fim, a arte de Ivan Reis tem grandes auxílios. Simplesmente um espetáculo visual.