
Panini Comics/DC Comics
R$ 8,90 – Minissérie em 6 edições
Formato Americano - 100 páginas
Projeto O.M.A.C.: The O.M.A.C. Project #04 – Nota: 9,0
Argumento: Greg Rucka
Arte: Jesus Saiz, Cliff Richards & Bob Wiacek
Cores: Hi-Fi Desing
Eu nunca vou entender porque Greg Rucka não tem o reconhecimento que merece. Ele é um dos melhores autores atualmente em exercício. Jesus Saiz também é um desenhista formidável, e, da mesma forma, não tem o devido reconhecimento.
A história parte do ocorrido em Superman #46, na saga Sacrifício, onde Max Lord controla mentalmente o Superman e o força a matar Batman, sendo impedido pela Mulher-Maravilha. A forma como a amazona lidou com o vilão, apesar de drástica e contrariar a personagem em si, condiz perfeitamente com sua natureza guerreira.
Rucka está obstinado em desconstruir a Trindade: mostra um Batman arrogante e sem nenhuma fé em seus colegas, Um Superman frágil e uma Mulher-Maravilha violenta, chegando ao ponto de assassinar friamente um homem. Infelizmente este fato importante ficou fora da série (erro grotesco da DC). Quem leu a revista do Superman pode notar que havia, sim, uma outra saída. Max não é o primeiro inimigo telepata da Liga, e poderia ser contido, como os outros. Diana cometeu um crime, e isto é inegável.
Porém, problemas em diferentes partes do mundo impedem que Clark e Diana discutam o que acabou de acontecer. Sobra então ao leitor acompanhar o colapso do Xeque-Mate, com Sasha lutando pra sair desta.
ótimo ponto a ser abordado aqui é que Rucka foi um dos poucos que tratou a brasileira Fogo como algo além de um belo par de coxas. Ela foi agente secreta da Abin antes da Liga da Justiça!
Dia de Vingança: Day of Vengeance #04 – Nota: 4,0
Argumento: Bill Willingham
Arte: Justiniano
Arte-final: Walden Wong
Cores: Chris Chuckry
Não dá pra acreditar que este seja o mesmo Bill Millinghan que escreve a ótima “Fábulas” da Vertigo (que agora será publicada pela Pixel), que ganhou 5 prêmios Eisner, que só não são o Oscar dos quadrinhos por que aqui no há roubalheira.
A história ainda é a mesma da primeira edição: O Espectro, sem um hospedeiro humano, foi enlouquecido pela Eclipso (Jean Loring, ótima em Crise de Identidade, péssima aqui) e está acabando com o mundo da magia. Nesta edição, em especial, somos apresentados à origem de Chimp, o incrível chipanzé detetive (sim, estou sendo irônico), a batalha entre Espectro e Capitão Marvel e a entrada da Alice Sombria na história.
Se a idéia era revisar a magia na DC, foi uma péssima idéia. Se quer saber o que é a feitiçaria na editora, leia Livros da Magia. Ao contrário do grande cuidado e respeito que Willinghan tem pelas histórias infantis em Fábulas, explorando incríveis facetas adultas destas, em Dias ele parece ter feito tudo a toque de caixa. Não deve ter lido uma única história que usasse magia na DC, se limitando a indicações dadas pelo editor. Patético.
A única coisa que salva esta história são os desenhos de Justiniano. Zero por Willinghan mais oito pelo desenhista. Uma média de quatro, sem louvor.
Vilões Unidos: Villains United #04 – Nota: 8,0
Argumento: Gail Simone
Arte: Dale Eaglesham
Arte-final: Wade Von Grawbadger
Cores: Sno-Cone
Se antes falei do ponto baixo da revista, agora devemos nos render a uma autora de quem eu esperava muito pouco, mas que me surpreendeu. Definitivamente não é a mesma autora de Aves de Rapina. Dale Eaglesham volta a desenhar, e está ótimo também. Boa combinação.
Nesta edição, o Sexteto Secreto invade uma base da Sociedade no Brasil e liberta Nuclear, que estava sendo usado como fonte de energia. E o Homem-Gato e Lince têm uma noite bem animada depois.
Bem, a maior surpresa, e muito boa, é a descoberta de que Escândalo é brasileira. A DC tem agora duas personagens tupiniquins, ambas belas e perigosas.
Não há muito o que se comentar sobre o trabalho de Gail. Ela conseguiu fazer com que os leitores torçam por um grupo de vilões, dando ótimas personalidades para todos, o que é incrível. Desde o hiper-carismático Pistoleiro, a venenosa Lince, a misteriosa Escândalo e passando pela nova dupla dinâmica Parademônio-Boneco de Pano, todos são interessantes. Não é sempre que isso ocorre. Todo grupo acaba tendo um ponto fraco, mas aqui não.
A não-publicação das histórias do novo Nuclear no Brasil acaba prejudicando o entendimento da trama, mas... Panini é Panini, infelizmente.
Melhor fase: “Já foi mesmo comido por um macaco?”
Deus sabe porque Lince perguntou isso ao Homem-Gato.
Guerra Rann-Thanagar: Rann-Thanagar War #04 – Nota: 8,0
Argumento: Dave Gibbons
Arte: Ivan Reis
Arte-final: Marcelo Campos
Cores: John Kalisz
Deveriam colocar Gibbons numa sala com o Willingham para que ele o ensinasse como se faz uma boa saga com personagens esquecidos da editora. Bem, talvez o carisma de Adam Strange, dos Lanternas e dos Gaviões tenha ajudado um pouco, mas é tocante que o trabalho do autor tem bastante mérito, pois aqui há tantas tramas paralelas e personagens que qualquer um poderia ficar perdido.
Em Thanagar, Kyle e Capitão Cometa (nunca o vi na vida, mas adorei o velhaco) lutam contra o demônio Onimar Synn (que havia levado uma surra da Sociedade da Justiça no retorno do Gavião Negro), enquanto thanagarianos atacam o Mundo Trono, defendido por um Starman (quantos destes a DC tem?) enquanto a família real de Rann consegue fugir por muito pouco, em seu planeta.
Alguns eventos cósmicos jogaram Rann e Thanagar em guerra e fica cada vez mais claro que o culto necrófilo de Synn tem grande participação, não nos eventos, mas na guerra. O Demônio tomou Thanagar, controlando inclusive o chefe de Estado.
Sobre a arte, não há nada para fazer além de dizer que a dupla brasileira aqui está perfeita. Além do impressionante trabalho, eles não foram substituídos hora nenhuma.