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Contagem Regressiva Para Crise Infinita #04
© Luiz Felipe P. Neto
The O.M.A.C. Project #04 Panini Comics/DC Comics
R$ 8,90 – Minissérie em 6 edições
Formato Americano - 100 páginas

Projeto O.M.A.C.: The O.M.A.C. Project #04 – Nota: 9,0
Argumento: Greg Rucka
Arte: Jesus Saiz, Cliff Richards & Bob Wiacek
Cores: Hi-Fi Desing

Eu nunca vou entender porque Greg Rucka não tem o reconhecimento que merece. Ele é um dos melhores autores atualmente em exercício. Jesus Saiz também é um desenhista formidável, e, da mesma forma, não tem o devido reconhecimento.

A história parte do ocorrido em Superman #46, na saga Sacrifício, onde Max Lord controla mentalmente o Superman e o força a matar Batman, sendo impedido pela Mulher-Maravilha. A forma como a amazona lidou com o vilão, apesar de drástica e contrariar a personagem em si, condiz perfeitamente com sua natureza guerreira.

Rucka está obstinado em desconstruir a Trindade: mostra um Batman arrogante e sem nenhuma fé em seus colegas, Um Superman frágil e uma Mulher-Maravilha violenta, chegando ao ponto de assassinar friamente um homem. Infelizmente este fato importante ficou fora da série (erro grotesco da DC). Quem leu a revista do Superman pode notar que havia, sim, uma outra saída. Max não é o primeiro inimigo telepata da Liga, e poderia ser contido, como os outros. Diana cometeu um crime, e isto é inegável.

Porém, problemas em diferentes partes do mundo impedem que Clark e Diana discutam o que acabou de acontecer. Sobra então ao leitor acompanhar o colapso do Xeque-Mate, com Sasha lutando pra sair desta.

ótimo ponto a ser abordado aqui é que Rucka foi um dos poucos que tratou a brasileira Fogo como algo além de um belo par de coxas. Ela foi agente secreta da Abin antes da Liga da Justiça!

Day Of Vengeance #04

Dia de Vingança: Day of Vengeance #04 – Nota: 4,0
Argumento: Bill Willingham
Arte: Justiniano
Arte-final: Walden Wong
Cores: Chris Chuckry

Não dá pra acreditar que este seja o mesmo Bill Millinghan que escreve a ótima “Fábulas” da Vertigo (que agora será publicada pela Pixel), que ganhou 5 prêmios Eisner, que só não são o Oscar dos quadrinhos por que aqui no há roubalheira.

A história ainda é a mesma da primeira edição: O Espectro, sem um hospedeiro humano, foi enlouquecido pela Eclipso (Jean Loring, ótima em Crise de Identidade, péssima aqui) e está acabando com o mundo da magia. Nesta edição, em especial, somos apresentados à origem de Chimp, o incrível chipanzé detetive (sim, estou sendo irônico), a batalha entre Espectro e Capitão Marvel e a entrada da Alice Sombria na história.

Se a idéia era revisar a magia na DC, foi uma péssima idéia. Se quer saber o que é a feitiçaria na editora, leia Livros da Magia. Ao contrário do grande cuidado e respeito que Willinghan tem pelas histórias infantis em Fábulas, explorando incríveis facetas adultas destas, em Dias ele parece ter feito tudo a toque de caixa. Não deve ter lido uma única história que usasse magia na DC, se limitando a indicações dadas pelo editor. Patético.

A única coisa que salva esta história são os desenhos de Justiniano. Zero por Willinghan mais oito pelo desenhista. Uma média de quatro, sem louvor.

Villains United #04

Vilões Unidos: Villains United #04 – Nota: 8,0
Argumento: Gail Simone
Arte: Dale Eaglesham
Arte-final: Wade Von Grawbadger
Cores: Sno-Cone

Se antes falei do ponto baixo da revista, agora devemos nos render a uma autora de quem eu esperava muito pouco, mas que me surpreendeu. Definitivamente não é a mesma autora de Aves de Rapina. Dale Eaglesham volta a desenhar, e está ótimo também. Boa combinação.

Nesta edição, o Sexteto Secreto invade uma base da Sociedade no Brasil e liberta Nuclear, que estava sendo usado como fonte de energia. E o Homem-Gato e Lince têm uma noite bem animada depois.

Bem, a maior surpresa, e muito boa, é a descoberta de que Escândalo é brasileira. A DC tem agora duas personagens tupiniquins, ambas belas e perigosas.

Não há muito o que se comentar sobre o trabalho de Gail. Ela conseguiu fazer com que os leitores torçam por um grupo de vilões, dando ótimas personalidades para todos, o que é incrível. Desde o hiper-carismático Pistoleiro, a venenosa Lince, a misteriosa Escândalo e passando pela nova dupla dinâmica Parademônio-Boneco de Pano, todos são interessantes. Não é sempre que isso ocorre. Todo grupo acaba tendo um ponto fraco, mas aqui não.

A não-publicação das histórias do novo Nuclear no Brasil acaba prejudicando o entendimento da trama, mas... Panini é Panini, infelizmente.

Melhor fase: Já foi mesmo comido por um macaco?
Deus sabe porque Lince perguntou isso ao Homem-Gato.

Rann-Thanagar War #04

Guerra Rann-Thanagar: Rann-Thanagar War #04 – Nota: 8,0
Argumento: Dave Gibbons
Arte: Ivan Reis
Arte-final: Marcelo Campos
Cores: John Kalisz

Deveriam colocar Gibbons numa sala com o Willingham para que ele o ensinasse como se faz uma boa saga com personagens esquecidos da editora. Bem, talvez o carisma de Adam Strange, dos Lanternas e dos Gaviões tenha ajudado um pouco, mas é tocante que o trabalho do autor tem bastante mérito, pois aqui há tantas tramas paralelas e personagens que qualquer um poderia ficar perdido.

Em Thanagar, Kyle e Capitão Cometa (nunca o vi na vida, mas adorei o velhaco) lutam contra o demônio Onimar Synn (que havia levado uma surra da Sociedade da Justiça no retorno do Gavião Negro), enquanto thanagarianos atacam o Mundo Trono, defendido por um Starman (quantos destes a DC tem?) enquanto a família real de Rann consegue fugir por muito pouco, em seu planeta.

Alguns eventos cósmicos jogaram Rann e Thanagar em guerra e fica cada vez mais claro que o culto necrófilo de Synn tem grande participação, não nos eventos, mas na guerra. O Demônio tomou Thanagar, controlando inclusive o chefe de Estado.

Sobre a arte, não há nada para fazer além de dizer que a dupla brasileira aqui está perfeita. Além do impressionante trabalho, eles não foram substituídos hora nenhuma.


por Richard_Jones em 15/02/2007
O Capitão Cometa apareceu na história recente da DC nas antigas aventuras da L.E.G.I.Ã.O. de Vril Dox e companhia, no Brasil, na revista DC 2000...e sequências.
Realmente o melhor de Contagem Regressiva é Vilões Unidos!
por Orpheu em 15/02/2007
Eu gostei mais de Projeto Omac. Disparada a melhor mini de Contagem Regressiva.
por Paulojr em 15/02/2007
Ah veiu...
Eu pirei em todas...
A DC mandou muito bem...
Foi como o Jonhs disse pra Wizard: vc nunca imaginou alguem lendo as historias do Detetive Chimp"...
E vilões unidos precisa ter continuação...
por Jonny-el em 16/02/2007
De fato as quatro minis são ótimas...
Destaque, para OMAC e VILÕES UNIDOS. Não achei tão ruim assim DIA DE VINGANÇA da edição...
por Orpheu em 16/02/2007
Eu achei Dia de Vingança bem fraquinho. Metade da mini se passa sem desenvolvimento nenhum, abordando apenas o mesmo tema: a batalha do Espectro contra o Capitão Marvel. Aliás, nem sei por que uma entidade ultra-poderosa como o Espectro perde tempo trocando socos com um mortal, como se fosse um moleque de rua.
por Paulojr em 16/02/2007
Ah...é até verdade orpheu...
Mas ver a raspa do tacho da Dc dando trabalho pro Espectro é legal!!!
por LFn em 16/02/2007
Um dos Grandes problemas de Dia da vingança não foi só a má execução, mas o que poderia ter sido essa história. A raspa do tacho da DC dando problemas pro Espectro poderia ter sido muito mais interessante. Além disso, Em Dias de Magia, Gaimam mostrou como se faz algo com a magia.

E por último, porra, era o Willingham. Ele poderia ter feito algo muito melhor. escreveu tão bem quanto o Ronaldinho jogou na copa.
por ShiKo em 22/02/2007
Concordo com o LFn; quem já leu Fábulas, sabe que Bill foi tosco dessa vez, apesar de divertido. Podia ter sido muito melhor. Minha preferida é Vilões Unidos, mas sou suspeito pra falar, já que a minha equipe favorita na DC (posto esse agora dividido com a SJA)sempre foi o Esquadrão Suicida, e destes, meu personagem predileto sempre foi o Pistoleiro. E, pára o revisor: Starman I (Ted Knight);Starman II (um robô); Starman III (Charles McNider, o Dr. Meia-Noite);Starman IV (Mikaal Thomas); Starman V (Príncipe Gavin);Starman VI (Will Payton);Starman VII (David Knight);Starman VIII (Jack Knight); Starman IX (O atual, menbro da SJA e criado por Alex Ross.).Além desses posso citar ainda o Starman de DC 1 Milhão, o Starboy (Legião dos Super-heróis) e a Stargirl (Courtney Withmore, a Sideral.) Logo, tivemos mais ou menos uns 10 Starmen, mostrando que essa é a linhagem mais bem-sucedida da DC. Respondido?
por Orpheu em 22/02/2007
Esse é o Shiko...
por Paulojr em 22/02/2007
Eu disse...
por LFn em 23/02/2007
Shiko, valeu pela contagem. Eu, simplesmente, já perdi as contas do Starmen da DC. Acho que foi de tanto tentar calcular os clones do aranha e as super-moças (que dependendo dos critérios, variam de 3 a 9)

EM tempo, LFN= Luiz Felipe Neto, o revisor, hehe
por ShiKo em 23/02/2007
Opa, de nada companheiro! Quer a lista dos clones e das moças de aço também? ^^=P
Em tempo: Eu fiz essa lista de cabeça! Não sei se sinto orgulho nerd ou vou atrás de arrumar uma namorada nova...
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