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Contagem Regressiva Para Crise Infinita #05
© Luiz Felipe P. Neto
The O.M.A.C. Project #05 Panini Comics/DC Comics
R$ 8,90 – Minissérie em 6 edições
Formato Americano - 100 páginas

Projeto O.M.A.C.: The O.M.A.C. Project #05 – Nota: 9,0
Argumento: Greg Rucka
Arte: Jesus Saiz, Cliff Richards & Bob Wiacek
Cores: Hi-Fi Desing

A melhor minissérie do mix. Sasha sobrevive ao ataque do O.M.A.C. e revela-se como uma espécie de próxima geração dos robôs, enquanto a finada Liga da Justiça Internacional se reúne para salvar o Soviete Supremo. Quando os andróides parecem derrotar a LJI, é a vez do Soviete sacrificar-se pelos amigos. O Irmão-Olho ativa todos os seus O.M.A.C.s, e são muitos deles.

É impressionante ver o que a morte de um colega pode fazer a um monte de “fracassados” como a LJI. Mas o impressionante mesmo é ver esta, que foi a formação mais subestimada das Ligas, lutando unida, para salvar um dos seus, enquanto a formação atual desmantelou-se. Parece que, dentre todos os heróis afetados pela iminente Crise, os deste grupo são os que mais sofreram, desde a Crise de Identidade, com a morte de Sue Dibny, do Besouro azul, a revelação que Max Lord era um vilão, e sua morte, e agora o sacrifício de Dimitri.

A boa história de Rucka e a boa arte de Jesus Saiz conseguem manter uma boa nota para a história, embora os ajudantes do desenhista, apesar de emularem seus traços, não chegarem perto de sua qualidade.

Day of Vengeance #05

Dia de Vingança: Day of Vengeance #05 – Nota: 5,0
Argumento: Bill Willingham
Arte: Justiniano
Arte-final: Walden Wong
Cores: Chris Chuckry

Após a derrota para o Espectro, Capitão Marvel e o Pacto das Sombras (quem escolheu esse nome?) vão para o Bar de seu líder recuperar-se e preparar o contra-ataque ao “fantasminha camarada controlado pela vilã sexy”, que agora contará com a Emo Alice Negra.

Ainda não estou acreditando que é o mesmo Willinghan que escreve Fábulas. Sei que estou reclamando demais disso, mas é que me espanto como um autor simplesmente excelente (tenho assistido RockGol demais) faz uma história dessas. Se entregando a todo tipo de clichê possível quando temos um “grupo de desajustados que vão enfrentar uma ameaça superior”. Vemos até o café da manhã de despedida e o “plano infalível” que não dá certo.

Alice Negra funcionou como um Deus ex Machina na história. Para quem não conhece, este é um recurso usado por autores que simplesmente não sabem como solucionar algum empecilho em sua história. O significado do termo vem do uso da intervenção divina em peças gregas. Só é mais condenável que o uso do Deus ex Machina quando ele falha. Não é difícil pensarmos em filmes baratos dos anos oitenta e noventa que apelavam pra isso.

Além do mais, o diálogo entre Shazam e Capitão Marvel simplesmente entrega que o Pacto não vai vencer Espectro e que o Clímax da minissérie será a batalha entre o velho mago e o espírito.

De resto, a belíssima arte de Justiniano contrasta com um pobre roteiro.

Villains United #05

Vilões Unidos: Villains United #05 – Nota: 8,0
Argumento: Gail Simone
Arte: Dale Eaglesham
Arte-final: Wade Von Grawbadger
Cores: Sno-Cone

O Sexteto Secreto ataca mais uma base da Sociedade. Esta, por sua vez, captura a Lady Quarc e o Pária. Descobrimos que Escândalo é filha de Vandal Savage, que deixa o grupo de Lex, e temos então um ataque em massa deste grupo à base do Sexteto, cuja localização foi dada por um traidor.

Além da revelação sobre Escândalo, que não é tão bombástica assim, temos uma boa dose de ação e humor e a participação de dois sobreviventes da Crise nas Infinitas Terras, o que realmente importa. Ainda não sabemos por que os dois foram capturados, mas se alguém ainda tinha alguma dúvida que a atual Crise está ligada com a anterior, esta dúvida foi sanada.

A revelação de Lince como traidora não é algo muito surpreendente, da mesma forma que Escândalo, mas o plano que ela desenvolveu para escapar foi ótimo: ficar grávida do Homem-Gato para que ele a proteja da vingança de seus companheiros.

Enquanto Simone é responsável por um bom texto, Eaglesham dá conta de uma ótima arte. Passando bem o clima de ação e comédia que a autora quer. Além disso, ele desenha mulheres com um corpo bem feminino, o que é importante quanto temos na história Escândalo, Lince e Tália. Se ele está fazendo um bom trabalho com os vilões da editora, quero ver seus desenhos para a nova encarnação da Sociedade da Justiça, que estreou há pouco tempo nos Estados Unidos.

Rann-Thanagar War #05

Guerra Rann-Thanagar: Rann-Thanagar War #05 – Nota: 8,0
Argumento: Dave Gibbons
Arte: Ivan Reis, Joe Prado & Joe Bennett
Arte-final: Marcelo Campos, Joe Prado, Oclair Albert & Jack Jadson
Cores: John Kalisz

Muita ação a cada segundo, e a história parece estar caminhando para um fim. Enquanto Gavião Negro e Shayera se vestem de guardas zumbis (!), e infiltram-se em uma prisão de Synn, levando Komander como prisioneira, para libertar o Grande Mor de Thanagar(!!), as tropas Thanagarianas atacam a família real de Rann (!!!), que é resgatada por mercenários Khúndios (!!!!), liderados por Tigorr, enquanto os Lanternas Verdes Kyle e Kilowog resgatam algumas vítimas de Onimar Synn. Por fim, todos os heróis se reúnem e esperam o ataque final do demônio (!!!!!).

Gibbons sabe dosar ação desenfreada com bons momentos dramáticos, e até mesmo tensos. Quando a família real de Rann é atacada, a esposa de Adam Strange manda seu pai dar uma arma à neta, que não aparenta mais de oito anos, alegando que ela é uma ranniana e deve aprender a lutar por seu futuro. Não há como não comparar a situação de Rann à de Israel, que é constantemente atacada ou ameaçada. No país, todos os cidadãos passam por treinamento militar e são soldados em potencial do exército nacional, além de haver uma cultura militarizada que ensina desde cedo o significado da guerra para as crianças.

Outro momento tenso é a morte de Shayera, traída por Komander. Além de ser a mais perfeita demonstração do que é uma baixa de guerra, ela foi um personagem que ganhou bastante atenção por causa do desenho da Liga da Justiça. Só assim sentimos a sua morte, lamentando por vermos que era um personagem cujo potencial nunca foi bem explorado nos quadrinhos.

Por fim, a arte de Ivan Reis tem grandes auxílios. Simplesmente um espetáculo visual.


por ShiKo em 24/02/2007
Agora que o assunto veio a tona, finalmente tenho a chance de expressar uma opnião minha, um pouco contundente. Mas, dessa vez, um pouco mais séria.
Eu já disse antes que eu começei a ler gibis Marvel com Capitão América, mas na DC foi LJI. Das 65 edições da editora Abril, consegui, com muito custo e busca, eu consegui 50. E Infelizmente, não as possuo mais... Mas sempre mantive na lembrança aquelas aventuras bem-humoradas, e seus carismáticos protagonistas. Quando li o ultimo especial dos Superamiguinhos, uma inesperada tristeza me ocorreu. Ao ver Max e Ted rindo juntos, me lembrei imediatamente do especial Contagem Regressiva. E me lembrei de Sue Dibny. E me perguntei porque diabos o Dr. Luz virá-ra um mega-vilão, enquanto a LJI era massacrada pelos erros da Liga do Satélite. Engraçado, não? Você convive com os personagens por tantos anos, que acaba sofrendo junto com eles. Eles disseram: "Uma saga impressionante, que afeta os alierces o UDC!". Até agora (E até o fim, visto que já li toda a Crise), abalou mesmo só o ego dos maiorais, porque impacto mesmo quem sofreu foram os secundários, os menores. O Superman lamenta: " Oh meu Deus, eu não inspiro ninguém!". Não foi Lois que morreu. Foi Sue Dibny,Ted Kord,Max Lord e Dmitri Bhukarin. Sei lá, me inspira pesar isso. Saber que a revolução só beneficia os maiorais. Parece... vida real.
Resta-me fazer essa elegia a meus heróis de infância. Espero que eles se recuperem um dia, nas mão de roteiristas tão talentosos como os de agora. Longa vida a LJI.
por georgeoliveiragambardella em 24/02/2007
realmente a baixa de shayera vai ser muito sentida!!! Ela é quem mais detona no desenho da tv e eu concordo agora que ela não foi muito bem explorada ao longo do tempo. vou sentir muito a falta dela (e espero que não a ressucitem, pq ninguém merece esse vai-e-volta!!!)
por Orpheu em 26/02/2007
Eu não choraria muito pela Shayera, não. Do jeito que as coisas andam ultimamente, ela deve ter ido só curtir umas férias no além-vida. Logo, logo ela volta.

E devo concordar com o amigo Shiko. Até agora, todo o oba oba feito em cima de Crise Infinita não se justificou (li a até a segunda edição, já em bancas). E, realmente, quem mais sofre nesses mega eventos são os "buchas". Só acho uma pena que, depois dos eventos, que estamos assistindo, não teremos mais clima a Liga engraçadinha, que, de longe, foi a mais detonada de todas.
por Paulojr em 27/02/2007
Bom...
É eu tb gosto muito mais dos bucha de canhão do que da primeira linha...
E era fã do Besouro Azul...
No fim as melhores historias são dos personagens secundarios...
Nenhum roterista pode estuprar a Lois Lane...então tem que se ater as crises de conciencia...
É por essas e outras que o Demolidor tem historias tão boas e marcantes...
Nunca fora um heroi de tanta importancia antes de Miller trasformar a vida dele num inferno...
por Paulojr em 28/02/2007
Na verdade Felipe é TOTALMENTE EXCELENTE!!!

TÁ compreedido??!!
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